Eu quero o pdf.
é tudo muito samba do colono doido nessa nossa sociedade.
talvez, por conta disso, que a fora da casinha aqui, surta cada vez mais qdo 
surgem os "bem-intencionados" frente manifestaçãoes espontaneas que traduzem a 
cultura de um grupo, coletivo, comunidade, tentando padronizá-las
A inteligência humana não foi feita para consolidar e inscrever certezas; foi 
feita para levantar dúvidas. O que mais precisamos é de duvidar das nossas 
verdades. Por exemplo, a ética, somos milhõe de brasileiros, desses milhões uma 
parte considerável vive em estado de pobreza absoluta. E isto significa que não 
alcançaram a condição ética, se um ser humano não alcançou a condição ética é 
porque ele não tem condição de assimilar uma regra ética. Ético seria construir 
uma sociedade que não permitisse a existência da pobreza absoluta. Além dessa 
parte considerável que se encontra em estado de pobreza absoluta, existe mais 
uma outra parte, também considerável,  que se encontra em estado de pobreza 
relativa, são seres humanos que não tem condições de alcançar os valores 
fundamentais da existência, eis sequer condições de alcançar uma rala 
alimentação. Então, desses milhões de brasileiros que somos, uma enorme parte 
considerável, que também são milhões e que estão precisando de condições para 
ser livres, isto é, para ser éticos, isto é, para poder escolher, para poder 
definir. Será que não dá prá pensar assim? Qual a ética da sociedade moderna? é 
a ética da publicidade. A publicidade é um código ético dinâmico, dos mais 
afetivos, porque insere arquétipos na consciência: arquétipo de pensar, 
arquétipo de gostar, arquétipo de se comportar e assim por diante.
A regra, em materia de lei, é que ela tem que admitir o "pode". Não se consegue 
amarrar. nem se deveria fazê-lo, pois o principio geral tem que ser o da 
liberdade. Ademais, todos nós vamos operar segundo as nossas idéias, a nossa 
ética e a pregação dos nossos principios. entrentanto, acredito que nada 
permite a devastação da consciência individual. Quer dizer, a consciência 
individual é um foro muito íntimo e intocável. Antes de Kant, diversos 
soberanos - os estados eram pequenos e os soberanos ditadores - tentaram entrar 
na consciência, no foro íntimo das pessoas. E toda a filosofia de Kant, a bela 
filosofia da liberdade, nasceu daí: "olhem, mesmo que vocês queiram, não entrem 
na consciência, mas o dever moral de vocês é respeitar essa consciência".
o que eu quero com todo esse trolo-lo-ló? é que eu ando de saco cheio dos 
rótulos, marcas, licenças que tentam de toda e qualquer forma nos padronizar, 
nos nivelar, nos tornar ovelhas em função do que outro acha que isso deva ser o 
melhor para todo e qualquer um, são pessoas que, na verdade, não amam a 
liberdade. Odeio ovelhas tanto qto odeio pastores.
Ezra Pound, possivelmente o maior poeta americano, homem extraordinário - não 
vai deixar de ser extraordinário pelo fato de não pensar como eu - escreveu um 
verso que poderíamos gravar na consciência moral: "Chequei tarde demais á 
máxima incerteza".

sorry! viajei.
besos
elenara

De: [EMAIL PROTECTED]

Para: "Lista do projeto MetaReciclagem" [email protected]

Cópia:

Data: Thu, 6 Jul 2006 12:16:54 -0300

Assunto: Re: [MetaReciclagem] do processo e do produto

Eiabel

Voce escrevendo sobre isso me recordei desse texto abaixo, colei so uma parte

O CONHECIMENTO DOS POBRES
Por pelo menos meio século, o paradigma de desenvolvimento tem sido dominado
pela idéia de que o papel do Estado ou da sociedade civil é de apenas prover o 
que as
pessoas pobres necessitam, ou seja, recursos materiais e oportunidades de ganhos
em habilidades ou recursos ou emprego. As estratégias têm deixado de considerar
uma fonte na qual as pessoas pobres são freqüentemente mais ricas: seu próprio
conhecimento. Tanto assim, que o léxico desenvolvimentista na última década tem
adotado uma expressão com bastante entusiasmo: 'dêem recursos às pessoas pobres'
- como se conhecimento não fosse um recurso, ou como se as pessoas pobres não
tivessem conhecimento.
Os sistemas de conhecimento que permitem às pessoas economicamente pobres
sobreviverem, especialmente em ambientes de alto risco, têm envolvido uma
combinação do secular com o sagrado, do reducionismo com o holismo, de opções de
curto com as de longo prazo, de estratégias especializadas e diversificadas em
material coletivo ou individual, ou em buscas não-materiais. A ética ambiental 
dessas
comunidades também tem refletido estas misturas.
Quanto maior a tensão física, tecnológica, de mercado, ou socioeconômica, maior 
a
probabilidade de que as comunidades e indivíduos em desvantagem gerem
alternativas criativas e inovadoras para uso como recurso (Gupta, 1988, 1991). 
Essas
inovações, sejam elas originadas na tradição ou utilizando percepções modernas, 
são
desenvolvidas tanto por comunidades como por indivíduos. Na verdade, uma ênfase
excessiva nas comunidades, em oposição aos indivíduos, pode ter contribuído 
para a
difusão diferenciada com relação ao potencial empreendedor das pessoas ricas em
conhecimento, mas economicamente pobres. Inovações em sub-conjuntos
tecnológicos, culturais ou institucionais, freqüentemente permanecem isoladas e
desconectadas apesar da existência de uma rede de conhecimento informal
razoavelmente robusta.
Uma rede extensiva de conhecimento que conecta inovação, empreendimento e
investimentos em um contexto institucional, é o que parece ser a abordagem mais
viável para o desenvolvimento sustentável no futuro. O ponto de partida para a 
Rede
Honey Bee, que começou há oito anos, foi o seguinte: nós, vindos de fora, não
deveríamos fazer com que os pobres se queixassem quando tirássemos seu
conhecimento, assim como as flores não se queixam quando polinizam. A sociedade
para Pesquisa e Iniciativas para Tecnologias Sustentáveis e Instituições 
(SRISTI)
sustenta a Rede Honey Bee unindo seis 'Es'- ética, eqüidade, excelência, 
meioambiente
(environment), educação e eficiência em empreendimentos. (Gupta, 1991,
1995 a, 1996 a).
Precisamos garantir que as pessoas ricas em conhecimento e economicamente pobres
não sejam roubadas da única fonte na qual são ricas - seu conhecimento -
transformando nossas normas éticas e institucionais, incluindo as que lidam com 
o
direito de propriedade intelectual (IPRs) do indivíduo bem como comunidades do 
setor
informal face a face com o setor formal.

Se alguem quiser o PDF completo envio via email

Marcus Colacino


> Em 06/07/06, eiabel <[EMAIL PROTECTED] > escreveu:
pegando o vácuo do Djahdjah, gostaria de colaborar para o entendimento do que é 
CULTURA, que é bem diferente de artista:

Como é sabido, etimologicamente, a palavra cultura  deriva de "colere" que, por 
sua vez, significa cultivar, habitar, criar e preservar. Nas sociedades da 
Antiguidade Oriental, o termo associava-se ao cuidado da terra, referindo-se ao 
manejo que o homem tinha da natureza (cultura do arroz , do café, da soja). O 
filósofo grego Aristóteles, na Antiguidade Clássica, já definia cultura como 
aquilo que não é natural, que não pertence ao mundo da natureza ou não decorre 
de leis físicas e biológicas. Posteriormente, o Iluminismo, movimento 
intelectual do século XVIII, colocou a razão como tema central de sua teoria e, 
a partir de então, o homem passou a ser visto como animal racional. Já no 
século XX, "emerge o tema da cultura e o homem passa a perceber-se como um 
animal cultural."

Atualmente, os antropólogos e cientistas sociais consideram que a cultura 
refere-se ao modo de vida de um povo, em toda a sua extensão e complexidade. 
Assim, o conceito de cultura procura designar uma estrutura social no campo das 
idéias, dos símbolos, das crenças, dos costumes, dos valores, artes, linguagem, 
moral, direito, leis, etc., e que se traduz nas formas de pensar, sentir e agir 
de uma dada sociedade.

No entanto, ainda hoje, a palavra "cultura" tem sido empregada cotidianamente 
como sinônimo de erudição ou para designar o mero acúmulo de conhecimentos, 
mas, graças à contribuição da Antropologia, o moderno conceito de cultura não 
está mais restrito ao campo das belas-artes, da filosofia e da erudição, tão ao 
sabor das elites letradas deste país.

Devemos compreender  "cultura" como o conjunto de manifestações espontâneas, 
que se moldam no cotidiano das relações sociais de uma determinada coletividade 
que, uma vez incorporadas ao seu 'modus vivendi', a caracteriza e a distingue 
das demais.

Cada cultura prolifera em suas margens. São como bolhas no pântano, sol que 
explode e que se apaga na superfície da sociedade.

No imaginário oficial são exceções ou marginalismo.

A ideologia proprietária isola o criador ou a obra. Mas eles germinam, e o 
modelo aristocrático e museográfico faz-se cego, pois este modelo 
(aristogrático e museográfico) tem como origem um luto, os valores são os 
mortos mais do que os vivos, a apologia do "não perecível". Porém, a criação é 
perecível, ela passa, pois é ato.

A "Conferência Mundial sobre Políticas Culturais", realizada no México em 1982, 
declarou, acertadamente, que "a cultura hoje pode ser considerada o conjunto 
dos traços distintivos, espirituais e materiais, intelectuais e afetivos, que 
caracterizam a sociedade ou um grupo social. Além das artes e das letras, 
engloba modos de vida, os direitos fundamentais do ser humano, os sistemas de 
valores, as tradições e as crenças", por exemplo.

Assim, considerando a cultura como todo um modo de vida na conceituação 
antropológica mais ampla, podemos tirar uma importante conclusão, qual seja,  
de que  a cultura deve ser pensada como direito, criação e fio condutor que 
perpassa os diversos aspectos da vida humana e todas as áreas e ações da 
sociedade e dos governos.

Desse modo, um outro conceito de cultura ganha significado, onde a mesma deixa 
de ser encarada como concessão do Poder Público, como adereço, algo diletante, 
"perfumaria" e privilégio de poucos.

A Cultura hoje deve ser vista sob a ótica da Cidadania.

Entender a cultura como direito de cidadania implica reconhecer que somos 
sujeitos históricos e culturais, produtores de cultura e, como tais, temos 
direito de criar, inventar, produzir, bem como de ter acesso aos bens culturais 
de nossa sociedade e à memória coletiva, esteio de nossa identidade cultural.

Na verdade, a cultura não se reduz ao mundo dos eventos e do efêmero, ao campo 
das artes e da erudição e às leis do mercado, como hoje apregoam os neoliberais 
de plantão.

O mundo da cultura diz respeito à totalidade das experiências sociais e, neste 
sentido, interessa a todos como direito de cidadania.

Sabemos que o capitalismo tem revelado uma histórica capacidade de, como dizia 
Marx, centralizar os bens para disponibilizá-los para acumulação, e deseja que 
os bens culturais sejam mercadorias como as outras, que possam ser comprados e 
vendidos e que os que têm mais riqueza assim possam ser os senhores do 
significado das coisas.

A maioria das mercadorias, que o mercado impõem-nos, não explicam o valor da 
vida humana, o valor dos afetos, o valor da solidariedade, o valor do país, o 
valor da sociedade, o valor da música, da literatura, da arte. Só nos dão os 
preços, dizendo que eles definem o valor de cada coisa. Mas os bens culturais 
não são mercadorias como as outras. São eles que permitem que uma pessoa se 
pense como ser humano, que um país possa refletir sobre o significado de sua 
história,  que o mundo possa refletir sobre o seu sentido e o da vida  das 
pessoas.

A cultura serve, entre outras coisas, para que as pessoas possam pensar o 
significado e valor das coisas. Os bens culturais não podem deixar de ter valor 
comercial. Afinal, eles são imaginados, planejados, criados por artistas, 
artesões, elaboradores, pessoas, que estão embutindo valores sociais e 
econômicos em seus cultivos.

Ultimamente, tenho assistido inúmeros debates a respeito da postura de grupos 
de rap (percussores do hip hop em nossa cidade, em nosso país). Vozes que 
"defendem"(?) que tais grupos, ao serem aceitos pela indústria cultural, não 
merecem mais respeito nem consideração. Algo como: agora eles bebem chandom, 
não mais cachaça.

Essas vozes soam, em meus ouvidos, como defensoras de um 'socialismo da 
miséria', como a do nosso presidente que, na maior cara de pau, teve coragem de 
propor ao povo que andassem mais de bicicleta. Enquanto isso, a corte palaciana 
continua esbanjando gasolina, com dinheiro público, em seus vectras e audis 
potentes e velozes.

Não podemos aceitar a ideologia do socialismo da miséria... Penso que o grande 
responsável pela nossa "fome" seja o maldito sistema limitado e  disposto a 
destruir qualquer coisa com a qual nos identifiquemos.

Um fraterno abraço
Elenara iabel



De: [EMAIL PROTECTED]

Para: [EMAIL PROTECTED] ,"Lista do projeto MetaReciclagem" 
[email protected],"submidialogia conferência" [EMAIL PROTECTED]

Cópia:

Data: Sun, 2 Jul 2006 15:42:35 -0300

Assunto: [MetaReciclagem] do processo e do produto

então,

isso merece um texto e reflexão mais desenvolvidos. mas depois de participar do 
issumit e observar seus elitismos e vícios do espetáculo, depois de duas boas 
conversas com pajé, e da leitura de alguns textos, refleti bastante sobre todo 
esse processo de uma possível cooptação desses novos valores da "cultura livre".

Todos nós sabemos da habilidade do capital transformar quaisquer subversão e 
tentativas de rupturas estruturais do modelo de produção em motores da sua 
própria re-afirmação. Foi assim com o Che, foi assim com 68. Estamos caminhando 
para isso com o código aberto? Ou com a tal da cultura livre?

Não podemos negar que o Creative Commons encantou e encanta muitos de nós pela 
sua praticidade e poder de divulgação dessas idéias. Mas ao mesmo tempo ele 
reafirma um direito individual clássico do liberalismo iluminista dizendo ao 
autor que ele é dono de sua obra e que ele deve escolher os direitos que quer 
sobre ela. Isso me leva a pensar sobre as diferenças entre o software livre, ou 
software de código aberto e essas obras supostamente livres. As diferenças 
entre a GPL e o CC.

A primeira diferença que me vem a cabeça é a origem das iniciativas. Uma 
decorre da outra, claro. Impossível negar que todo esse movimento de cultura 
livre começa no software livre. Mas suas origens são diferentes, até porque, 
claro, suas características são diferentes. Mas mesmo assim, a diferença de 
suas gêneses são significativas. O software livre começa na produção, ali mesmo 
na prática da escrita de códigos, como uma necessidade para os programadores 
continuarem sua verve. A condição coletiva para os programadores não era uma 
tendência como o remix ou sampling, mas uma prática concreta que se 
materializava e se materializa em softwares que sempre estarão abertos em um 
processo virótico e infinito. A GPL é linda. Sua escrita é política e poética 
(já que não foi feita por advogados) e seu foco é no processo e não no 
índividuo, porque ali se manifestavam preucupações com a continuidade daquela 
produção que as corporações tentavam boicotar. Por isso admiro muito o 
Stallman. Mesmo ele sendo grosso,antipático e cheio de marra (talvez não seja 
intencional, mas assim ele evita sua mitificação, e assim foge da cooptação do 
espetáculo). Emfim, a GPL e o software livre e de código aberto decorrem de um 
processo coletivo já praticado e criado por quem o faz.

O CC não. Primeiro e já dito, ele é focado no índividuo, no processo de criação 
individual que é (ou era) a prática mais comum na feitura de "bens" culturais. 
Ele nasce da tradição do liberalismo americano e do ordenamento jurídico 
baseado na propriedade individual (quem leu o livro Cultura Livre do Lessig vê 
isso claramente no seu discurso). Segundo: ele é criado pelos próprios 
intermediários, aqueles que não produzem, que criticam a si mesmos como 
intermediários mas não querem largar a mão do osso (algo de estranho aí, não?). 
Não dá pra negar que ele é prático. Mas a praticidade não muda a prática. A 
prática é mudada na prática.

Pra resumir, no CC a proteção é do autor e a obra é um produto. Na GPL a 
proteção é da prática, e a obra, que no caso é um software, vai além de um 
produto, é um processo. Aí, uma questão que pode se colocar são as diferenças 
entre a produção de um obra artística e uma obra "técnica" como o software, mas 
não acho essa separação válida, e o PD acaba com qualquer tentativa de 
afirmá-la. Temos assumir que em geral os programadores são mais legais que os 
artistas. 

Ao invés de debater isso, o interessante aqui, eu acho, é essa diferença entre 
processo e produto. Que se dá na prática e não na praticidade. E o bacana do 
digital é essa possibilidade de processualizar as coisas. Em vez de pensar em 
acabar produtos, pensar em iniciar processos. Vários exemplos. Um que é muito 
claro na minha cabeça é a mimoSa. A mimoSa começou como um produto artístico 
vendido a uma galeria de arte virtual. Ela poderia ser um belo produto a ser 
apreciado por todos. Um carrinho de feira que é um computador que grava mídias 
na tentativa de modificar a realidade da representação. Genial. Mas a mimoSa 
não é isso, a mimoSa não é o carrinho de feira. A mimoSa é o processo, são as 
oficinas, é o blog que qualquer um pode postar (isso é arte? ou temos que achar 
outro nome). Outro exemplo bom é a metaReciclagem: poderia virar uma ONG, mas 
não virou, virou um processo aberto de re:apropriação de tecnologia. Exemplos 
mil: O Estúdio Livre é um processo, está em desenvolvimento contínuo, é um wiki 
em que todos podem alterar o conteúdo, seu desenvolvimento é aberto (discussões 
a parte, estamos desenvolvendo as metodologias desse processo, e essa discussão 
faz parte do processo). Já o OverMundo é um produto de um ou dois índividuos, 
pronto, com um custo de desenvolvimento de 2 milhões de reais. Software livre é 
um processo, software proprietário um produto. Rádio Livre é um processo, não 
existe cartilha de rádio livre, ela nunca acaba em si mesmo, ela tá aí, sendo 
feita por várias pessoas.

  É aí, acredito, que pode estar a chave pra escapar ou pelo menos pensar essa 
cooptação capitalista. Na produção de processos abertos despersonlizados. No 
interesse público e não no individual. Na desapropriação da propriedade. É aí 
que o CC caminha para essa cooptação. A GPL iniciou um processo fantástico de 
colaboração. O CC parece estar na busca de disseminar sua marca, de ser um 
produto para o novo milênio. Será que ele está iniciando um processo? Ou 
cooptando um processo que já existe? É uma questão a ser respondida. Mas o 
Isummit pode dar o tom dessa resposta. Ao se preucupar mais com status das 
pessoas a serem convidadas para participar do que pelo interesse coletivo, ao 
assumir que um bom clipping na imprensa corporativa é mais importante que a 
integração de novos atores no "processo", ao produzir um evento que se 
assemelha mais a um evento de uma multinacional gastando recursos com hóteis e 
refeições luxuosas (sim, a produção de eventos é política), ao se aliar com uma 
empresa das que mais restringiu o acesso ao conhecimento nos últimos anos e 
tenta sempre boicotar os processos abertos ao monopolizar o mercado com 
práticas sujas, o CC caminha para se tornar um produto, e não um 
processo.Talvez não precisemos deixar de usá-lo pela sua praticidade por 
enquanto. Mas vale a reflexão e o aviso para os advogados: Sejam Mais 
Criativos! Porque é muito fácil e tentador se tornar um produto, e é assim que 
todas as inovações e rupturas são cooptadas.

Caminhos? outras licenças, gepelização das obra culturais (eu pilho, se a Globo 
quer usar a minha música que libere a sua novela), licenças modificáveis, 
emfim, podemos pensar sobre isso.

Essa reflexão é um processo, então tô colocando no wiki pra quem quiser me 
ajudar. => 
http://www.estudiolivre.org/tiki-index.php?page=Reflex%C3%B5es+sobre+o+Icommons

de repente sai um texto coletivo daqui...









> On 7/1/06, Uirá <[EMAIL PROTECTED]> wrote:
> nossa! isso eh muito bom...
um repositório de liceças...
>


> On 7/1/06, giuliano d. bonorandi < [EMAIL PROTECTED] > wrote:
> por mim a gente cria uma licença nova.
licenças livres, todo mundo pode modificar a minha licença...
>


> On 6/30/06, Jean Habib < [EMAIL PROTECTED]> wrote:
>


>
> On 6/29/06, Fernando Freire < [EMAIL PROTECTED]> wrote:
>


>
> On 6/29/06, Jean Habib < [EMAIL PROTECTED]> wrote:
> Opa! dando meu ponto de vista!


>
> On 6/29/06, Fernando Freire < [EMAIL PROTECTED]> wrote:
>
>


>
> On 6/29/06, Leo germani < [EMAIL PROTECTED] > wrote:
>
>
>
>
>
>
> sampling - vc pode usar apenas trechos para fazer coisas novas, mas não pode 
> distribuir na íntegra
>
>
não pode distribuir na íntegra, fazemos isso no site, então não podemos 
disponibilizar essa licença....
>
>
Acho q tem uma confusão aí. Quem não pode distribuir na íntegra é o cara que 
baixar do EL. Ele pode baixar na íntegra pra ele, mas não pode passar isso pra 
frente na íntegra.
>
>
pois é. mas acho que nem o el pode distribuir na íntegra, porque temos o 
esquema de streaming, né? por favor me corrijam se estiver errado...
>
>
vc está errado. no caso do estúdiolivre o cara q sobe a obra é tomado como 
detentor dos direitos da obra, pogo o site, um mecanismo automatizado, não pode 
ser interpretado como aquele que distribui a obra, quem distribui eh quem subiu 
a obra. agora o lance do stream, esse sim eu num entendi onde vc quis chegar.. 
qualeh o ponto?
>
>
quis chegar no ponto de que acho que os "responsáveis" pelo portal estão 
distribuindo o conteúdo no sentido de disponibilizar pra qualquer um a obra na 
íntegra. não é por issoq ue vários sites de música só tocam trechos das faichas?
>
>
o lance de tocar so alguns trechos das musicas, obras, eh q essas coisas ja tem 
direito autoral reservado, o que em tese poribe a reprodução, distribuição, e 
blablabla, mas para as obras que vão ser licenciadas via EL é meio obvio que o 
cara queria q toque a musica inteira, pq ele não ta so licenciando, ele ta 
distribuindo sua obra tbm.. talvez seja o caso de prever isso na licença qdo o 
cara ta subindo pelo EL - que o site estudiolivre.org está autorizado a fazer a 
distribuição da obra na integra, independente da licença que for escolhida.

sim? nao? talvez?

>

>
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