Leiam Freud antes de criticá-lo, plise... Sent from my iPhone
On 17/09/2011, at 20:50, Julio Fontana <[email protected]> wrote: > Prezados colegas de lista, > > Quanto ao estatuto epistemológico da psicanálise acho que não há qualquer > dúvida de ela ser um caso típico de pseudociência. Quando Popper afirmava que > a teoria de Freud explica tudo, ou seja, era a tal ponto flexível que não > podia ser contraditada, ele não estava errado. Quando apontaram os casos de > "neurose de guerra" como uma refutação do complexo de Édipo, Freud explicou, > por meio de emendas na sua teoria original, que os soldados com neurose de > guerra eram narcisistas. Concordando com Popper, Horgan afirma: "Freud tinha > uma habilidade assombrosa para elaborar teorias que não podem ser confirmadas > nem refutadas decisivamente por meio empíricos." > Essa crítica é importante, porém, muitas outras foram propostas contra a > psicanálise. Vejam as críticas de Frederick Crews. Olhem o que Francis Crick > escreveu sobre Freud: "Pelos padrões modernos, Freud não pode ser considerado > um cientista, e sim um médico que teve muitas ideias inusitadas e que > escreveu com rara habilidade e poder de persuasão." > > Popper considerava a psicologia uma ciência. Eu discordo dele. Passei a ter > essa visão lendo o livro de Leonard Mlodinow, agradeço a indicação do livro à > Carnielli (Pensamento Crítico). Mlodinow relata o experimento proposto pelo > psicólogo David L. Rosenhan. Nesse experimento, oito "pseudopacientes" > marcaram consultas em diversos hospitais e então se apresentaram ao setor de > internações, queixando-se de que ouviam vozes estranhas. Confiantes no > funcionamento do sistema de saúde mental, alguns dos participantes temeram > que sua evidente sanidade fosse imediatamente detectada, o que lhes causaria > grande embaraço. Todos, exceto um, foram internados com diagnóstico de > esquisofrenia. O outro foi internado com diagnóstico de psicose > maníaco-depressiva. Não é só isso. > Depois de internados, todos pararam de simular os sintomas anormais e > disseram que as vozes haviam desaparecido. Esperaram, seguindo instruções de > Rosenhan, que descobrissem que não era loucos. A equipe hospitalar > interpretou o comportamento dos pseudopacientes sob o prisma da insanidade. > Todos os atos dos pseudopacientes, como escrever em diário, reclamar de maus > tratos, etc, como sintomas da doença. > > A teoria sempre se confirma, ou o diagnóstico será sempre confirmado. Por > essa razão eu nem passo em frete ao pinéu. Eu não sou louco! > > Howard Gardner corretamente apontou que a psicologia era outra área que > carecia das virtudes epistêmicas próprias da ciência. John Searle observou > que aqueles campos que fazem muita questão se proclamarem científicos, na > verdade, são pseudociência. > > > Julio Fontana > _______________________________________________ > Logica-l mailing list > [email protected] > http://www.dimap.ufrn.br/cgi-bin/mailman/listinfo/logica-l _______________________________________________ Logica-l mailing list [email protected] http://www.dimap.ufrn.br/cgi-bin/mailman/listinfo/logica-l
