bem,
como não pe aconselhavél confiar em liberais nem em comunista
é bom conferir o original do artigo
a tradução é de Emir Sader (dessa turma da esquerda)
um comentario da materia no proprio sitio da agencia carta maior:
"Emir Sader omite a primeira parte do texto, que critica o
forum social mundial, fazendo parecer que o texto é uma
crítica apenas dos capitalistas. É uma crítica também aos
movimentos de esquerda que se aliam com eles. Para quem
quiser conferir o texto original:
http://www.lrb.co.uk/v28/n07/zize01_.html"
o FSM so quer criar um capitalismo mais humano.
inté,
banto
banto escreveu:
BLOG DO EMIR
Zizek contra Bill Gates
O ensaísta esloveno Slavoj Zizek os chama de “liberal comunistas” –
incluindo na mesma categoria também a George Soros, aos executivos de
Google, da IBM, de Intel, entre outros – que têm no editorialista do
New York Times, Thomas Friedman, um dos seus escribas de plantão. A
palavra chave desses tipos é smart. “Ser smart, é ser dinâmico e
nômade, inimigo da burocracia centralizada; acreditar no diálogo e na
cooperação contra a autoridade central; apostar na flexibilidade
contra a rotina; na cultura e no saber contra a produção industrial;
privilegiar as trocas espontâneas e a autopoïese (a capacidade de um
sistema de se auto-engendrar) contra as hierarquias rígidas.”
Bil Gates é a melhor imagem do que ele chama de “capitalismo sem
fricções” ou da sociedade pós-industrial, com o “fim do trabalho”,
etc., etc. Ele busca projetar a imagem de um “marginal subversivo”, um
antigo hacker que tomou o poder e se disfarçou de executivo
respeitável para seguir fazendo a mesma coisa de sempre.
No entanto sua doutrina é uma versão pós-moderna da “mão invisível” de
Adam Smith, em que o mercado e a “responsabilidade social” não se
contradizem, podem ser conciliados para o interesse de todos. Nas
palavras de Friedman, não é mais preciso hoje ser um canalha para
fazer negócios: a colaboração com os assalariados, o diálogo com os
consumidores e o respeito pelo meio ambiente são as chaves do sucesso.
Olivier Malnuit fez uma lista dos dez mandamentos dos
libreais-comunistas na revista francesa Technikart, que consistem no
seguinte:
1. Você concederá tudo (internet com acesso livre, fim dos direitos de
autor); você só cobrará os serviços adicionais, o que basta para te
tornar rico.
2. Você mudará o mundo, em lugar de se contentar em vender coisas.
3. Você será super simpático: você terá o sentido do compartilhamento
e da responsabilidade social.
4. Você será criativo: privilegiará o design, as novas tecnologias, as
ciências.
5. Você dirá tudo: não terá segredos, se sacrificarás ao culto da
transparência e da livre circulação da informação; toda a humanidade
deve colaborar e dialogar.
6. Você não trabalhará nunca: os empregos fixos de 9 a 17 horas não
são para você, você se dedicará à comunicação smart, dinâmica, flexível.
7. Você voltará à escola: praticará a formação permanente.
8. Você será uma enzima: não contente de trabalhar para o mercado,
você criará novas formas de colaboração social.
9. Você acabará pobre: você redistribuirá suas riquezas aos que têm
necessidade, pois você não poderia jamais gastar.
10. Você será o Estado: as empresas devem trabalhar como parceiras do
Estado.
Os liberais-comunistas são pragmáticos que detestam a ideologia. Não
há mais classe operária explorada, há apenas problemas concretos a
resolver: a fome na África, o destinos das mulheres muçulmanas, a
violência fundamentalista. O que mais adoram os liberais-comunistas
são as “crises humanitárias”, em que eles podem dar o melhor de si
mesmos. Ao invés de diagnosticar a exploração colonial e imperialista
nas crises da África, busca-se a melhor maneira de resolver
concretamente cada problema: colocar os indivíduos, os governos e as
empresas a serviço do interesse geral, fazer com que as coisas
aconteçam ao invés de ficar esperando tudo dos Estados, abordar a
crise de uma forma criativa e original.
Eles se consideram os verdadeiros “cidadãos do mundo”, que vivem o
tempo todo preocupados com o destino do planeta. Se inquietam com o
populismo, o fundamentalismo, o terrorismo. As raízes profundas dos
problemas do mundo estão na pobreza e no desespero que produzem o
terrorismo fundamentalista. Eles não estão a fim de ganhar dinheiro,
mas de mudar o mundo – e de passagem, se enriquecer ainda mais. Bill
Gates transformou-se – ou foi transformado – no maior benfeitor a
história da humanidade. Ele demonstra todos os dias seu amor pelo
próximo consagrando centenas de milhões de dólares à educação, à luta
contra a fome e a pobreza.
Mas, para distribuir riquezas, é preciso ganhá-las – ou, como diriam
os liberais-comunistas: tê-las criado. Essa é a questão de fundo. Para
conseguir esses fundos, a empresa privada é de longe a forma mais
eficiente diante dos métodos ineficientes dos Estados centralizados e
coletivistas. Taxando as empresas, regulando suas atividades, o Estado
se choca com sua própria razão de ser: tornar a vida melhor para o
maior número de pessoas, ajudar os que necessitam. Isso daria sentido
à sua vida, eles não querem ser máquinas de produzir lucros. Por isso
também eles são adeptos da espiritualidade, da meditação
não-confessional. Eles fazem da responsabilidade social e da gratidão
seu credo: são os primeiros a reconhecer que a sociedade os favoreceu
incrivelmente, o que lhes permitiu juntar grandes fortunas, daí sua
obrigação de promover um retorno para a sociedade, ajudando as pessoas
a terem oportunidades de seguir um caminho similar. Eles dão com uma
mão o que ganharam com a outra. Soros, por exemplo, usa a metade do
seu tempo em especular, a outra em atividades “humanitárias”, que
buscam compensar, em parte, os efeitos negativos da sua especulação.
Bill Gates também tem duas caras: de um lado, um homem impiedoso, que
esmaga ou compra seus concorrentes para criar um quase-monopólio. Por
outro, o grande filantropo, que recorda: “De que adiante ter
computadores, se as pessoas não têm o que comer?”
Na oposição entre essas duas caras – smart e non smart -, a idéia
mestra é a de deslocalizar, exportando a face escondida (e
indispensável) da produção para os paises da periferia – non smart -,
com a super-exploração e a degradação do meio ambiente.
Assim Zizek se opõe a Bill Bates e os seus “liberais-comunistas”.
(O artigo original foi publicado pela London Review of Books.)
fonte:
http://agenciacartamaior.uol.com.br/templates/materiaMostrar.cfm?materia_id=11646
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