Júlio,

Sobre a primeira pergunta, na verdade uma lógica praconsistente não deixa
de por essa característica ser consistente. Acho que o discurso que
apresenta as lógicas paraconsistentes em geral é consistente e
paraconsistente também.


Em 19 de março de 2013 10:38, Julio César <[email protected]>escreveu:

>
> Olá pessoal!
>
> Não é um pouco de exagero dizer que a lógica 'clássica' hoje só tem
> sentido histórico?
>
> Se olharmos para o conceito da 'sempre primeira metalinguagem' do
> discurso, não vejo como escapar dos resultados 'clássicos'. Os sistemas
> 'não clássicos' me parecem ter sentido apenas na linguagem objeto. Tento me
> explicar:
>
> - Alguém consegue apresentar um sistema paraconsistente sem um discurso
> consistente que o apresente?
> - Ou ainda: posso inclusive, em meu sistema polivalente, possuir Pi como
> valor fuzzy de minha fórmula A, mas não se pode 'possuir fuzzyadamente' o
> Pi como valor de A; na metalinguagem, ou a fórmula A possui ou não possui
> Pi. Há aqui a opção de uma terceira possibilidade? Da mesma forma, há como
> essa fórmula A possuir e não possuir sob os mesmos aspectos o valor Pi?
> - Vejam como as saídas pelas 'fronteiras' caem nesse mesmo ponto: está ou
> não está na fronteira? Está ou não está nas 'regiões de sombra'? Me parece
> que a questão metalinguistica final é sempre Bivalente e Consistente!
> - Pode-se dizer que tais questões só tem sentido se eu já pressupor que
> minha metalinguagem ¥ é 'clássica', no entanto, a questão volta
> automaticamente: há agora, ainda, uma primeira metalinguagem € com a qual
> nós estamos falando sobre ¥, sendo assim, alguém consegue falar de maneira
> 'não clássica' sobre ¥? Ela é ou não é a linguagem sobre a qual estou
> falando através de €? Ela possui ou não possui as características que
> pretendo afirmar ou negar através de €? De que maneira € relaciona as
> operações e 'entidades' de ¥ de maneira inconsistente ou polivante?
>
> O que acham?
>
> Obs1: não são perguntas retóricas, eu realmente gostaria de saber!
>
> Obs2: Sem falar que, como ja foi aqui dito por outros, o que é ou não
> lógica 'clássica' é uma confusão muitas vezes conveniente para se sair
> 'defendendo' uma ou outra. Algo que só se agrava se a questão é apresentar
> nas universidades a lógica 'clássica' como mero detalhe histórico (a
> geometria euclidiana é apenas detalhe histórico?)
>
> Obs3: Isso já gerou discussões acaloradas, mas creio que seria imensamente
> prejudicial se o dito abaixo se firmasse de vez - pois me parece ser essa a
> tendência -:
> "Futebol, Religião, Matemática e Lógica não se discute, pois cada um tem o
> seu!"
>
> Abraços,
> Julio Cesar A. Custódio
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