Estudante é acusado de baixar mais de 5 mi de artigos acadêmicos20/07/2011 - 
11h47 | da FolhaDA ASSOCIATED PRESS, EM BOSTON
Um aluno da universidade de Harvard, que estava estudando ética, foi acusado de 
invadir a rede de computadores do Instituto de Tecnologia de Massachusetts e 
roubar quase 5 milhões de artigos acadêmicos.

Aaron Swartz, 24, foi acusado de roubar documentos do Jstor, um serviço popular 
de pesquisa que oferece cópias digitalizadas de mais de mil jornais acadêmicos 
e documentos, alguns datados do século XVII.

Em uma acusação divulgada na última terça-feira (19), os promotores dizem que 
Swartz roubou 4,8 milhões de artigos de setembro de 2010 a janeiro, depois de 
invadir um computador que estava no campus do instituto. Swartz baixou tantos 
documentos durante um dia no mês de outubro que um dos servidores do Jstor não 
aguentou a carga, diz a acusação.

Os promotores dizem que Swartz pretendia distribuir os artigos em sites de 
compartilhamento de arquivos.

O estudante se entregou à polícia na terça-feira (19) e se declarou inocente às 
acusações como fraude, fraude relacionada a computadores e obtenção ilegal de 
informações de um computador protegido. Ele foi solto com o pagamento de uma 
fiança de US$ 100 mil e encara até 35 anos de prisão, se julgado como culpado.

"Roubar é roubar, seja com um computador, seja com um pé-de-cabra", disse o 
promotor norte-americano Carmen Ortiz. "É igualmente nocivo à vitima, não 
importa se você vende o que você roubou ou compartilha com outras pessoas."

Uma ligação ao advogado de Swartz não foi retornada imediatamente. Ele deve 
comparecer à Justiça novamente no dia 9 de setembro.

Um representante do Jstor disse na terça-feira (19) que Swartz concordou em 
devolver todos os artigos, para que a empresa possa garantir que eles não sejam 
distribuídos.

"Nós não somos donos desse conteúdo. Nós somos responsáveis pela administração 
deles e trabalhamos duro para descobrir o que estava acontecendo. Trabalhamos 
duro para conseguir esses dados de volta.", disse a representante da empresa, 
Heidi McGregor.

Swartz é um ativista on-line que fundou o site Demand Progress, que afirma que 
"trabalha para ter mudanças progressivas nas políticas."

O site descreve Swartz como o "autor de um grande número de artigos sobre uma 
variedade de tópicos, especialmente corrupção em grandes instituições, 
incluindo organizações sem fins lucrativos, a mídia, políticos e a opinião 
pública".

O diretor executivo do site, David Segal, disse que as acusações contra Swartz 
não fazem sentido. "É como colocar alguém na prisão por supostamente checar 
muitos livros de uma biblioteca", disse.

Um representante da universidade de Harvard disse que o acusdo foi colocado em 
uma licença de dez meses depois que a entidade descobriu a investigação.

Swartz tinha acesso legítimo ao Jstor por meio de seus estudos em Harvard, mas 
a companhia tem restrições para uso que previnem um número tão grande de 
downloads.

A organização sem fins lucrativos Jstor, fundada em 1995, permite que 
bibliotecas economizem espaço, tempo e trabalho ao armazenar digitalmente 
séculos de publicações acadêmicas. Sua assinatura anual pode custar a uma 
grande universidade algo como US$ 50 mil.

De acordo com a acusação, Swartz conectou um laptop ao sistema do MIT em 
setembro de 2010 e se registrou sob um nome fictício. Então, ele usou um 
software para "baixar rapidamente um grande volume de artigos do Jstor".

Nos meses seguintes, o MIT e a Jstor tentaram bloquar os recorrentes downloads, 
chegando a negar acesso ao Jstor a todos os usuários do MIT. Mas Swartz 
supostamente desviou das barreiras impostas.                                    
  
_______________________________________________
Logica-l mailing list
[email protected]
http://www.dimap.ufrn.br/cgi-bin/mailman/listinfo/logica-l

Responder a