Julio
Aceitar contradições nada tem a ver com a lógica. Pode vir de uma suposição metafísica, como a de Priest e seu dialeteísmo. As lógicas paraconsistentes apenas possibilitam que uma suposição dessas não trivialize o sistema. Porém, quanto a *decidir* quais são as proposições contraditórias, é algo que está além da lógica.
D.

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Decio Krause
Departamento de Filosofia
Universidade Federal de Santa Catarina
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Doctor Bell say we’re connected,
He called me on the phone,
But if we’re really together baby,
How can I feel so all alone?
(Bell's Theorem Blues)

Em 14/08/2010, às 15:35, julio cesar escreveu:

Olá, pessoal,

estou com outra dúvida! Assumindo que certas lógicas paraconsistentes não querem rejeitar o princípio da não-contradição, mas apenas restringi-lo, há algum parâmetro prévio em tais lógicas para diferenciar quais tipos de formulas a não-contradição se aplica e quais não? Isto é, há alguma outra diferença entre fórmulas bem- comportadas e mal-comportadas sem ser as diferenças geradas pelo fato de que uma aceita a contradição e outra não? Em outras palavras, existe alguma outra justificativa lógica, interna ao sistema, para se aceitar as contradições de certas fórmulas sem ser o fato de que, se não aceitássemos tais contradições, o sistema explodiria?

Abraços,
Júlio

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