Caros

Talvez alguns não tenham notado, mas não estamos propondo rebaixar a
revista Logica Universalis no comitê de Matemática (ou em qualquer outro
comitê). Ao contrário, estamos propondo subir do atual B5 para B2.


Não é verdade que não levamos em consideração o feedback da lista: várias
revistas foram modificadas, a Studia Logica é um exemplo. Na computação há
várias outras.

O que não concordamos é que devemos levar em conta índice de impacto e
outros índices. Há um motivo simples para isso: como o grupo que elaborou a
proposta não acredita nesses índices, para considerar os tais índices seria
preciso jogar nossa proposta no lixo fazer outra proposta do zero. Nada
contra outras propostas. Por outro lado, sou contra jogar nossa proposta no
lixo porque acho que o trabalho foi bem feito. Desconheço outra proposta
para o Qualis em andamento, por favor corrijam-me se eu estiver errado.


Colocar todas as revistas de Lógica no mesmo pacote não parece muito sábio:
primeiro o Qualis *separa* Matemática, Filosofia e Computação. Depois é
óbvio, a tabela que coloquei no blog mostra e o João Marcos bem observou,
os pesquisadores *sabem* muito bem onde publicar seus trabalhos.
O índice de impacto, entre outras coisas, é cego para essa distinção,
coloca tudo em um pacote só, como podemos ler da lista do Jean-Yves:

http://www.dimap.ufrn.br/pipermail/logica-l/2012-March/007338.html

Alguém realmente acredita que em termos de *conteúdo matemático* o Journal
of Applied Logic é a melhor revista de Lógica? Pois isso seria adotar o
impact factor em Lógica. Negar que as revistas de lógica tem um perfil não
me parece sensato e não irá ajudá-las.

Tive a curiosidade de olhar o perfil de publicações (segundo a minha tabela
no blog) associado ao Journal of Applied Logic, campeão de impact factor
entre as revistas especializadas de Lógica, conforme relatou o Jean-Yves. O
resultado é o seguinte:

SHELAH - 0 artigos no JAL
GABBAY - 0
BLASS - 0
PILLAY - 0
GUREVICH - 0
HINTIKKA - 0
VAN BENTHEM - 0
SUPPES - 1
MINTS - 0
MUNDICI - 0
SLAMAN - 0
MOERDIJK - 0
VAANANEN - 0
FEFERMAN - 0
FINE - 0


Pergunta inevitável: o que acontece com os Lógicos de perfil mais
matemático Shelah, Blass, Pillay, Gurevich, Mints, Mundici, Slaman,
Moerdijk, Vaananen e Feferman que nunca destinaram um único dos seus pelo
menos 669 artigos destinados a revistas especializadas de lógica ao journal
de lógica de maior impact factor?

Na elaboração da proposta, nós tomamos o caminho inverso: para nós a
referência são os pesquisadores e as revistas é que são avaliadas. Por
isso, concordo com o Jean-Yves: se o Hintikka não publicou no JSL, pior
para o JSL. Tomar os pesquisadores como o padrão é incompátivel com impact
factor, conforme o exemplo acima mostra. Os lógicos listados acima estão
ativos e possuem trabalhos que seriam aceitos em qualquer revista de
lógica. Contudo, eles escolheram publicar em apenas algumas revistas, de
modo muito claro. Não dá para esconder isso. É como o João Marcos bem
observou: os pesquisadores sabem muito bem onde publicar.

Abraço
Rodrigo
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