> Eu acho que ele "não entende".
Isso é um problema para ele porque a indução é um enunciado do tipo (P => Q) => R. Certamente, para um treinamento de professores, deve ser obrigatório falar em indução. Mas se ele fosse realmente forçado a > _usar_ a "implicação material" entre U e V sempre poderia reescrevê-la > em termos de U^c ∪ V, claro, em sua interpretação conjuntista. Me parece que ele é forçado a entender, e desse modo, essa deveria ser a correspondência da implicação, e não usar a inclusão como definição. É assim na algebra de Lindembaum-Tarski. > Mas > note que esta expressão _não_ é uma sentença, mas tão-somente a > interpretação de um _termo_. A expressão U^c ∪ V, assim, não "diz" > nada --- como convém. Para _dizer_ algo, como já dizia o bom e velho > Frege (!) é preciso um sinal de asserção --- e a noção de consequência > serve pra isso. Sim, como no caso da proposição ~P, ou simplesmente de P. Uma afirmação seria uma equação, por exemplo: A = universo ou A = vazio, onde A é o conjunto correspondente a proposição P. Daí, ele poderia tirar o criterio: A'UB = universo se e somente se A está contido em B, e não usar esse último como definição. > Muita gente até hoje comete o erro de escrever uma > fórmula A-->B no papel acreditando que ela "diz" algo como "se A então > B", confundindo-a portanto com A==>B (estou obviamente usando --> para > a implicação material, e ==> para a implicação/consequência lógica). > Já vi "bons" livros de lógica matemática cometerem este erro > categorial. > Certamente, trata-se de um erro banal. Abraço Rodrigo _______________________________________________ Logica-l mailing list [email protected] http://www.dimap.ufrn.br/cgi-bin/mailman/listinfo/logica-l
