Depende de como as pessoas interpretam as consequências dos teoremas de Goedel. Goedel mostrou no fundo que matemática e lógica não se confundem, caso contrário seria possível à Aritmética de Primeira Ordem demonstrar sua consistência e completude ao mesmo tempo. [Sei que os chatos vão dizer que eu não sei do que estou falando, mas o que estou falando é caso. São eles que não entenderam isso.]
Aliás, os matemáticos nem sequer usam LC para resolver seus problemas: eles usam matemática avançada mesmo. Em 19 de março de 2013 12:43, Décio Krause <[email protected]> escreveu: > Total exagero. A LC é fantástica e está na base de toda (ou quase toda) a > matemática, a física, a biologia, etc. presente. Quem diz isso está sendo > muito infeliz. Alguém disse? > > > > ------------------------------------------------------ > Décio Krause > Departamento de Filosofia > Universidade Federal de Santa Catarina > 88040-900 Florianópolis - SC - Brasil > http://www.cfh.ufsc.br/~dkrause > ------------------------------------------------------ > > Em 19/03/2013, às 10:38, Julio César <[email protected]> escreveu: > > > > > Olá pessoal! > > > > Não é um pouco de exagero dizer que a lógica 'clássica' hoje só tem > sentido histórico? > > > > Se olharmos para o conceito da 'sempre primeira metalinguagem' do > discurso, não vejo como escapar dos resultados 'clássicos'. Os sistemas > 'não clássicos' me parecem ter sentido apenas na linguagem objeto. Tento me > explicar: > > > > - Alguém consegue apresentar um sistema paraconsistente sem um discurso > consistente que o apresente? > > - Ou ainda: posso inclusive, em meu sistema polivalente, possuir Pi como > valor fuzzy de minha fórmula A, mas não se pode 'possuir fuzzyadamente' o > Pi como valor de A; na metalinguagem, ou a fórmula A possui ou não possui > Pi. Há aqui a opção de uma terceira possibilidade? Da mesma forma, há como > essa fórmula A possuir e não possuir sob os mesmos aspectos o valor Pi? > > - Vejam como as saídas pelas 'fronteiras' caem nesse mesmo ponto: está > ou não está na fronteira? Está ou não está nas 'regiões de sombra'? Me > parece que a questão metalinguistica final é sempre Bivalente e Consistente! > > - Pode-se dizer que tais questões só tem sentido se eu já pressupor que > minha metalinguagem ¥ é 'clássica', no entanto, a questão volta > automaticamente: há agora, ainda, uma primeira metalinguagem € com a qual > nós estamos falando sobre ¥, sendo assim, alguém consegue falar de maneira > 'não clássica' sobre ¥? Ela é ou não é a linguagem sobre a qual estou > falando através de €? Ela possui ou não possui as características que > pretendo afirmar ou negar através de €? De que maneira € relaciona as > operações e 'entidades' de ¥ de maneira inconsistente ou polivante? > > > > O que acham? > > > > Obs1: não são perguntas retóricas, eu realmente gostaria de saber! > > > > Obs2: Sem falar que, como ja foi aqui dito por outros, o que é ou não > lógica 'clássica' é uma confusão muitas vezes conveniente para se sair > 'defendendo' uma ou outra. Algo que só se agrava se a questão é apresentar > nas universidades a lógica 'clássica' como mero detalhe histórico (a > geometria euclidiana é apenas detalhe histórico?) > > > > Obs3: Isso já gerou discussões acaloradas, mas creio que seria > imensamente prejudicial se o dito abaixo se firmasse de vez - pois me > parece ser essa a tendência -: > > "Futebol, Religião, Matemática e Lógica não se discute, pois cada um tem > o seu!" > > > > Abraços, > > Julio Cesar A. Custódio > > _______________________________________________ > > Logica-l mailing list > > [email protected] > > http://www.dimap.ufrn.br/cgi-bin/mailman/listinfo/logica-l > _______________________________________________ > Logica-l mailing list > [email protected] > http://www.dimap.ufrn.br/cgi-bin/mailman/listinfo/logica-l > _______________________________________________ Logica-l mailing list [email protected] http://www.dimap.ufrn.br/cgi-bin/mailman/listinfo/logica-l
