esse exercício de discurso eh importantíssimo mesmo
pois depois de tudo me parece que o meta está mais para
desapropriação ou coletivização tecnológica do que
re-apropriação :)

eh o Homem tb precisa ser revisitado hein?!

x t

Diego C. Chaves wrote:

Tá interessante este papo.
Vocês estão falando basicamente do assunto da minha monografia da facu, que ainda não saiu dos rascunhos :(
Bom é mais ou menos assim:
O homem é um ser cultural e histórico, ou seja, se ele foi criado em
uma cultura por mais que não queira, carrega consigo traços dela.
É a isto que chamamos de Paisagem de Formação. O homem é também um ser temporal e intencional, ou seja, ele é capaz de
identificar diferentes níveis de tempo, e se imaginar em um tempo futuro,
não estou aqui afirmando que o tempo futuro, presente ou passado existem,
mas que o fenômeno presente, futuro e passado existem na consciência
humana. E o homem é intencional pois, ao imaginar o tempo futuro é
capaz de escolher o que quer para ele e para os seus descendentes
naquele tempo futuro e faz projetos, planos que determinam sua ação
à futuro, é de imaginar que diabos terá que fazer para chegar onde quer.
O homem também é um ser capaz de usar próteses para que sua intenção seja
concretizada, logo, o nego começa a perceber aquele seu universo conhecido
como um universo de possibilidade para chegar àquilo que deseja e começa a
buscar na sua memória formas de alcançar o algo que deseja, se não encontrar um objeto pronto, aí vem a imaginação, como criar uma coisa nova para alcançar
aquele objetivo, só que a imaginação também opera com objetos conhecidos.
As próteses são então objetos históricos, carregam em si a história e a cultura do homem que a imaginou como prótese, e carregam também uma intenção, um para quê. Esta visão fenomenológica é legal, porque não parte do princípio que o passado
determina o homem, mas sim que este sentido na vida, esta intenção no
mundo irá conduzindo a transformação humana, ou seja, o homem pode intencionar o seu futuro e reorganizar os seus artefatos históricos e culturais, criar novos
usos para eles, de modo que estes o ajudem neste processo.
Bom, em que ponto quero chegar:
Que, para alguns grupos, foda-se se a TI está servindo a uma intenção de fazer grana,__ o sentido básico de nossa sociedade hoje__ eles pegam esta tecnologia existente para um propósito, e a imaginam para um outro propósito e a começam a utilizar de formas novas, diferentes, nomeando-lhe com mil nomes, lhe dando mil sentidos diferentes da
sua possibilidade original.
E se este artefato foi "importado" de outra cultura ele está carregando aspectos de outra cultura e ao mesmo tempo que o grupo transforma este artefato, precisará também se "abrir" um pouco a ele, para compreendê-lo, para refazê-lo, tipo, os computadores que compramos e vem cheio de manuais em inglês e para compreendê-los temos que pensar
em outras culturas.
Bom, e qual seria uma postura humanista diante deste quadro então: Se colocar de modo que: 1. Ao contrário do que se faz hoje, buscar perceber as pessoas como seres humanos e não
   como próteses de nossa intenção no mundo.
2. Intencionar o que queremos à futuro, e agir de acordo a transformar a nossa realidade atual de acordo com este norte, a transformação do uso das ferramentas será mais forte
   conforme nossas imagens a futuro sejam mais fortes.
3. Atender ao fato de que os artefatos guardam aspectos culturais de sua origem, e considerar
   isto no seu plano a futuro.

Eu acho que o que vocês chamam de reapropriação é esta capacidade que o homem tem de colocar os objetos que estão em sua órbita direcionados para o futuro que ele almeja, para os problemas que ele deseja solucionar, e aí que entra o lance do processo, pois ao começar a agir visando esta mudança, o homem está se utilizando de conhecimentos de seus antepassados e criando novos artefatos para os seus sucessores, e o melhor de tudo, pode se colocar numa postura de aprender com as dificuldades que tem, e modificar o mundo que está dentro de si. A ação humana tem uma grande virtude de transformar o mundo, não porque altere o mundo propriamente dito, mas porque
altera a visão que temos dele.
Um abraço Diego PS.: Nossa, hoje eu fui mais verborrágico que o Duende...

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