também quero dizer que gostei bastante do evento, foi uma oportunidade de (re)conhecer muita gente e trocar idéias ao vivo, o que me é sempre mais agradável...
pensando na mensagem da tori:
a pergunta me lembra a dos jovens do cybermohalla, sobre a percepção do grupo (no caso, metareciclagem) e das ações na comunidade em que atua. já estava me batendo com essa questão na época em que fizemos, eu e felipe, a documentação das ações do metareciclagem (lembro que parto do meu ponto de vista, de quem que não participou diretamente destas). não se criaram formas de avaliar esse impacto e o desenrolar dessas intervenções além do contato pessoal com alguns "membros da comunidade" (expressãozinha tosca, desculpem! mas dá pra entender, não?). e essas pessoas que mantém contato e nos dão feedback geralmente já estavam/estão envolvidas na ação. se a elas podemos perguntar e de alguma observar o impacto das ações em suas vidas, como fazer o mesmo com o resto da comunidade direta e indiretamente afetada? às vezes passa a impressão de que importante é só o processo e o que dele ficou para quem esteve envolvido. mas a ação realizada, fruto dessa colaboração, também tem impacto sobre as pessoas ao redor, e isso, como avaliar? idéias?
tori também me perguntou sobre a inserção/atuação das mulheres nas ações, tanto das comunidades quanto do metareciclagem. a questão de gênero, que estamos sempre tentando emplacar...
acho chato, pouco produtivo e (infelizmente) prevísivel essa conversa se restringir a mulheres. gênero afinal, não é só o feminino. de qualquer forma, é preciso começar, e durante o evento tive conversas MUITO interessantes a respeito com tori, tati, thalita e monica, separadamente. juntas estamos pensando numa forma de dar continuidade a essa conversa... não sei em que formato ou língua, provavelmente português e inglês, pra que monica, que sugeriu um blog, possa participar... a pensar. espero que mais pessoas se interessem em participar - meninas e meninos! :)
por ora, é o que me ocorre...
ainda digerindo informações, o contato foi intenso e curti bastante...
beijos
bia
On 11/1/05, Tori Holmes <[EMAIL PROTECTED]
> wrote:
Primeiro, quero dizer que gostei muito da conferência. Me diverti muito,
e refleti muito. É a primeira vez que eu participo de uma conferência
organizado por vcs. Foi ótimo conhecer pessoalmente muitas pessoas que
antes 'conhecia' somente por listas de discussão ou porque alguém tinha
me falado delas (as vezes só por nome, e nada mais).
Algumas idéias foram surgindo na minha cabeça na volta para casa e
queria compartilhar com vocês. Talvez o atraso na minha cabeça seja
porque numa lingua estrangeira vc demora um poquinho mais a processar
tudo, o talvez é porque minha cabeça é assim mesmo, mas vamos lá...
Primeiro, em relação à discussão sobre teoria e prática, que rolou na
sexta de manhã. Ricardo me fez uma pergunta durante a sessão sobre o
texto que escrevi sobre Metareciclagem enquanto estava traduzindo, e não
soube responder. Depois, pensando na pergunta e conversando um pouco com
a Bia, lembrei de algo que notei na preparação do texto, que acho que
tem a ver. Uma coisa sobre a cual gostaria de saber mais, e gostaria de
ter podido escrito mais, é como tem sido a experiência da Metareciclagem
na prática (isso é diferente de 'prática' em si?), trabalhando a
metodologia com jovens, comunidades, mulheres etc. Ou seja, cual tem
sido a reação das pessoas à experiência? E com o passar do tempo, como
andam as coisas nos lugares que estejam usando computadores
metareciclados? Vcs acompanham? O que tem mudado? O que as pessoas estão
fazendo com a tecnologia agora? Eu vi que tem muita informação sobre o
desenvolvimento da metodologia, das práticas, mas menos sobre os efeitos
das ações que envolvem comunidades, e sou muito curiosa sobre este
aspecto...
Sobre a mesa de 'populações diferentes e tecnologias similares', que
infelizmente teve pouco espaço por causa do atraso na programação:
parece-me que essa discussão é especialmente importante num momento no
qual as pessoas envolvidas com os diferentes grupos que se encontraram
na submidialogia estejam também participando de projetos como Pontos de
Cultura, GESAC, etc, e levando suas idéias, suas metodologias para
dentro de estes projetos. Minha impressão é que o contexto rural (ou
ribeirinho) tem estado bastante ausente até agora. Sim, existe uma
discussão de/uma presencia de 'periferias' nas discussões, mas o foco
predominante continua sendo urbano. Eu acho muito interessante o
encontro entre metodologias de apropriação de tecnologia/cultura livre
ou digital/mídias alternativas/software livre e as comunidades rurais
e/ou os projetos de desenvolvimento rural/comunicação comunitária. Falei
um poquinho sobre isso na submidialogia, mas é uma coisa que eu gostaria
de continuar discutindo com vcs... Existem sinergias (por exemplo o
Augusto falou sobre as sinergias entre as metodologias do Cybermohalla e
o projeto de monitoramento ambiental no Acre), e tb existem aspectos que
precisam de uma abordagem diferente.
Como podemos continuar estas conversas?
Abraços,
Tori
--
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