Caros, 

Aos interessados e que possam estar presentes, vou ministrar uma palestra na 
próxima sexta, em Salvador, seguem os dados: 

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Palestra – O Infinito e a Intuição: Analisando Supertarefas e Hipertarefas 

Palestrante: Prof. Dr. Samuel Gomes da Silva (UFBA) 

Palestra do Diretório Acadêmico (com o apoio do Colegiado de Matemática) 

Sexta-feira, 09 de Novembro de 2018 – 14h50 

Sala 21 do PAF I – UFBA, Campus Ondina 



RESUMO: 



São bastante conhecidos os paradoxos de Zenão, que envolvem a noção de 
infinito; no Paradoxo da Dicotomia, por exemplo, temos o famoso argumento das 
“metades de caminhos” com os quais poderíamos concluir que a própria noção de 
movimento é uma ilusão, sendo impossível deslocar-se de um ponto A até um ponto 
B ! O argumento para expor tal paradoxo é usualmente como segue: sendo, por 
exemplo, A o ponto de abcissa x = 0 na reta real e B o ponto de abcissa x = 1, 
para nos deslocarmos de A até B devemos primeiro passar, sequencialmente, pelos 
pontos de coordenadas: meio; três quartos; sete oitavos; etc., o que faria com 
que a tarefa envolvesse uma sequência enumerável e infinita de operações, o que 
é impossível para nós humanos que apenas podemos realizar tarefas finitas; 
notar que o argumento apresentado para descrever o paradoxo se relaciona 
claramente a uma supertarefa – o que , por definição, consiste numa sequência 
enumerável e infinita de operações que ocorrem sequencialmente dentro de um 
intervalo de tempo finito. A argumentação matemática usual para “destruir” o 
Paradoxo da Dicotomia é considerar a noção de infinito atual (em oposição ao 
infinito potencial) e considerar que a série geométrica correspondente é 
convergente. Nesta palestra, estaremos interessados em outro aspecto (talvez 
igualmente desagradável para muitas pessoas...) das tais supertarefas: é muito 
comum que o desenlace final de uma supertarefa seja tal que a “situação limite 
no infinito”, ainda que perfeitamente determinável, não necessariamente se 
constitui no “limite das situações finitas” – situação essa que se torna 
bastante anti-intuitiva. Discutiremos nesta palestra as seguintes supertarefas: 
a Lâmpada de Thompson; o Demônio das Moedas; o Paradoxo de Ross-Littlewood; o 
Metrô Transfinito (a qual é uma hipertarefa , pois o número de operações a 
serem realizadas sequencialmente é não-enumerável); e, finalmente, o 
Quebra-cabeça dos infinitos chapéus dos prisioneiros. Dependendo de cada caso, 
tais super/hipertarefas podem ter um desenlace: ou impossível (no sentido da 
resposta a uma determinada pergunta ser impossível de ser determinado) ou 
possível e determinado – porém totalmente surpreendente e anti-intuitivo ! 
Questões matemáticas mais avançadas (envolvendo noções como continuidade ou 
mesmo o Axioma da Escolha ) também aparecerão durante as análises dessas 
supertarefas e hipertarefas. 

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É uma das palestras mais próximas da Filosofia que já apresentei, mas 
obviamente que o ponto de vista é de um matemático. 

Abraços, 

[]s Samuel 

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