isso tá no wiki?

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Em 02/09/05, Marcelo Braz<[EMAIL PROTECTED]> escreveu:
>  duende, que maravilha isto, hein!!. vamos remixar
> dentro do foco que buscamos que é a passagem do lúdico
> à techné-logia.
> 
>  Dentro destas construções de sentido temos uma
> máquina infernal que formata a cabecinha das crianças
> o tempo todo: a escola. Neste ponto a Lumiar resolveu
> descontruí-la para que novos sentidos apareçam na
> relação que se estabele criança<->saber<->mestre.
> Neste processo o mestre desaprende seu conhecimento e
> a criança transborda sua criatividade e seu potencial;
> se a força criadora fosse um rio, os saberes
> apareceriam nas confluências.
> 
>  Vou botar uma colherzinha de pau pelos tópicos,
> abrindo mais um pouco:
> 
> 1 - Ouvir Histórias (brincadeira de colecionar
> histórias): aqui além da partilha de vivências penso
> que caiba algum tipo de sensibilização, estimulação
> por algum material lúdico-visual-táctil compartilhado.
> Mostrar algo para  aqueles que ficam mais quietinhos,
> provocar o envolvimento. O facilitador não deve ter
> este nome à toa...
> 
> 2 - Tecer Histórias (brincadeira de fazer
> histórias): todos os participantes se juntam!? (mas,
> els já não estavam juntos? nuentendi ...). A
> possibilidade de linkar histórias é riquíssima...
> entrecruzar sentidos em um mosaico, tecer uma trama de
> resignificações unirá o grupo para que na próxima
> etapa o contruir junto_com aconteça.
> 
> 3 - Transformar Coisas (brincadeira de fazer
> coisas): aqui a techné é para ser exercitada, matéria
> manipulada e reconstruída, mutação mesmo. Eu vejo o
> que contruo, sou esta circunstância da minha própria
> imaginação. Esta etapa ainda considero, dentro do foco
> previsto, uma infra-cognitiva; já que se trata de
> resgatar algo que estava oculto, embaçado pelo
> bombardeio midiático cotidiano.
> 
>  Órvio(sic) que cabe muito mais detalhes no texto.
> Dalton, Elly, Felipe, tantos outros; botem lenha nesta
> fogueira. As brasinhas estão brilhando (hehe) e
> estrilando.
> 
>  Logo a Carol_Lumiar entra na dança também ;-))
> 
> cont.
> marcbraz
> 
> 
> 
> 
> 
> 
> 
> 
> 
> 
> --- Daniel Duende Carvalho <[EMAIL PROTECTED]>
> escreveu:
> 
> > Ok, vou resumir (mais ou menos) a coisa por aqui e
> > depois formato mais
> > bonitinho e jogo no Wikki. Estou com pouco tempo e
> > há muito a se dizer,
> > então não me cobrem um texto lá muito bem escrito...
> >
> > Primeiro, à guisa de justificativa:
> > Tem um cara chamado Joseph Campbell (ele já morreu,
> > mas tá bem vivo no que
> > escreveu) que dizia que o mito é para um povo aquilo
> > que o sonho é para uma
> > pessoa. Mito é aquilo que você pensa e sente sobre o
> > mundo que te cerca, a
> > história que você constrói com fatos e crenças (e
> > também, por que não,
> > poesia?) para fazer o seu mundo fazer sentido. Houve
> > um tempo em que as
> > pessoas se reuniam à volta dos mitos que haviam sido
> > criados entre elas
> > mesmas, colaborativamente, e viviam suas vidas em
> > contato direto com isso,
> > cada acontecimento enriquecendo o corpo mítico que
> > as agregava. Quando
> > surgiram os primeiros governantes, foi com a força
> > que os mitos investiam
> > neles e com o conhecimento para moldar o pensamento
> > mítico de seu povo que
> > eles governaram. Isso nunca mudou. Até hoje somos
> > movidos, direcionados e
> > nos localizamos em nosso mundo a partir de crenças,
> > idéias, conhecimentos,
> > tecnologias... cultura.... e tudo isso é o construto
> > do pensamento mítico de
> > um povo.
> >
> > As crianças são mitologistas naturais. Estão a todo
> > momento descobrindo o
> > mundo e tentando elaborar um sentido para aquilo que
> > descobrem. São também
> > constantemente bombardeados com os construtos de
> > sentido elaborados pelas
> > pessoas à sua volta, sua família, as pessoas de seu
> > convivio, a televisão...
> > o que for. Ao mesmo tempo em que tentam arranjar
> > sentido para seu mundo,
> > elas recebem o tempo todo elaborações e idéias já
> > prontas, muitas vezes
> > contrárias àquelas que elaboraram, e quase sempre
> > acabam por ser vencidas
> > por elas. É neste momento que é massacrada a
> > criatividade, a capacidade de
> > elaboração de sentido próprio e uma parte da
> > individualidade da criança.
> > Somos ensinados a obedecer e acreditar no que nos
> > dizem, e a acreditar que
> > aquilo que vem de fora é sempre melhor e maior do
> > que aquilo que sentimos a
> > respeito de nosso mundo. Este é o início da
> > dominação cultural e mítica que
> > nos submete e nos impede de questionar realmente o
> > nosso mundo.
> >
> > O trabalho da Sucateca/Brincadeira de Fazer visa ser
> > uma força contrária a
> > esta mó (mó é uma roda de moer grãos, n. do d.) da
> > imaginação, chamando seus
> > participantes a ouvir e contar histórias de um modo
> > despreocupado e livre,
> > mas não sem importância. A iniciativa é dividida em
> > 3 eixos que se articulam
> > constantemente:
> >
> > 1 - Ouvir Histórias (brincadeira de colecionar
> > histórias): todos os
> > participantes, e não apenas os facilitadores, trazem
> > histórias de fora do
> > grupo e partilham ela com o grupo. Podem ser relatos
> > de segunda mão sobre
> > algo que aconteceu na vizinhança, fábulas, histórias
> > vistas em filmes,
> > histórias, lendas... a variedade é importante, assim
> > como a ênfase em contar
> > histórias que avivem a criatividade de todos que
> > fazem parte da brincadeira.
> >
> > 2 - Tecer Histórias (brincadeira de fazer
> > histórias): todos os participantes
> > se juntam e contam histórias, criam histórias a
> > partir de suas vivências ou
> > simplesmente de sua imaginação, e são convidados a
> > participar da criação de
> > histórias um do outro. O papel dos facilitadores
> > (que também criam histórias
> > neste eixo do processo) é estimular a agregação dos
> > universos sensíveis
> > tecidos pelos participantes tendo o cuidado de não
> > limitar ou agredir a
> > criação, estimulando ao mesmo tempo a criatividade e
> > a integração (e
> > colaboração) entre os criativos.
> >
> > 3 - Transformar Coisas (brincadeira de fazer
> > coisas): Estimulados pelas
> > histórias que ouviram e contaram, os participantes
> > são chamados a criar
> > alguma coisa a partir dos materiais (sucata /
> > rejeitos / coisas não mais
> > úteis na visão da maioria das pessoas) que estão
> > disponíveis. Podem ser
> > desenhos, pinturas, brinquedos, adereços... qualquer
> > coisa que venha como
> > uma continuação da história contada, uma
> > materialização da imaginação dos
> > criativos.
> >
> > Com estas atividades se busca não só mostrar aos
> > participantes que a
> > criatividade deles é importante (e poderosa) como
> > também que eles tem poder
> > criador verdadeiro. É um movimento de se libertar do
> > que "vem de cima ou de
> > fora" e se conectar com aquilo que você pode criar,
> > revalorizando a sua
> > criação low-tech e simples como elemento precioso e
> > criador de identidade.
> >
> > Dentro das oficinas os participantes tem a
> > oportunidade de expressar
> > simbólicamente suas experiências de viver e conectar
> > estes elementos
> > simbólicos com aqueles produzidos por outros
> > participantes. Dentro desta
> > dinâmica de criação de histórias (que é a essência
> > da mitogênese = criação
> > de mitos) estimula o tipo poderoso de imaginação
> > realizadora que nos é
> > roubado pelo ambiente ácido e empobrecido de nosso
> > convívio urbano atual.
> >
> > Bem... isso tá longe de ser um texto definitivo (e
> > qual é o texto que é
> > definitivo) mas já dá alguma idéia a respeito do que
> > alguns de nós estão
> > pensando quando falamos da Brincadeira de Fazer.
> >
> >
> > Aceito, claro, todo o tipo de sugestão, crítica ou
> > colocação, e chamos todos
> > vocês a participarem da conversa. Aos interessados
> > convido também a se
> > juntarem a nós no grupo de discussão que foi criado
> > para discutir a sucateca
> > (eu passo o endereço mais pra frente).
> >
> >
> > Abraços do Duende.
> >
> > p.s. eu disse que a explicação não era simples....
> > vou jogar o texto desse
> > jeito lá no Wikki e depois eu dou mais uma mexida
> > nele.
> >
> > On 9/1/05, Felipe Fonseca <[EMAIL PROTECTED]>
> > wrote:
> > >
> > > Então explica em mais de um email e no wiki....
> > >
> > >
> >
> http://xango.metareciclagem.org/wiki/index.php/MetaMitos
> > >
> > > gf
> > >
> > > Em 01/09/05, Daniel Duende
> > Carvalho<[EMAIL PROTECTED]> escreveu:
> > > > Eu achei a oportunidade que foi criada por vocês
> > MUITO INTERESSANTE.
> > > >
> > > > Estamos começando umas conversas por aqui a
> > respeito de uma reconstrução
> > > da
> > > > capacidade mitogenética infantil (de construção
> > de mitos /
> > > resignificação de
> > > > objetos e situaçoes) através da reciclagem de
> > rejeitos (lixo/sucata).
> > > Nosso
> > > > projeto visa fazer oficinas de ressensibilização
> > + oficinas de criação
> > > > emergente e colaborativa de histórias +
> > atividades com sucata
> > > > contextualizadas pelas histórias (alguém me
> > xinga se eu usar a palavra
> > > > metamitos?). Não é algo que se possa explicar
> > direito assim, em um
> > > email, e
> > > > ainda estamos começando a pirar e elaborar a
> > coisa, mas acho que em
> > > algum
> > > > ponto nossas conversas e as conversas de vocês
> > podem se encontrar.
> > > >
> >
> === message truncated ===>
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