valeu o retorno,já apriou as percepções por aqui.
valeu!!!!
abs,
Regis
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From: Stalker <[EMAIL PROTECTED]>
Date: Aug 31, 2006 9:43 AM
Subject: Re: [MetaReciclagem] [off topic]Um pequeno exercício de hérésie
To: Lista do projeto MetaReciclagem < [email protected]>
Regis bailux wrote:
> Pessoal,
> Tomando um vinho com um amigo o Ricardo Viana em porto alegre ele me
> apresntou este texto de sua autoria e depois de ler algumas vezes e
> continuar sem entender nada decidi compartilhar com a lista isto que
> considero texto criptografic(-:
>
>
> Um pequeno exercício de hérésie
> Ou, como da raiz de menos um ( P-1) chegar a Um e menos um
Álgebra moderna, não entendo nada.
>
> Ricardo Vianna Martins
>
> No Seminário RSI, Lacan refere-se à heresia, ao mesmo tempo em que
> joga com
> a homofonia: R-S-I e "hérésie" (cuja pronúncia corresponderia a
> "erresi") –
> heresia, em francês.
Lacanianos adoram trocadilhos. Mas, diferentes dos semeióticos, acham q
trocadilhos ocorrem só na linguagem. Os semióticos acham q os
trocadilhos estão no mundo "natural" e tecnológico também.
> São as iniciais de Real, Simbólico e Imaginário, os
> três elos que compõem o nó borromeu ou cadeia borromeana, que
> representa a
> estrutura do sujeito.
São os três estratos da lanterna da sua alma: o real é a lâmpada, o
simbolico é a pele da lanterna e o imaginário é a luz e sombra que ela
projeta no ambiente: a gente passa a vida vendo essa luz indireta e acha
que é o mundo... besteira. Besteira maior achar que vai-se encontrar
alguma lâmpada sem o resto da lanterna.
(Nó de borromeu é aquele nó que era a logomarca do Unibanco: parecem
três aneis, mas é um anel só... para dizer que nossos maiores segredos
são bem visíveis para os outros... só nós mesmos que não vemos. Lygia
Clark: "o dentro é o fora".)
> Como sabemos, este "nó" se sustenta por três aros
> livres, e tem no centro o lugar do desejo, chamado de objeto a.
Na semeiótica, "objeto dinâmico": é aquela coisa q vc vai passar a vida
querendo, que vc acha cada vez q é uma coisa (amor, $, glória), mas
sempre tá noutro lugar. É o princípio da metonímia, que é o princípio da
invenção e do aprendizado: você acha que vai agarrar a-quilo, mas vai
produzindo isso, isso e mais isso.
> Em "Las estructuras clínicas a partir de Lacan" sobre a "Clínica das
> estruturas ou a clínica do objeto a", mais especificamente sobre o
> Significante da falta no Outro onde numa clínica que superasse a
> ordenação
> pelo pai, lemos que "(...) a clínica do Édipo, a uma clínica mais além do
> pai, mais além do Édipo, que a clínica do objeto a, não corresponderia em
> substituir um significante por um objeto" (p. 62), mas, de forma
> neurótica,
> outro significante teria de vir no lugar que seria o significante
> Nome-do-Pai. Este seria, como propõe Lacan, o significante da falta no
> outro
> [].
Diz que por mais que queiramos ser livres, vamos sempre inventar umas
regrinhas para isso (para ter o que quebrar)
> Assim, conforme Eidelsztein, "... este significante que falta pode,
> contudo
> ser escrito na forma de raiz quadrada de menos um (P-1)".
Aí, fudeu. Acho um saco esses lacanianos usarem álgebra para discutir
lógica. Mata todo o delírio da pesquisa em lógica!
>
> O que é P-1?
> É o que se corresponde como resposta quando se tenta transformar a
> incógnita
> em uma equação tal como:
>
> X2 +1 = 0
>
> Não há nenhuma anomalia nesta última fórmula: é uma fórmula perfeitamente
> ajustada às leis matemáticas. Salvo que, para que o resultado seja
> correto
> temos que estabelecer que:
>
> X2 = -1
>
> O problema que se coloca é que nenhum número elevado ao quadrado pode dar
> como resultado -1. Aí radica toda questão. (EIDELSZTEIN, 2001. P. 62/3)
>
>
> Eidelsztein, neste capítulo indica que "X = P-1 , não é um número, que
> possa ser a resposta de tal equação. Trata-se mais de um "programa de
> procedimentos". Prosseguindo nestes procedimentos, ele coloca os dois
> termo
> da equação ao quadrado:
> X2 = -1 ou
> X2 +1 = 0
> Até aqui, acompanhamos Eidelsztein.
>
> A partir daí, nos ocorreu que, mesmo que nenhum número elevado ao
> quadrado
> possa dar como resultado -1, poderíamos levar esta fórmula mais adiante e
> tentar extrair dela algo mais.
> Se experimentamos, mais uma vez, colocar ao quadrado os dois termos ao
> quadrado, ou seja, (X2 = -1) 2, chegamos a:
> X4 =1
> Se tirarmos a raiz quatro (4P) dos dois termos da equação obtemos:
> 4Px4 = 4P1
> onde:
> X= 1 ou X = – 1
> E ainda X= P-1 , como vimos acima.
> Curioso é que neste programa de procedimentos a partir de um número
> imaginário (P-1) chegamos aos três elementos, os elos que compõem o nó:
> Real: P-1 , o impossível, que não cessa de não se inscrever;
> Imaginário: +1 , o Um do sentido;
> Simbólico: -1, da dívida simbólica com o pai.
> Contudo, só a partir de raiz de menos 1 (P-1) que podemos percorrer este
> caminho, pelo menos algebricamente!
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