--- Marcelo Braz <[EMAIL PROTECTED]> escreveu:
> taih a questão: como ocupar sem impor uma lógica
> pré-concebida? 

 a idéia de ocupação traz junto uma idéia de preenchimento espacial,
logo, uma idéia de um padrão de organização, que, de uma forma ou de
outra, acaba sendo uma lógica. o que questiono é a questão do
pré-concebida. não acredito nisso. acredito que a lógica do padrão de
organização emerge quando os atores (sejam átomos ou consciências)
passam a interagir. dessa forma, ocupar um espaço metarecicleiro é
criar condições para a emergência do padrão de organização. foi e tem
sido assim no Galpão Santo Amarense, no Parque Escola, no Olido, na
Sacadura e tals. os espaços foram criados, mas a emergência determina
os rumos. o pré-conceber invalida qualquer possibilidade de
emergência...
  
> então proponho um outro termo não-excludente:
> reassimilação, no sentido de transformar convertendo
> em sua própria substância. Indicaria então
> reincorporação, como criação de um corpo autônomo.
> Mastigar(interpretar), deglutir(adaptar) e cuspir
> (reinventar). 
> 
> ou não?

 não creio que seja necessário, pois não vejo o termo como excludente.
acho útil, pq ele também questiona a própria apropriação. o que ela é?
estamos falando aqui, como eu escrevi naquele artigo que joguei a
tempos na lista
(http://xango.metareciclagem.org/wiki/index.php/Artigo_Modelo) de
modelos públicos-privados, inclusive em relação a consciências. O
interesse em colaborar na rede é, de certa forma, privado, pois eu
estou ganhando com isso, em meus processos. Mas, o fato de realimentar
o ambiente público, leva ao modelo dual. Mas, o conhecimento de algo
está na memória de uma pessoa e instraferível em absoluto. Podemos
indicar o caminho a ser percorrido, a forma de caminhar, mas nunca o
conhecimento em si. Por isso, apropriação.
 
> no caso das tecnologias (que são muitas e não só
> técnicas para se re-montar computadores) penso que a
> função prática da coisa também pode estar ligada a
> questão da auto-sustentabilidade. mas sem deixar de
> lado a questão conceitual sobre o que são ferramentas,
> instrumentos, técnicas e tecnologia, repensando
> constantemente a prática.
 
 claro. acho que o lance da auto-sustentabilidade tem tudo a ver.
 é uma das razões para estarmos aqui.
 mas, ela só vem efetivamente com uma mudança comportamental. quando
assumimos e adquirimos a consciência de nossos próprios passos, de
nossas escolhas. se não, tudo fica apenas em termos de opções
tecnológicas, e aí, complica tudo ou simplifica demais... :-)

abs,
dalton

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