teia camargo wrote:
Olá.... do pouco q vivencio a alternativa econômico-solidária, acredito ser arriscado oficializar essa paridade entre moedas, porque a intenção é criar outros valores para as negociações, claro que tem valor monetário, mas esse
não é o objetivo principal.
Veja a resposta que dei ao Tupi... ou será que mesmo que a paridade de Ym<R$, ainda assim haveria esse risco de que vcs estão falando?
No interior do Ceará, tem uma experiência bem legal com uma Cooperativa de
crédito popular, uma iniciativa do povo do bairro que queria investir ali
mesmo e está dando bons resultados. (me esqueci o nome).
Com as feiras de trocas, acredito q os Ymaginários possam estar vinculados com os valores e os serviços ali desencadeados. E dá-lhe assembléia! Porque a negociação entre a "cabelereira que se juntar ao artesão que se juntar ao mecânico, podem descobrir que tem jeito de montar um negócio junto e ainda
tem espaço para umas ofici nas no quintal"...
Ah, me diga: qual a regularidade dessas Assembléias? (Estamos pensando que os preços ymaginários dos ítens planejados pudessem ser definidos e redefinidos por essa mente coletiva mesmo...)
Com relação aos valores entre os profissionais braçais e os intelectuais,
acredito que não possa haver distância entre eles.(aqui, minha pior
experiência foi lidar com isso).
É, isso é fonte do tipo muito perverso de desigualdade: a diferença de competências gera diferença de oportunidades, que realimenta a desigualdade na aquisição de competências. Acho que é a mais perversa porque não é deliberada, porque aconteceria até numa sociedade anárquica, sem Estado: quem garante a sobrevivência dos lerdos, dos fracos e dos tímidos se os recursos fossem distribuidos só na base da meritocracia? Vive-se isso no CMI, com a "ditadura tech"... aqui no MetaRec também, um pouco: em parte, presente na bronca que a eiabel levou uns dias atrás... (moçada, porfa, perdoem a franqueza... :-[ )
E isso pode aumentar ainda mais a distância
entre os valores.
De que valores está falando? (Valores pecuinários ou ético-morais? Os dois?)
(um bom exemplo: temos um engenheiro que desenvolveu um sistema de
reaproveitamente de água onde o custo do material e a instalação é de
R$128,00, semelhante ao valor de um pedreiro para a realização de um trampo
semelhante.)
Bem, eu sou o primeiro a defender uma hora padrão universal, para trabalhos criativos, repetitivos, manuais e braçais... inclusive em causa própria, já que eu e a Drica já fizemos umas 5 horas de faxina, até agora... :-P
e assim, vamos descobrindo a cada assembléia o rumo das coisas....
É, mas só assembléia cansa... assembléia tem que decidir em cima de indicadores bem bolados, bem coletados e bem analisados... sem isso a inteligência coletiva pára no nível do afetivo...
[]'s
Téia
Preciosa contribuição... inestimável, obrigado querida! :-*

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