Salve Dalton...espero breve vc vim aqui denovo...
 
GIL BV
MHHOB

Dalton Martins <[EMAIL PROTECTED]> escreveu:

pois é.
é isso, gil.
chegar junto, de virada mesmo.
tecnologia pode ser classista, mas apropriação não.
subverte daquele jeito.
é nessa que e tantas outras estamos juntos.

abs,
dalton

--- GIL Araujo <[EMAIL PROTECTED]>escreveu:

> Mano pra mim a concepçao de palyboy, num é simplesmente, ter carro
> importado, ser de classe a b ou c, ela vai pelas atitudes, realmente
> as linguagens tecnicas as vezes nao sao entendidas pelo nosso povo,
> mai snos temos que dominar essa porra mermo, tinha os cara da area
> que moro que diziam que i-mail e net é coisa de boy, e hj amargam o
> gosto amargo de olhar varios maninhos da favela aqui perto do MHHOB,
> navegando na net, fazendo meta, fazendo um monte de coisa que pra
> muitos era coisa de Boy, acho que depender de nois, muitos conceitos
> vao ser mudados;;; e tamo juntos ai.....
>
> GIL BV
> MHHOB
>
> Hernani Dimantas <[EMAIL PROTECTED]>escreveu:
> cara... é lógico que o cara é playboy. alias... somos todos playboys,
> classe mérdia e etc etc etc
> creio que a aprpriação só é possivel quando a tecnologia vem intervir
> nas comunidades
>
> escrevi isso lá na buzzine.info
>
> Submidiologia
> enviado por hdhd / Segunda, 2005-10-31 21:34 Linkania |
> MetaReciclagem
>
> Aprendi com a Mônica Narula, do Sarai, a entender a colaboração sob
> uma ótica mais espiritualista, os seja, uma visão do oriente.
> Colaboração tem a ver com o tempo, pois cloaboramos com as gerações
> passadas, dando continuidade, modificando, melhorando ou piorando os
> projetos civilizatórios (os sei lá... apenas uns projetinhos..heheh).
> Bem como, colaboramos também com as próximas gerações. Uma visão de
> um
> processo. Isso é instigante.
>
> Outro insight que tive lá no Submidiologia foi perceber que a
> apropriação da tecnologia se faz como uma intervenção, pois a
> tecnologia só é boa quando interfere na sociedade como um todo.
>
> Tags: linkania multitude
>
> btw estive nesse fim de semana falando com o Toni Negri... e consegui
> passar adiante os conceitos hackers que temos trabalhado. acho que
> foi
> apenas uma palhinha que pode ir longe... hehehe
>
> abs
> hdhd
>
> On 10/31/05, Marcelo Braz wrote:
> > Se é para morder ...lá vai:
> >
> > este termo reapropriação já me deixou ensimesmado
> > também nesta questão da posse, propriedade, de toaml
> > algo para si.
> >
> > ok, podemos pensar como ocupação de um espaço, invasão
> > pirata, remix e etc. mas...mas... e a autonomia como
> > se coloca aih? quem ocupa pode carregar a cultura do
> > colonizador, ávido por reproduzir a sua lógica, não?
> >
> > O Romano no submidialogia disse algo que me marcou
> > bastante. Quando questionou um menino da favela porque
> > ele, Romano, era visto como playboy pelo garoto,
> > apesar de se vestir e usar materiais simples. E o
> > menino respondeu: pelo jeito que você fala!
> >
> > taih a questão: como ocupar sem impor uma lógica
> > pré-concebida?
> >
> > então proponho um outro termo não-excludente:
> > reassimilação, no sentido de transformar convertendo
> > em sua própria substância. Indicaria então
> > reincorporação, como criação de um corpo autônomo.
> > Mastigar(interpretar), deglutir(adaptar) e cuspir
> > (reinventar).
> >
> > ou não?
> >
> > no caso das tecnologias (que são muitas e não só
> > técnicas para se re-montar computadores) penso que a
> > função prática da coisa também pode estar ligada a
> > questão da auto-sustentabilidade. mas sem deixar de
> > lado a questão conceitual sobre o que são ferramentas,
> > instrumentos, técnicas e tecnologia, repensando
> > constantemente a prática.
> >
> > dizendo de outro modo, conceitos são pedras e o modo
> > artesão de modificá-los permite criar beleza a partir
> > da matéria bruta. como flores azuis nascendo do chão
> > árido, sem ninguém tê-las plantado. pura magia
> > xamanística.
> >
> > no real: nem tanto ao sonho, nem tanto à dura
> > concretude.
> >
> > agora, quanto ao cheiro no cangote... não vou nem
> > comentar (rsrsrsrs).
> >
> > m.braz
> >
> > --- Dalton Martins escreveu:
> >
> > >
> > > palm,
> > >
> > > que email bacana, hein!
> > > gostei. valeu muito a provocação que te fiz antes
> > > da palestra...
> > >
> > > bom, aqui vão meus 2 cents....
> > >
> > > penso, como eu estava falando na conferência, que
> > > apropriação
> > > tecnológica tem 3 níveis de possibilidade:
> > > 1. reinterpretação de uma dada tecnologia;
> > > 2. adaptação de uma dada tecnologia;
> > > 3. reinvenção de uma dada tecnologia.
> > >
> > > no metareciclagem, ao meu ver, fazemos as 3 coisas
> > > em níveis
> > > completamente caórdicos e interessantes do ponto de
> > > vista tecnológico,
> > > social e estético. vejamos exemplos mais práticos do
> > > que estou falando.
> > >
> > > nível 1: pegamos nosso amigo Glauco, que ao pintar
> > > computadores,
> > > reinterpreta a tecnologia dos computadores a partir
> > > de uma dimensão
> > > estética própria. essa reinterpretação ainda foi
> > > tacanha em relação ao
> > > que veio depois, com a criação de um VideoWall ou
> > > mesmo os Dom Quixote
> > > da mostra de artes do SEsc. Aquilo tudo foi
> > > reinterpretar a tecnologia
> > > de uma forma mais ampla, criando condições
> > > arquiteturais (sim, isso é
> > > uma provocação direta e reta) para repensar a
> > > disposição espacial de
> > > computadores, mas ainda realizando funções de
> > > computadores para aquilo
> > > que foram projetados (com algumas exceções que
> > > explicarei no nível 2).
> > > Buenas, a questão é que se pode ir além. Pq. o
> > > Glauco reinterpretou? Pq
> > > era um nível, num primeiro momento, de aproximação
> > > da tecnologia,
> > > evidenciando o conhecimento ainda parco de um
> > > artista plástico a
> > > respeito do universo de 0s e 1s.
> > >
> > > nível 2: num segundo momento, os técnicos percebem
> > > que podem ir além
> > > de seus limites conceituais, onde ficam apenas
> > > trocando peças e
> > > configurando softwares para funcionarem em acentos
> > > ABNT2. nesso ponto,
> > > acontece a mutação de um simples técnico para um
> > > metarecicleiro. é
> > > quando ele se percebe extrapolando os limites de sua
> > > tecnologia e
> > > quando vem em sua mente a primeira adaptação
> > > tecnológica para a
> > > resolução de um problema específico de seu
> > > interesse. Boom!!! Sim,
> > > estamos aqui invadindo a psiquê de um técnico na
> > > fronteira entre a
> > > economia de escala e o artesanato das redes. O
> > > técnico olha para o
> > > nível 1, percebe os limites do artista de
> > > manipulação de sua própria
> > > criação. Então, ele decide adaptar a tecnologia, ele
> > > decide que pode
> > > customizar aquele PC Pentium 200MHz, para rodar 4
> > > placas de vídeo e
> > > virar um vídeo Wall. O artista entorta os postes de
> > > ferro e constroe-se
> > > um vídeoWall. Constroem um Dom Quixote a partir da
> > > mesma tecnologia.
> > > Eles adaptaram.
> > >
> > > nível 3: reinventar é recriar a partir de uma
> > > tecnologia existente. é
> > > o que está sendo feito no caso da construção do robô
> > > de um floppy.
> > > certamente, o engenheiro que projetou um floppy,
> > > jamais pensou que ele
> > > poderia ser usado para a criação de um carrinho.
> > > sim, mas a mente
> > > humana reinterpreta, adapta e, no limite, recria.
> > > instrumentos musicais
> > > feitos de cuba de monitores de vídeo, motores de
> > > impressora nivelando
> > > tonalidades e modulando nossos ouvidos vibracionais
> > > simplificando sons
> > > e tecnologias. os metarecicleiros invadem
> > > tecnologias exponencialmente,
> > > revelando seus limites cognitivos em redes
> > > semânticas.
> > >
> > > apropriação tecnológica é, sim, se apropriar do
> > > conhecimento.
> > > é transformar esse conhecimento através de conexões
> > > mentais.
> > > esse é um dos motivos pelos quais estou aqui.
> > > o outro, certamente é dar um cheiro no cangote do
> > > Feju toda segunda de
> > > manhã.
> > >
> > > deixa eu ir, que o B-45 tá saindo e já estou
> > > atrasado...
> > >
> > > abs,
> > > dalton
> > >
> > >
> > >
> > --- ricardo palmieri
> > escreveu:
> >
> > > ola a [EMAIL PROTECTED]
> > >
> > > estou escrevendo daqui de campinas, no
> > submidialogia.
> > > a razao deste mail eh bem simples: ontem, antes do
> > papo sobre o meta
> > > aqui no
> > > evento, meu querido dalton chegou ate a mim, junto
> > com a bia, e fez
> > > uma
> > > perguntinha um tanto quanto batuta: o que, para mim,
> > significava o
> > > termo
> > > "apropriacao tecnologica"?
> > >
> > > na hora, a resposta obvia: tomar algo para si, e
> > refaze-lo do seu
> > > jeito.
> > > e a resposta de dalton: entao, se eu roubar uma
> > camera de video de
> > > alguem, e
> > > produzir com ela, eh fazer esta tal apropriacao tb?
> > >
> > > e a obviedade da minha resposta e a avidez do rapaz
> > dalton, acabou
> > > por
> > > ativar um cantinho do meu cerebro q nao estava muito
> > ativo. me fez
> > > pensar
> > > durante a palestra toda e escrever alguns devaneios
> > sobre as palavras
> > > "apropriacao" e "tecnologica"
> > >
> > > segue abaixo o q escrevi na palestra. vou tentar
> > explicar um pouco
> > > este
> > > monte de pensamento fragmentado, mas a principal
> > razao de mandar isto
> > > para a
> > > lista, eh poder entender melhor algumas palavras
> > chaves q estamos
> > > usando, e
> > > saber se realmente eh isso q estamos fazendo. e
> > gostari muito q vcs
> > > me
> > > ajudassem a entender tudo isso.
> > >
> > > x-----------------x inicio
> > >
> > > apropriacoes
> > >
> > > proprias acoes
> > >
> > > apropriar no sentido de tornar proprio, tomar,
> > apoderar, tornar-se
> > > proprietario.
> > > tomar o q? de quem? para que?
> > > se eu me aproprio, me aproprio de algo, q pode ser
> > de alguem. um
> > > alguem
> > > coletivo (?)
> > >
> > > tomar um bem permanente - tornar um bem permanente
> > > tomar um bem instavel - tornar um bem instavel
> > > tomar um bem impermanente - tornar um bem
> > impermanente
> > >
> > >
> > > reapropriacao: tornar-se proprio novamente.
> > re-tornar-se
> > > proprietario. (?)
> > >
> > >
> > >
> > >
> > > tecnologias
> > >
> > > modos de fazer.
> > > formas do fazer.
> > > techne.
> > >
> > > reapropriacao de materiais - apoderamento de
> > materiais permanentes
> > > (funcao
> > > pratica e nao conceitual), utilizando um processo de
> > reflexao,
> > > re-invencao
> > > de novos usos para esta permanencia. mas estes
> > materiais foram
> > > contruidos a
> > > partir de conhecimentos de processos que podemos
> > aprender.
> > >
> > > reapropriacao de fazeres - apoderamento do techne,
> > utilizando
> > > processos de
> > > reflexao, re-invencao e experimentacao para gerar
> > novos processos
> > >
> > >
> > > vejo tb um caminho/estrutura do processo de
> > pensamento nas acoes do
> > > meta.
> > > gostaria de saber de vcs ate onde ele acontece, ou
> > onde a ordem dos
> > > tratores
> > > podem modificar o viaduto.
> > >
> > > desejar algo - aprender o processo de confeccao -
> > diagnosticar
> > > alternativas
> > > viaveis - captar a infra necessaria para execucao -
> > executar
> > >
> > >
> > > bem, eh isso. sao meus devaneios imersivos,
> > esperando ansiosamente
> > > por
> > > respostas!!!
> > >
> > > abracao proceis.
> > >
> > >
> > > p!
> > >
> > > --
> > > ricardo palmieri
> > > # 1181770077
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