Salvo engano, ele era do Instituto Brasileiro de Filosofia. Não sei de sua participação na Academia. Mas não é sequer a questão de se criticar quem botou quem, como ou quando, mas a própria natureza das instituições e sua relevância. E isso nas universidades também. O que acontece agora na Academia acontece muito em universidades. Irrelevâncias ou simples fraudes financiadas pelo poder público.
http://www.ibf.net.br/index.html Pois é, começa assim: essas academias "botam "os amigos lá... : -) Em 25 de janeiro de 2012 11:30, Francisco Antonio Doria <[email protected]> escreveu: > Miguel Reale era da ABF, e foi quem botou o Newton lá. > > 2012/1/25 Georgenes Gustavo Nogy <[email protected]> > >> Interessante como essa >> celeuma toda, digna de Monty Python (se bem que, como deixei >> comentado lá na assinatura da nota de repúdio, a trupe seria >> impossível no Brasil, já que não dá pra fazer nonsense do >> nonsense), abre a possibilidade de uma outra discussão (ao menos na >> lista): a da própria regulamentação profissional em geral, e das >> ciências humanas em particular. >> >> Guardadas as proporções >> devidas, a posição estapafúrdia da dita Academia não deixa de ser >> a conclusão lógica levada aos limites, no que toca à >> regulamentação (e, em consequência, a tudo o que isso implica) dos >> estudos de Filosofia, por ex. Já foi dito aqui – e o disseram com >> razão – que cursos universitários não formam filósofos, mas >> professores de Filosofia. Mas muitas, muitas vezes não é bem isso o >> que se nota quando um sujeito é entrevistado, ou citado num artigo, >> etc. Formou-se em Filosofia na USP ou na UNIBIMBO – em princípio, >> tanto faz – e já se diz, e dizem do fulano: “Filósofo”. E os >> colegas acham bonito porque, claro, serve pra eles também. Fica >> aquela troca de socráticos confetes. >> >> Convenhamos: mesmo >> aqueles que seguiram os protocolares trâmites e fizeram graduação, >> metrado, doutorado, pós-doc (França, Sorbonne – Paris 2,7/+05/68) >> e têm mais medalhas no peito que veterano de guerra não são, >> necessariamente, filósofos, no sentido estricto do termo. Idem para >> os formados em Letras que não são escritores. E para aqueles >> formados em Artes Plásticas e tal. >> >> Pois bem, a lebre que >> pretendo levantar é: se cursos universitários não formam filósofos >> e, convenhamos, nem sempre formam sequer bons comentadores de >> filosofia e, Deus nos perdoe!, muitas vezes nem mesmo razoáveis >> professores de Filosofia (estou mentindo? Creio que não), por que >> Diabos o título universitário há de ser tão importante assim? >> Seria impossível imaginar que houvesse, por ex, algum tipo de prova >> de proficiência rigorosa e, aprovado, ao autodidata em Filosofia >> fosse dado o direito de ensinar no ensino superior ou mesmo >> empreender pesquisas de mestrado e doutorado sem que, >> necessariamente, tenha passado pelo bacharelado e faça parte, desde >> os cueiros, do grêmio acadêmico? >> >> A própria ideia de produção acadêmica me causa sartreanas náuseas: como é >> possível que todo ano, centenas, milhares de alunos país (mundo) >> afora em cursos de Filosofia produzam dissertações e teses >> de extrema relevância? Dá pra fazer isso: produzir >> conhecimento? Quer dizer: o professor Newton foi lá e, ele >> sozinho (ainda que um ou outro tenha chegado, de forma independente, >> a algo semelhante, salvo engano), descobriu ou desenvolveu os >> princípios todos da Lógica Paraconsistente. Ele foi e fez. Outros >> grandes alunos aprenderam com ele (vários aqui da lista, certo?) e >> estão desenvolvendo o trabalho. Ele é um exemplo. Reale e sua >> Teoria Tridimensional do Direito, outro. Mas e então? Os outros >> todos estão aí nas salas produzindo ciência, realizando >> insondáveis descobertas que já já a gente vai acabar conhecendo? >> Dá pra chegar e: “Vai lá pro quarto produzir ciência, moleque!”, >> e o cara voltar, três anos depois, todo feliz dizendo: “Produzi >> uma coisa lá, fessor!” >> >> Essa >> coisa de que conhecimento é algo a ser produzido, do modo como é >> colocada, é como chegar no sujeito que inventou a roda e >> exigir: “Agora, para doutorado, trate de produzir um outro negócio >> aí, porque aquele seu colega já descobriu o fogo...”. E tudo isso que >> falei em Filosofia – que dizer em Artes, >> então? “Olha aqui, oh seu Picasso: ou você me produz uns quadros >> para o mês que vem, ou te corto aquela verba da CAPES. Então te >> vira!”. >> >> Pensando >> bem: não é de surpreender que uns coitados tenham de inventar cura >> quântica, terapia à base de toques com os cotovelos de sábios >> chineses e por aí vai... >> _______________________________________________ >> Logica-l mailing list >> [email protected] >> http://www.dimap.ufrn.br/cgi-bin/mailman/listinfo/logica-l >> > > > > -- > fad > > ahhata alati, awienta Wilushati > _______________________________________________ > Logica-l mailing list > [email protected] > http://www.dimap.ufrn.br/cgi-bin/mailman/listinfo/logica-l -- ----------------------------------------------- Prof. Dr. Walter Carnielli Director Centre for Logic, Epistemology and the History of Science – CLE State University of Campinas –UNICAMP 13083-859 Campinas -SP, Brazil Phone: (+55) (19) 3521-6517 Fax: (+55) (19) 3289-3269 Institutional e-mail: [email protected] Website: http://www.cle.unicamp.br/prof/carnielli _______________________________________________ Logica-l mailing list [email protected] http://www.dimap.ufrn.br/cgi-bin/mailman/listinfo/logica-l
