E m s e n t i d o s e m e l h a n t e , n a t é c n i c a n a r r a t i v a d e B u r r o u g h s , v i s l u m b r o c e r t a
correspondência entre o trabalho de escritor e o de bricoleur, ou seja, aquele que pratica a bricolage. Para uma melhor compreensão a respeito desse método de composição, considero adequada a explanação de Roberto da Matta, que se baseou em Claude Lévy-Strauss, ao a p o n t a r a l g u n s r e q u i s i t o s p r i m o r d i a i s p a r a o p r o c e d i m e n t o: N a l i nguagem corrente, bricolage é a operação que consiste em remendar coisas ou fazer objetos de pedaços de outros objetos. Não possuindo planos preestabelecidos, nem instrumentos especiais, o bricoleur opera com o material que tem à disposição ou com aquele que acumula. Assim, ele improvisa constantemente sua reduzida matéria -prima e seus instrumentos de trabalho o que, como conseqüência, marca suas produções com traços peculiares, que revelam, na obra acabada, os pedaços ou os objetos que anteriormente possuíam outra serventia, e significado. Segundo LéviStrauss, esta operação seria caracterizada pelo seguinte: a) Uma preocupação com a totalidade. O bricoleur submete ao conjunto de sua obra todas as coisas que tem à disposição para sua execução. Ele não cuida de verificar os níveis e as regras em que cada pedaço utilizado opera de modo integral, mas fica voltado somente para o conjunto que tem em mente construir. Explicando melhor: ao pretender, por exemplo, construir uma mesa de duas cadeiras velhas, o bricoleur não se preocupa em saber se as cadeiras possuem estilos diferentes ou mesmo se combinam para formar um só conjunto. Antes, fica voltado para o produto a ser construído, ao qual empresta às cadeiras novos significados e possibilidades de utilização. Deste modo o bricoleur atualiza um determinismo total que não é sancionado pela ciência [...]; b) O repertório do bricoleur é l i m i t a d o , a i n d a q u e a m p l o . Deste modo, ele manipula freqüentemente os mesmos elementos, fazendo e refazendo suas combinações. [...]. É o uso incansável da imaginação que faz o bricoleur arrancar, dos significados vigentes nos elementos com os quais trabalha, novas conotações capazes de expressar o que ele tem em mente e de produzir, como observa Lévi-Strauss, r e s ultados brilhantes e imprevistos. daqui: http://www.biblioteca.unesp.br/bibliotecadigital/document/?did=2138 mbraz --- Felipe Fonseca <[EMAIL PROTECTED]> escreveu: > o linque direto: > > http://p.php.uol.com.br/tropico/html/textos/2383,1.shl > > f > > On 10/30/06, glerm soares <[EMAIL PROTECTED]> > wrote: > > STEWART HOME: A PERSPECTIVA RADICAL > > Rodrigo Nunes > > -- > FelipeFonseca > .''`. > : :' : > `. `'` > `- Orgulhoso ser MetaRecicleiro > http://fff.hipercortex.com > http://metareciclagem.org > _______________________________________________ > Lista de discussão da MetaReciclagem > Envie mensagens para [email protected] > http://lista.metareciclagem.org > _______________________________________________________ Novidade no Yahoo! Mail: receba alertas de novas mensagens no seu celular. Registre seu aparelho agora! http://br.mobile.yahoo.com/mailalertas/ _______________________________________________________ Novidade no Yahoo! Mail: receba alertas de novas mensagens no seu celular. Registre seu aparelho agora! http://br.mobile.yahoo.com/mailalertas/ _______________________________________________ Lista de discussão da MetaReciclagem Envie mensagens para [email protected] http://lista.metareciclagem.org
