Isto foi na Febem, agora imagine dentro das penitenciárias onde a funap atua
(total de 135 em São paulo), rsrsrsrs.
Além de que os funcionárioas da Funap não são concursados e sim contratados.


Em 11/05/07, mbraz <[EMAIL PROTECTED]> escreveu:

globo e voce ... tudo a ver !

enquanto isto em sampalandia, a 'nova' presidente da febem esta'
preocupada com as horas extras de seus amados funcionarios:


http://www.mp.sp.gov.br/pls/portal/url/ITEM/2C336A0875C649F8E040A8C02C0169C0

-------------------------Fonte: Folha de São Paulo
--------------------------------------

Promotoria investiga presidente da Febem

Berenice Gianella é suspeita de pagar irregularmente horas extras quando
dirigia a Funap (fundação de amparo ao preso).Denúncia de irregularidade
partiu da diretora atual da Funap; conselho de política salarial do Estado
proíbe pagamento de horas extras

A Promotoria de Justiça da Cidadania de São Paulo abriu inquérito civil
para investigar denúncia de pagamento irregular de horas extras na Funap
(fundação de amparo ao preso) no período em que a instituição era dirigida
pela hoje presidente da Febem, Berenice Gianella.

A liberação de horas extras para cargos em comissão (nomeados por
indicação, sem concurso público) ocorreu em 2004. A denúncia partiu da
própria diretora atual da Funap, Lúcia Casali de Oliveira, que encaminhou
uma representação ao Ministério Público no começo deste ano.

A Funap também iniciou em 2006 apuração sobre o caso, que está em
andamento.

Berenice dirigiu a Funap -fundação ligada à Secretaria da Administração
Penitenciária que desenvolve programas sociais para presos e ex-detentos-
entre 2000 e 2005. Meses depois, assumiu a presidência da Febem (instituição
que passou a se chamar Fundação Casa no final de 2006).

Entre os documentos encaminhados pela Funap à Promotoria está um bilhete
supostamente escrito por Berenice. Na cópia a qual a Folha teve acesso, o
papel é timbrado com o símbolo da fundação.

Diz o texto: "Ana, como o comunicado da CPS [Conselho de Política
Salarial] veda a concessão de horas extras, é melhor rasgar o documento da
fl. [folha] 03. Peça para o Valter acertar a folha dele pagando duas horas
extras, três vezes por semana, para não dar muito na vista".

O bilhete se refere a Ana Claudia Marino Bellotti, então diretora
administrativa e financeira da Funap, e a Valter Bezerra Leite, gerente
interino de recursos humanos.

O comunicado do Conselho de Política Salarial do governo estadual nº
01/2003, também citado no bilhete, proíbe o pagamento de horas extras "sob
pena de responsabilidade dos respectivos gestores".

A medida de contenção de verba foi adotada pelo governo do Estado por
causa de gastos excessivos de pessoal identificados no ano anterior,
superando o limite imposto pela lei. O Ministério Público vai investigar se
foi montado um esquema para driblar esse controle e pagar as horas extras.

Autorizações

Além do bilhete que teria sido escrito por Berenice, a atual gestão da
Funap encaminhou ao Ministério Público 44 autorizações de pagamento de horas
extras assinadas por Berenice ou por outros funcionários do setor de
recursos humanos.

O total de horas extras e os valores não foram calculados. Das 44
autorizações contidas no inquérito civil, 31 delas têm a descrição de
valores. Somente a soma desses casos fica em R$ 98.142,50. O maior valor
liberado em uma única autorização foi de R$ 7.595,57.

Relatórios da Funap encaminhados ao Ministério Público também trazem uma
listagem de 19 supostos beneficiados com o pagamento de horas extras. Os
pagamentos mais freqüentes são para diretores, superintendentes e gerentes.
Na maioria dos casos, eram pagas duas horas extras por dia.

Além de Berenice, pelo menos outros dois gerentes de recursos humanos
assinam as liberações de horas extras contidas no inquérito.

-------------------------Fonte: Folha de São Paulo
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mbraz

Em 11/05/07, Joesér Alvarez <[EMAIL PROTECTED]> escreveu:
>
>  *COMO FABRICAR UM BANDIDO*
>
>
> Escolha uma criança, de preferência negra e de uma família de prole
> numerosa; é recomendável o sexto ou sétimo filho, e que o pai seja omisso no
> cumprimento do exercício do poder familiar e sequer tenha registrado seu
> filho. Os irmãos devem preferencialmente ser de pais diferentes e, a mãe, se
> não for alcoólatra, deve estar desempregada. Deve residir em comunidade onde
> o poder público só comparece para trocar tiros e deixar vítimas. Esta não
> pode ter escola, nem posto de saúde e deve receber com freqüência a visita
> do 'caveirão'. Será fácil achar essa comunidade no Rio de Janeiro.
>
> Ensine, desde cedo a essa criança, que ela não é amada, que é rejeitada
> por sua própria mãe, que a todo instante demonstra sua insatisfação com a
> maternidade. Para tanto, espanque-a pelo menos três vezes ao dia para que
> ela saiba que, na vida, tudo tem que ser tratado com muita violência. Impeça
> qualquer possibilidade de desenvolver-se sadia, pois esse fato estragará
> todo o seu projeto. Importante: repita sempre para essa criança que ela é
> má, coisa ruim e odiada pela família, principalmente porque chegou para
> dividir o pequeno espaço que os abriga e a escassa alimentação.
>
> Pode-se optar por deixá-la em casa, na ociosidade, afinal faltam vagas
> nas creches do município, ou se preferir, encaminhe-a para uma escola onde
> os professores faltem muito e que as greves sejam freqüentes, caso contrário
> ela pode correr o risco de gostar de estudar e aí ser muito difícil
> continuar analfabeto, o que pode colocar em risco o seu projeto.
>
> Na escola, procure discriminá-la e desestimular seu estudo, reprovando-a
> sempre. E, se praticar alguma traquinagem, expulse-a da escola. Importante
> também: não permita que seja alfabetizada porque ela pode desejar entrar no
> competitivo mercado de trabalho e ocupar o espaço reservado aos filhos das
> elites.
>
> Outra opção interessante é colocar a criança para trabalhar desde muito
> cedo. Infância pra que? Perder tempo com brincadeiras não é coisa para
> criança favelada. Tem mesmo é que ganhar a vida muito cedo e ainda trazer
> dinheiro para sustentar a família faminta. A rua está cheia de espaço
> público para que elas fiquem vendendo balas e jogando bolinhas até que possa
> ser 'usada' na exploração sexual, uma atividade lucrativa muito estimulada
> por adultos.
>
> Fragilize-a. Não permita qualquer acesso á saúde; médicos e medicamentos
> devem ser mantidos à distância. Os hospitais públicos devem ser sucatados.
> Afinal, é preciso garantir os lucros cada vez maiores dos poderosos planos
> de saúde. Para acelerar sua debilidade, aproxime-a das drogas; a cola de
> sapateiro é um bom começo e ajuda a 'matar a fome'. Se usar maconha, prenda
> logo esse marginal por estar usando uma droga tão cara já que têm disponível
> a cola e o 'crack' muito mais barato.
>
> A campanha pela redução da responsabilidade penal é imprescindível para
> pôr logo esses 'perigosos bandidos' na cadeia. Afinal são eles os grandes
> responsáveis por tanta violência ainda que os índices oficiais não cheguem a
> 2% dos atos violentos atribuídos aos jovens, e o Instituto de Segurança
> Pública do Rio de Janeiro tenha constatado que eles são agentes de violência
> num percentual de 9,8% contra 91,2% onde são vítimas. Pura manipulação dos
> dados para favorecer estes 'trombadinhas'. Reduzindo a responsabilidade
> penal você fica livre mais rápido dessa 'sujeira' que ocupa os logradouros
> públicos, denunciando a incompetência dos administradores públicos para
> implementar as políticas públicas necessárias para a promoção dos excluídos
> à categoria de cidadãos.
>
> É claro que eles já têm maturidade para responder por seus atos
> criminosos. Afinal, assistem diariamente às nossas pedagógicas novelas e são
> informados pelos despretensiosos noticiários, que mesmo tratando o
> telespectador como a família Flinstones, a mídia jamais influencia a nossa
> 'livre' opinião. E, claro, todas as crianças e adolescentes do Brasil têm à
> sua disposição as melhores escolas do mundo.
>
> A educação pública também deve ser da pior qualidade. Onde já se viu o
> ensino público competir com os tubarões do ensino particular? Caso isso
> venha a ocorrer, como manter os altos preços das mensalidades escolares? E a
> queda do lucro * e isso, nunca! Aquela idéia maluca de construir escolas de
> atendimento integral, com médicos, dentistas, atividades
> profissionalizantes, prática esportiva felizmente já saiu de pauta. Ficamos
> livres daqueles insanos, que já morreram. Queriam aplicar todo nosso
> dinheirinho dos mensalões e sangue suga em educação. Que desperdício!
>
> Pode-se até fazer concessões com relação ao lazer. Deixe-a soltar pipas
> e foguetes, somente se estiver a serviço dos bandidos. Isso pode ser muito
> lucrativo para essa criança. O tráfico dá a ela a oportunidade que os
> empresários negam, de participar na divisão das riquezas com seu 'trabalho
> ilícito'. Pode-se permitir, também, que brinque de mocinho e bandido e que
> as armas sejam de verdade, assim morrem mais rápido. As estatísticas mostram
> essa realidade.
>
> O direito à convivência comunitária lhe deve ser assegurado, mas com
> ressalvas. Mantenha-a em uma comunidade comandada pela bandidagem. Ali ela
> não terá outra opção: ou adere ou morre. Se aderir, isso será por pouco
> tempo, porque logo será presa; é mais fácil prender crianças como 'bucha de
> canhão' do que os adultos que as exploram e coagem; ou, então, logo ela será
> um número nas estatísticas do extermínio. Vez por outra, deixe-a fazer um
> estágio nas 'escolas de infratores'. A convivência com outros adolescentes
> de mais idade, que praticam infrações mais graves, poderá aperfeiçoá-la e
> promovê-la a outra categoria do crime. Detalhe: essa 'escola' deve estar à
> margem das normas do Estatuto da Criança e do Adolescente e os 'educadores'
> devem odiar crianças e estar sempre munidos de palmatórias e cassetetes. Não
> pode essa escola ser dotada de qualquer proposta pedagógica, porque corre o
> risco de desviar o adolescente de seu destino criminológico.
>
> Providencie uma poderosa campanha publicitária na mídia para que a
> opinião pública eleja essa criança seu inimigo público número um. Exiba
> sempre, nas primeiras páginas dos jornais, toda e qualquer infração
> praticada por criança ou adolescente, ainda que essa violência a eles
> atribuída seja uma raridade. Repita, sempre, nos maiores jornais e emissoras
> de televisão que ela é uma perigosa assassina, responsável por toda a
> violência existente no país. Nunca admita a efetivação dos preceitos
> constitucionais que lhe garantem direitos fundamentais que são
> costumeiramente desrespeitados pela família, pelo Estado e pela sociedade.
> Nunca diga que ela é vítima da omissão e da ausência de políticas básicas;
> isso pode ser considerado demagogia e a até acusarem você de defensor dos
> direitos humanos, o que é um conceito pejorativo no meio dos humanos.
>
> Com uma campanha desse tipo, garante-se que os verdadeiros bandidos e
> mafiosos ficarão em segundo plano. Corruptos fraudadores, ladrões do
> dinheiro público só merecem publicidade uma vez ou outra para disfarçar. A
> ênfase maior deve ser dada ao 'pivete', 'trombadinha' e 'dimenor".
>
> Nunca deixe que se faça uma campanha para a colocação em família
> substituta: isso pode reduzir em muito o exército dos excluídos e considerar
> mais uma forma desleal de competição com nossos 'mauricinhos' e
> 'patricinhas".
>
> Tudo que você proíbe a essas crianças estimule aos outros adolescentes.
> Deixe que freqüentem boates promíscuas onde podem exercitar suas carências
> afetivas agredindo os outros e usando drogas. Lá a venda de bebidas
> alcoólicas é livre para adolescentes abastados. O sexo é livre e sem
> limites. Nossos filhos precisam aprender a serem 'homens' desde cedo. O
> acesso às drogas é permitido e até estimulado. Deixe que essa criança
> perceba que existe essa diferença no tratamento aos cidadãos que vivem sob a
> mesma lei. Isso servirá para aumentar as diferenças sociais, o ódio e a
> frustração de não poder ser tratada como o outro.
>
> Pronto, você conseguiu, finalmente, criar o seu monstro. Agora conviva
> com ele.
>
>
>
>
>
>
>
> Autor:Desembargador Siro Darlan
>
>
>
> FONTE:
> 
http://www.tj.rj.gov.br/assessoria_imprensa/opiniao/opiniao.htm?tipo=1&noticia=/assessoria_imprensa/opiniao/2007/04/opin2007-04-20_i.htm
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