bem, tu já sabes que aqui tu tens uma amiga... né?
aliás, uma peculiaridade minha, sou amiga de todo mundo sempre,
independente da recíoproca ser verdadeira, continuo sendo amiga.
mas, Glerm, não lembro da pergunta inicial, mas acho que a outra msg
tratava do limite, e agora aqui nos links, que tu compartilha, me dei conta
que, em relação ao binário, a wikipedia está limitada, pois tem mais coisas
binárias pelaí... aliás aqui no sul isso é muito forte, é sempre tudo muito
definitivo: "ou isso ou aquilo, oito ou oitenta e não tem meio termo"
hehehe, esquecendo que de 8 a 80 tem uma infinidade tão grande qto de 0 a 1,
ou isso ou aquilo... por exemplo:
http://www.unb.br/ih/his/gefem/labrys3/web/bras/anah1.htm
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"Nomear, como se sabe, é fazer ver, é criar, levar à existência." (Pierre
Bourdieu)
(...) Desde os primórdios de sua história, o homem tem construído a sua
trajetória a partir de um universo simbólico, por ele criado, com o qual
pretende estruturar e explicar a sua relação com o meio ambiente e com os
outros individuos de sua especie.
Dessa necessidade surgiram os mitos de origem, bem como a explicação
simbólica para as relações binárias de poder, que reproduziam no nível do
imaginário as situações análogas da vida humana.
O que temos chamado há um longo tempo de História nada mais é do que o
registro formal de séculos de dominação segundo a ótica do dominador;
séculos de perpetuação de um modelo binário e assimétrico de exercício do
poder.
(...) **
Segundo Bourdieu, "o mundo social apresenta-se, objetivamente, como um
espaço simbólico que é organizado segundo a lógica da diferença do desvio
diferencial". (BOURDIEU, 1990). A cultura é a esfera na qual se naturalizam
e se representam as desigualdades sociais. Mas, ao mesmo tempo, a cultura é
também o meio através do qual os diferentes grupos subordinados vivem e
opõem resistência a essa subordinação. Assim, ela constitui o terreno onde
se desenvolve a luta pela hegemonia.
As desigualdades e assimetrias existentes dentro de uma cultura, ou entre
culturas, levam a conflitos que estão diretamente relacionados às
identidades culturais, ou seja, "aqueles aspectos de nossas identidades que
surgem de nosso "pertencimento" a culturas étnicas, lingüísticas, religiosas
e, acima de tudo, nacionais.'' (HALL, 1997a, p.8)
A imbricação do discurso ideológico, predominantemente explicativo, com o
discurso da identidade cultural, que é classificatório, é essencial à
formação e à representação das políticas identitárias. Ao articular os
fenômenos culturais, classificando-os como pertencentes ou não a uma
determinada identidade e posicionando os indivíduos e grupos sociais nos
contextos sociais pelo processo da identificação, as identidades culturais
operam em um princípio de inclusão e exclusão, ao mesmo tempo que
estabelece relações de poder entre o Eu e o Outro.
Na afirmação da diferença são estabelecidos critérios de valor e o âmbito
da identidade cultural, por sua vez, é estabelecido pela ideologia. Assim,
cada um dispõe da *identidade *que convém ao papel que deve preencher na
conjuntura da sociedade de classe, de acordo com a ideologia desta
sociedade, que determina o que ele pode ser e que posição ele deve assumir.
Sociologicamente, a identidade preenche o espaço entre o mundo pessoal e o
mundo público, costurando, como afirma Hall, o sujeito à estrutura. No
entanto, as identidades não são fixas, essenciais ou permanentes, mas são
formadas e transformadas "continuamente em relação às formas pelas quais
somos representados ou interpelados nos sistemas culturais que nos rodeiam"
(p.13). Uma visão que conceba a identidade não como essência, mas como
posicionamento, pressupõe aceitar que também qualquer descrição de uma
identidade é parcial, refletindo um dado posicionamento no tecido social. Esses
"lugares" definem esferas de legitimidade que impõem, que colocam, com
autoridade indiscutível, atos de linguagem, discursos e práticas
específicas, dentro de um domínio específico de competência.(...) (Shirley
de Souza Gomes Carreira)
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Em 08/05/07, glerm soares <[EMAIL PROTECTED]> escreveu:
>
>
>
> Em 08/05/07, eiabel lelex <[EMAIL PROTECTED] > escreveu:
> >
> >
> > parando de encher lingüiça, e pelo fato dessa msg estar sendo
> > encaminhada para listas "abertas" de discussão, em rede, talvez fosse
> > necessária uma maior sensibilidade dos que dominam a linguagem digital para
> > o fato de que estão a se disporem em "compartilhar" conhecimentos que se
> > antenassem para os pobres mortais que nada entendem para que não se sintam
> > boiando diante de algum assunto que é também do seu interesse. Caso
> > contrário estar-se-a reproduzir o que a sociedade do espetaculo plantou em
> > muitos corações e mentes: o astro e a platéia, lindo de ver, assistir, mas
> > sem entender lhufas do que se está a dizer.
> >
>
> Daqui nem vejo o palco do boteco, apenas o balcão. Temos leite gelado?
>
> Saudações a todos que querem se expressar! GRITEM COM CAPSLOCK: EU ESTOU
> AQUI PRA FAZER AMIGOS!
>
> Se a wikipedia fosse um colégio (ou um glossário tão Aurélio ou
> Franciscano quanto uma ferramenta de Assis):
> http://pt.wikipedia.org/wiki/Bin%C3%A1rio
> http://pt.wikipedia.org/wiki/Sinal_Digital
>
> Alfabetização e AlfaBITzação são metáforas da mesma metonímia? they
> don't need my education?
>
> Com todo prazer eu aprenderia mais e mais a plantar mais e melhores
> árvores e das mais frutíferas. Sei que só sei que nada sei. E me convidem
> pra nadar quando forem.
>
>
> e quanto à Cultura:
> * http://pt.wikipedia.org/wiki/Cultura
> *
> *"Esta página precisa ser
reciclada<http://pt.wikipedia.org/wiki/Wikipedia:Reciclagem>
> *.
> *Sinta-se livre para
editá-la<http://pt.wikipedia.org/wiki/Ajuda:Guia_de_edi%C3%A7%C3%A3o/Formata%C3%A7%C3%A3o>para
que esta possa atingir um nível
> de
qualidade<http://pt.wikipedia.org/wiki/Ajuda:Como_escrever_um_bom_artigo>superior."
>
>
>
> *Entre o wiki e o papiro e todas culpas e dívidas, há um x-avante que
> fala basco, flamengo e rabisca mapas.
> http://pt.wikipedia.org/wiki/Basco
> http://pt.wikipedia.org/wiki/Flamengo_%28desambigua%C3%A7%C3%A3o%29
>
> E o dizem que Juruna gravava tudo!!
> http://pt.wikipedia.org/wiki/M%C3%A1rio_Juruna
>
>
> okupar, resistir!
>
> venga, "gringx". Lasciate ogne speranza, voi ch'intrate .
> http://it.wikipedia.org/wiki/Inferno_-_Canto_terzo
>
> ¿pergunte aos polvos?
>
>
> e afora liberdades lingüisticas (seja livre, foi o que me disseram
> quando cheguei) qualquer dúvida sobre mim, com toda minha prolixia e
> redundancia apelo novamente ao fato que estou aqui pra fazer
> amigos...agradecido.
>
> Aliás, havia mesmo uma pergunta: qual era?
>
> abraççzos
>
> glerm
>
>
>
>
>
>
>
> **
>
>
>
>
>