Julio
Aceitar contradições nada tem a ver com a lógica. Pode vir de uma
suposição metafísica, como a de Priest e seu dialeteísmo. As lógicas
paraconsistentes apenas possibilitam que uma suposição dessas não
trivialize o sistema. Porém, quanto a *decidir* quais são as
proposições contraditórias, é algo que está além da lógica.
D.
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Decio Krause
Departamento de Filosofia
Universidade Federal de Santa Catarina
88040-990 Florianópolis, SC -- Brasil
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www.cfh.ufsc.br/~dkrause
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Doctor Bell say we’re connected,
He called me on the phone,
But if we’re really together baby,
How can I feel so all alone?
(Bell's Theorem Blues)
Em 14/08/2010, às 15:35, julio cesar escreveu:
Olá, pessoal,
estou com outra dúvida! Assumindo que certas lógicas
paraconsistentes não querem rejeitar o princípio da não-contradição,
mas apenas restringi-lo, há algum parâmetro prévio em tais lógicas
para diferenciar quais tipos de formulas a não-contradição se aplica
e quais não? Isto é, há alguma outra diferença entre fórmulas bem-
comportadas e mal-comportadas sem ser as diferenças geradas pelo
fato de que uma aceita a contradição e outra não?
Em outras palavras, existe alguma outra justificativa lógica,
interna ao sistema, para se aceitar as contradições de certas
fórmulas sem ser o fato de que, se não aceitássemos tais
contradições, o sistema explodiria?
Abraços,
Júlio
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