Certamente não uma prova formal. 

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On 24/08/2013, at 04:46, Carlos Gonzalez <[email protected]> wrote:

> Não sei o que vocês entendem por prova:
> 1) Uma dedução formal?
> 2) Uma fundamentação da verdade de um enunciado?
> 3) ??
> 
> Quando Gauss fez medir os ângulos do triângulo formado por 3 picos, para ver 
> qual geometria era a verdadeira, tinha, naturalmente, um monte de 
> pressupostos físicos, de aplicação, etc. Por exemplo, que a figura formada 
> pelos 3 picos é um triângulo, que os raios de luz têm trajetória reta, que os 
> instrumentos óticos funcionam corretamente, etc. Mas se isso é considerado 
> uma prova, então qualquer aplicação de qualquer teoria matemática que tiver 
> sucesso, também seria uma prova. Teríamos "provas" (nesse sentido) de 
> enunciados contraditórios.
> 
> Se é dada uma prova formal de que num grupo o inverso é único: o que 
> significaria uma prova empírica desse teorema?
> 
> O problema da exatidão é um outro problema aparte. Por exemplo: como podemos 
> provar empiricamente que a relação entre o perímetro da circunferência e o 
> diâmetro é pi, sendo pi um irracional transcendente? (Usando alguma definição 
> analítica de pi e não que ele é essa relação.)
> Mais divertido é o programa, bastante simples, que calcula aproximações de pi 
> usando função ramdômica e método Monte Carlo.
> 
> Carlos 
> 
> 
> 2013/8/23 Famadoria <[email protected]>
>> Tem provas empíricas: p e do teorema da curva de Jordan.
>> 
>> Sent from my iPhone
>> 
>> On 23/08/2013, at 10:26, Ricardo Pereira <[email protected]> wrote:
>> 
>> > Oi, Marcelo e ALL!
>> >
>> > Sobre provas empíricas em matemática, apesar de estranho, me parece
>> > uma analogia apropriada se considerarmos as "provas"
>> > estatísticas/probabilísticas com que alguns trabalham atualmente.
>> > Imagino casos onde eu esteja tentando construir uma prova sobre alguma
>> > característica que teriam certos números, mas paralelamente fizesse um
>> > computador sair testando na "força bruta" em busca de um
>> > contra-exemplo que pouparia meu trabalho (mostrando-o impossível).
>> > Estou falando baseado no que ouço de colegas que sabem mais matemática
>> > que eu, então posso estar sendo infiel em relação ao que eles queriam
>> > me dizer.
>> >
>> > Concordo com o Marcelo quanto a ser mais apropriado usar o termo
>> > evidência, mas faço uma observação: dependendo das hipóteses
>> > consideradas, uma evidência empírica pode, ao meu ver, ter força de
>> > prova (como no caso negativo acima—imagino que o Marcelo esteja se
>> > referindo aos casos negativos como probabilidade zero, mas talvez essa
>> > minha observação ajude a alguém).
>> >
>> > Ex.:
>> >
>> > * O caso dos cisnes negros
>> >
>> > - Hipóteses iniciais
>> >
>> > H1: há somente cisnes brancos;
>> > H2: há somente cisnes pretos;
>> > H3: há cisnes de ambas as cores.
>> >
>> > A primeira observação de um cisne negro eliminaria definitivamente H1,
>> > embora o acúmulo de cisnes pretos consecutivos seja capaz apenas de se
>> > aproximar da certeza em relação a H2. Mesmo assim, após zilhões de
>> > observações de cisnes pretos durante zilhões de anos em que
>> > estivéssemos racionalmente justificados em agir considerando H2 como
>> > verdadeira, a observação de um cisne branco eliminaria (com "força de
>> > prova") H2 e estabeleceria definitivamente H3.
>> >
>> > Ou seja: a evidência afeta de maneira diferente qualitativa e
>> > quantitativamente as hipóteses dependendo do que elas negam ou
>> > afirmam.
>> >
>> > 2013/8/23 Marcelo Finger <[email protected]>:
>> >> Olá.
>> >>
>> >> Medidas empíricas são evidências, não provas.
>> >>
>> >> "Evidência" aqui é entendido como um operador que transforma
>> >> probabilidades a priori (a prioris) em probabilidades a posteriori (a
>> >> posterioris).  Em tese, só um número infinito de evidências seria
>> >> capaz de gerar algo com probabilidade 1, ou seja, certeza.  Em
>> >> ciências, existe o conceito de "aceitável para a comunidade
>> >> científca", resultante da acumulação de evidências, que é quando a
>> >> probabilidade a posteriori se torna maior que um limite arbitrário.  E
>> >> isso não é prova, é aceitação.
>> >>
>> >> []s
>> >>
>> >> Marcelo
>> >>
>> >>
>> >> 2013/8/23 Jccac <[email protected]>:
>> >>>
>> >>>
>> >>> Soa estranho uma prova empírica para matemática mas na sua opinião a 
>> >>> possibilidade de tais estaria a priori eliminadas? Isso seria pq não 
>> >>> importa o quanto a medida seja exaustiva, nunca seria possível medir 
>> >>> empiricamente a precisão necessária para uma afirmação como Pitagoras, 
>> >>> ou pq simplesmente cada medida - ainda que tenha a precisão necessária - 
>> >>> é meramente particular e não atingiria assim nunca a generalidade dos 
>> >>> teoremas? Ou outra coisa?
>> >>>
>> >>> Abs
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