Em 03/08/07, [EMAIL PROTECTED]<[EMAIL PROTECTED]> escreveu:
> Send Metarec mailing list submissions to
>         [email protected]
>
> To subscribe or unsubscribe via the World Wide Web, visit
>         http://www.colab.info/cgi-bin/mailman/listinfo/metarec
> or, via email, send a message with subject or body 'help' to
>         [EMAIL PROTECTED]
>
> You can reach the person managing the list at
>         [EMAIL PROTECTED]
>
> When replying, please edit your Subject line so it is more specific
> than "Re: Contents of Metarec digest..."
>
>
> Today's Topics:
>
>    1. Oficinas de MetaReciclagem, Projeto Casa Brasil, Mossor?-RN
>       (Marcos Costa)
>    2. Re: Metareciclando a Educa??o (Hudson)
>
>
> ----------------------------------------------------------------------
>
> Message: 1
> Date: Fri, 3 Aug 2007 11:50:47 -0300
> From: "Marcos Costa" <[EMAIL PROTECTED]>
> Subject: [MetaReciclagem] Oficinas de MetaReciclagem, Projeto Casa
>         Brasil, Mossor?-RN
> To: [email protected]
> Cc: [EMAIL PROTECTED]
> Message-ID:
>         <[EMAIL PROTECTED]>
> Content-Type: text/plain; charset="iso-8859-1"
>
> Olá pessoal,
> Meu nome é "Marcos Costa", sou monitor do Projeto Casa Brasil, Telecentro
> comunitário, Mossoró-RN.
> Queria informar, mesmo com atraso, que no nosso telecentro montamos uma
> turma de MetaReciclagem. Nosso intuito é capacitar os participantes em
> montagem/desmontagem de hardware e migração para software livre, visando a
> transformação socio-politico -cultural de  cada um(a).
>
> Antes, entre e depois (d)as máquinas existe a mão humana ...
>
> Devemos, primeiramente, trabalhar o homem.
> Depois, a máquina
>
> Abraços a todos e todas
> Marcos Costa
> Projeto Casa Brasil, Mossoró-RN
> -------------- next part --------------
> An HTML attachment was scrubbed...
> URL: 
> http://mail.dischosting.nl/pipermail/metarec/attachments/20070803/5a0a6054/attachment.htm
>
> ------------------------------
>
> Message: 2
> Date: Fri, 3 Aug 2007 11:52:37 -0300
> From: Hudson <[EMAIL PROTECTED]>
> Subject: Re: [MetaReciclagem] Metareciclando a Educa??o
> To: "Lista do projeto MetaReciclagem" <[email protected]>
> Message-ID:
>         <[EMAIL PROTECTED]>
> Content-Type: text/plain; charset="windows-1252"
>
> Acessei o link http://giannell.sites.uol.com.br , show de bola mesmo, qual é
> a sua visão de metareciclagem na educação??? começei a me questionar onde se
> encaixa isto, devido a isto ue começei colocar a caxola a funcionar em
> leituras de tecnologia na educação.
>
> Em 03/08/07, Hudson <[EMAIL PROTECTED]> escreveu:
> >
> > mais um materia para leitura, precisamos conversar mais Mirian, prazer em
> > conhece-lá....
> >
> > Em 03/08/07, Mirian Giannella <[EMAIL PROTECTED]> escreveu:
> > >
> > >   O mestre-aprendiz
> > >
> > >
> > >
> > > Mirian Giannella
> > >
> > >
> > >
> > > *Incentivar o aprendizado aprendendo junto! *
> > >
> > > *Pelo compromisso com a educação, com o educador, o educando e o *
> > >
> > > *crescimento recíproco!*
> > >
> > >
> > >
> > > Legal é o educador que incentiva as iniciativas do educando, que está
> > > junto; ajuda, mas não muito; encoraja, dá força, estimula com novas 
> > > idéias,
> > > reconhece as pequenas aquisições, nomeia o que foi criado e o que se pode
> > > fazer; complementa situando no contexto sócio-histórico, suplementa, pensa
> > > no que falta, acrescenta algo mais; pergunta ao invés de dar a resposta; 
> > > faz
> > > pensar; elabora junto; propicia situações de aprendizagem a partir do
> > > interesse do aluno.
> > >
> > > Legal é o professor que coloca o aluno em posição de sujeito ativo
> > > participante das decisões, pois só assim ele é incluído e se compromete 
> > > com
> > > o projeto, uma vez implicado no processo de construção daquele 
> > > conhecimento,
> > > podendo se situar e atuar no mundo dos humanos, com sua história e 
> > > dignidade
> > > de humano respeitadas, que embora diferente   - cada um, cada um -  sempre
> > > capaz de abertura para o aprendizado.
> > >
> > > Por ser humano, aprende errando; então, por que transformar o erro em
> > > tragédia, quando ele serve justamente de baliza, de referência do que se
> > > pode ou não fazer? De como fazer? O erro situa no mundo!
> > >
> > > Vamos combinar? Chamar aluno de burro, não vale! Colocar aluno, filho,
> > > irmão, amigo no lugar de louco, deficiente, incapaz, bandido, destitui o
> > > sujeito, aniquila-o através da linguagem. Diminuir, desvalorizar, 
> > > subestimar
> > > não é a pedagogia adequada! Demonstra o desconhecimento do valor das
> > > palavras, da capacidade criadora e mobilizadora que as palavras podem ter
> > > para despertar a inteligência e a graça da vida! Há algo mais legal do que
> > > brincar com as palavras?
> > >
> > > Humilhar o aluno demonstra igualmente a não compreensão de que a criança
> > > se identifica com a imagem que fazemos dela. Também demonstra a não
> > > compreensão da transferência de saber que deve se operar, que nada mais é 
> > > do
> > > que amor, acreditar, dar crédito, investir, acrescentar, somar. 
> > > Assimilamos
> > > dos outros quando nos identificamos com eles. Quanto mais amamos o
> > > professor, mais temos vontade de aprender, de ir à aula, não é assim? Quem
> > > nunca vivenciou uma paixão por um mestre e já não sentiu como investimos
> > > energia na matéria dele?
> > >
> > > Para o aprendizado do se situar no mundo dos humanos é necessário
> > > abertura, pois o caminho pode ser cheio de descobertas novas para os
> > > pesquisadores, os inteligentes que atuam no aqui e agora, abertos para o 
> > > que
> > > o outro traz consigo, sem esquecer a criança que foram e conseguindo 
> > > jogar o
> > > jogo do mestre-aprendiz, incentivar o aprendizado aprendendo junto!
> > >
> > > A formação de educador é necessária para elaborar a imagem que se tem de
> > > aluno. É o aluno saco vazio o qual caberá o professor encher? É o aluno 
> > > que
> > > aprende copiando da lousa quietinho sentadinho na carteirinha? Vida é
> > > movimento, gente!
> > >
> > > A formação do educador é necessária também para elaborar as
> > > identificações com os adultos que o cercaram. Quem está excluído de si
> > > mesmo? A sua sombra, o seu lado feminino, o seu lado fraco, cansado,
> > > deprimido? Aceitar o feminino, integrar a sombra significa aceitar que a
> > > todos falta por sermos divididos pela linguagem, que não diz tudo, mas 
> > > que é
> > > o nosso meio de comunicação. E o desejo sendo o de comunicação, os
> > > educadores são convocados a se tornar comunicadores e a convocar os 
> > > alunos a
> > > comunicar. É a linguagem que nos humaniza, então precisamos investir a
> > > linguagem, mais leitura para assimilar um código mais amplo e poder nos
> > > situar em diversos contextos e não apenas naquele restrito aos alunos, 
> > > pois
> > > os professores são, muitas vezes, convocados a fazer relatórios e reuniões
> > > com os pais e devem usar da arte do bem-dizer também com os alunos.
> > >
> > > A formação do educador é necessária também para se situar no "seu"
> > > projeto educacional e "todo projeto educacional inclui a utopia, educa-se
> > > para a sociedade daqui a 20 anos. Que sociedade se espera? Que homem?
> > >
> > > "Todo projeto educacional tem uma concepção de...", lembrei do Curso de
> > > Formação de Educadores da Escola Ibeji, ministrado por Lena Bartman, em
> > > 2000, que resumo a seguir e que, espero, possa provocar a reflexão e o
> > > debate neste momento de Brasil em que estamos perdendo o controle sobre 
> > > uma
> > > sociedade que se marginaliza.
> > >
> > > O aprendizado pode ser vivificante, interessante, alegre, prazeroso e
> > > isto só depende da qualidade dos professores que deveriam garantir para 
> > > que
> > > fosse assim. A escola pública continua numa abordagem muito tradicional e
> > > precisa criar maior dinâmica e dialogia com os alunos se não quiser
> > > continuar reproduzindo a exclusão. Crianças desvalorizadas, rebaixadas, 
> > > sem
> > > educação reproduzirão a miséria, a ignorância e a violência que sofreram.
> > >
> > > Vi que o aluno, o mais fraco, está levando toda a culpa da incompetência
> > > brasileira de resolver as suas questões e com certeza a corrupção 
> > > representa
> > > um papel importante no descaminho dessa sociedade. Ou o projeto é mais
> > > perverso e trata-se de produzir escravos? Minar as capacidades criadoras e
> > > intelectivas e fazer a criança tombar, minada pela droga e a violência?
> > >
> > > Vamos, mesmo assim, projetar nossos melhores sonhos para realizar esta
> > > utopia de um Brasil possível e formar indivíduos que tenham recursos para 
> > > se
> > > adaptar a um futuro não previsível, homens autônomos, responsáveis,
> > > críticos, solidários e com vínculo com o coletivo?
> > >
> > >
> > > *PROJETO EDUCACIONAL*
> > >
> > > O Projeto educacional existe dentro de um contexto, como se fosse uma
> > > rede em que o entorno é a complexidade da sociedade. Muitos níveis 
> > > coexistem
> > > ao mesmo tempo.
> > >
> > > Deve criar mecanismos de renovação do próprio projeto educacional.
> > >
> > > *TODO PROJETO EDUCACIONAL TEM UMA CONCEPÇÃO DE :*
> > >
> > > *Homem: *Qual é o homem? Nasce pronto? Muda? Constrói? Quer desenvolver?
> > >
> > >
> > > *Sociedade: *A sociedade é o que sempre foi ou se transforma, dá espaço,
> > > elabora-se, aprimora-se?
> > >
> > > *Ensino/aprendizagem: *Quem é esse que aprende? Quem é esse que ensina?
> > > É alguém que sabe tudo e vai ensinar para quem não sabe nada? Ah, a
> > > dialogia. Aprendizagem por memória ou por elaboração dos conhecimentos?
> > >
> > > *Práticas escolares: *Processo de avaliação, inclusão (de alunos
> > > diferentes), tarefa (classe, casa), valores e atitudes, sistema de 
> > > formação
> > > continuada para professores, coordenadores e diretores, relações com o
> > > mundo: instituições, universidades, ONGs, Secretaria da Educação, da
> > > Cultura, MEC.
> > >
> > > *Política: *Todo projeto educacional tem uma visão política **que o
> > > embasa. Vai continuar reproduzindo a exclusão, a miséria e a ignorância? A
> > > serviço de quem estão?
> > >
> > > *Conhecimento: *O conhecimento está dado ou é construído? Sabe-se hoje
> > > que é histórico, provisório e feito por pessoas.
> > >
> > > *Currículo: *Quais conteúdos vou escolher ou abandonar? Trabalha com
> > > recortes do conhecimento considerados importantes em sala de aula. Disto
> > > decorre os princípios da escola. Se o projeto é explicitado pode-se dar
> > > autonomia, responsabilidade. Constitui a identidade da escola e gera
> > > concordância ou discordância, gerando diferenças necessárias. O que se
> > > mantém e o que se transforma?
> > >
> > > *Utopia: *Educa-se para a sociedade daqui a 20 anos. Que sociedade se
> > > espera? Que homem?
> > >
> > > A escola pública segue ainda uma pedagogia muito tradicional. Comparem
> > > as concepções pedagógicas abaixo explicitadas!
> > >
> > >
> > >   *
> > > *
> > > *AS DIFERENTES CONCEPÇÕES PEDAGÓGICAS*  * * *CONCEPÇÃO *
> > >
> > >
> > >
> > > * *
> > >
> > > *TRADICIONAL*
> > >
> > > * *
> > >
> > > *ROMÂNTICA*
> > >  * * *CONSTRUTIVISTA*
> > >
> > > HOMEM E SOCIEDADE
> > >
> > > Respeito unilateral
> > >
> > > Religião obrigatória
> > >
> > > Apolítico
> > >
> > > Não crítico
> > >
> > > Autoridade do professor
> > >
> > > Aluno obediente
> > >
> > > Ser humano
> > >
> > > Valoriza a autonomia
> > >
> > > Autoritarismo do aluno
> > >
> > > Ser pensante
> > >
> > > Reflexivo
> > >
> > > Com recursos
> > >
> > > Crítico
> > >
> > > Liberdade de expressão
> > >
> > > ENSINO/APRENDIZAGEM
> > >
> > > Professor autoritário/sabe tudo
> > >
> > > Aluno passivo com medo/não sabe nada/depósito de conhecimento
> > >
> > > Repetição/cópia
> > >
> > > Professor omisso/Não sabe nada
> > >
> > > Descoberta
> > >
> > > Insight
> > >
> > > Aluno sabe tudo
> > >
> > > Curioso
> > >
> > > Sensível
> > >
> > > Construção da identidade
> > >
> > > Transdisciplinariedade
> > >
> > > CONHECIMENTO/CURRÍCULO
> > >
> > > Pacote de verdades teóricas
> > >
> > > Disciplinas fragmentadas
> > >
> > > Interdisciplinariedade
> > >
> > > Problemas
> > >
> > > Projetos
> > >
> > > Temas de pesquisa
> > >
> > > Tema gerador
> > >
> > > Aprendizado na interação
> > >
> > > Aceitar diferenças
> > >
> > > Dialógico
> > >
> > > Síntese não fragmentar
> > >
> > > Fortalecer características de cada área
> > >
> > > PRÁTICAS ESCOLARES
> > >
> > > Práticas rígidas
> > >
> > > Aparência padronizada
> > >
> > > Disciplina
> > >
> > > Conteúdos memorizados
> > >
> > > Criatividade
> > >
> > > Inventividade
> > >
> > > Psicologismo
> > >
> > > Conhecimento prático vivenciado
> > >
> > > Discussão com coordenador
> > >
> > > Prova é um dos instrumentos de avaliação
> > >
> > > Instrumento de conhecimento
> > >
> > > RELAÇÃO FAMÍLIA/MUNDO
> > >
> > > Visão burocrática do conhecimento
> > >
> > > Quantitativo
> > >
> > > Sanção por expiação
> > >
> > > Disciplina
> > >
> > > Escola claustro
> > >
> > > Pode tudo
> > >
> > >
> > >
> > >
> > >
> > > Indiscriminação de gerações
> > >
> > > Sanções por reciprocidade
> > >
> > > Parceria, funções diferentes
> > >
> > > Escola socializadora
> > >
> > > Regras do que é público
> > >
> > >
> > >
> > > Mirian Giannella é educadora e psicanalista, tem diversos artigos
> > > publicados.
> > >
> > > Tel: (55 11) 37 26 81 19 - [EMAIL PROTECTED] /
> > > http://giannell.sites.uol.com.br
> > >
> > >
> > >
> > >
> > >
> > > Outros textos que vêm contribuir com o debate.
> > >
> > >
> > >
> > > TEORIAS DA APRENDIZAGEM
> > >
> > >
> > >
> > > As teorias da aprendizagem que predominam nas tendências da educação
> > > contemporânea são aquelas desenvolvidas por Jean Piaget e as desenvolvidas
> > > por Vygotsky, porém muitas outras teorias encontram-se presente nas 
> > > práticas
> > > educativas desde os primórdios. A seguir as quatro principais teorias da
> > > aprendizagem.
> > >
> > >
> > >
> > > BEHAVIORISMO
> > >
> > > Jonh B. Watson (1878-1958) cunhou o termo behaviorismo para deixar claro
> > > que sua preocupação era com os aspectos observáveis do comportamento. O
> > > behaviorismo supõe que o comportamento inclui respostas que podem ser
> > > observadas e relacionadas com eventos que as precedem (estímulos) e as
> > > sucedem (conseqüências). São também chamadas teorias estímulo-resposta. De
> > > acordo com o pensamento comportamentalista, a conduta dos indivíduos é
> > > observável e mensurável, similarmente aos fatos e eventos nas ciências
> > > naturais e nas exatas. O comportamentalismo tem as suas raízes nos 
> > > trabalhos
> > > pioneiros de Watson e Pavlov, mas a criação dos princípios e da teoria em
> > > si, foi da responsabilidade do psicólogo americano Bhurrus Skinner (1953),
> > > que se tornou o representante mais importante da escola comportamental, ao
> > > descrever o condicionamento operante (aquando da sua experiência do rato 
> > > na
> > > caixa de Skinner). O condicionamento operante explica que quando um
> > > comportamento ou atitude é seguida da apresentação de um reforço positivo
> > > (agradável), o comportamento repete-se. Os três postulados centrais do
> > > Behaviorismo são:
> > >
> > >
> > >
> > > - A Psicologia é a ciência do comportamento, e não a ciência da mente.
> > >
> > > - O comportamento pode ser descrito e explicado sem recorrer aos
> > > esquemas mentais ou aos esquemas psicológicos internos.
> > >
> > > - A fonte dos comportamentos (os estímulos) é externa, vinculada ao meio
> > > e não aos esquemas internos individuais.
> > >
> > >
> > >
> > > EPISTEMOLOGIA GENÉTICA – PIAGET
> > >
> > >
> > >
> > > A Epistemologia Genética é a teoria desenvolvida por Jean Piaget
> > > (1896-1980), e consiste numa combinação das teorias então existentes, o
> > > apriorismo e o empirismo. Piaget não acredita que todo o conhecimento 
> > > seja,
> > > inerente ao próprio sujeito, como postula o apriorismo, nem que o
> > > conhecimento provenha totalmente das observações do meio que o cerca, como
> > > postula o empirismo.
> > >
> > > Para Piaget, o conhecimento é gerado através de uma interação do sujeito
> > > com seu meio, a partir de estruturas existentes no sujeito. Assim sendo, a
> > > aquisição de conhecimentos depende tanto das estruturas cognitivas do
> > > sujeito como de sua relação com o objeto. Para Piaget, a construção do
> > > conhecimento se dá através da interação da experiência sensorial e da 
> > > razão.
> > >
> > >
> > > A interação com o meio (pessoas e objetos) são necessários para o
> > > desenvolvimento do indivíduo.
> > >
> > >
> > > Estágios de desenvolvimento
> > >
> > >
> > > Para Piaget, o desenvolvimento humano obedece certos estágios
> > > hierárquicos, que decorrem do nascimento até se consolidarem por volta dos
> > > 16 anos. A ordem destes estádios (ou estágios) seria invariável e 
> > > inevitável
> > > a todos os indivíduos.
> > >
> > >
> > > Estágio sensório-motor (do nascimento aos 2 anos) - a criança desenvolve
> > > um conjunto de "esquemas de ação" sobre o objeto, que lhe permitem 
> > > construir
> > > um conhecimento físico da realidade. Nesta etapa desenvolve o conceito de
> > > permanência do objeto, constrói esquemas sensório-motores e é capaz de 
> > > fazer
> > > imitações, construindo representações mentais cada vez mais complexas.
> > >
> > >
> > > Estágio pré-operatório (dos 2 aos 6 anos) - a criança inicia a
> > > construção da relação causa e efeito, bem como das simbolizações. É a
> > > chamada idade dos porquês e do faz-de-conta.
> > >
> > >
> > > Estágio operatório-concreto (dos 7 aos 11 anos) - a criança começa a
> > > construir conceitos, através de estruturas lógicas, consolida a 
> > > conservação
> > > de quantidade e constrói o conceito de número. Seu pensamento apesar de
> > > lógico, ainda está preso aos conceitos concretos, não fazendo ainda
> > > abstrações.
> > >
> > >
> > >
> > > Estágio operatório-formal (dos 11 aos 16 anos) - fase em que o
> > > adolescente constrói o pensamento abstracto, conceitual, conseguindo ter 
> > > em
> > > conta as hipóteses possíveis, os diferentes pontos de vista e sendo capaz 
> > > de
> > > pensar cientificamente.
> > >
> > >
> > >
> > > Estrutura e aprendizagem
> > >
> > >
> > >
> > > Na concepção piagetiana, a aprendizagem só ocorre mediante a
> > > consolidação das estruturas de pensamento, portanto a aprendizagem sempre 
> > > se
> > > dá após a consolidação do esquema que a suporta, da mesma forma a passagem
> > > de um estádio a outro estaria dependente da consolidação e superação do
> > > anterior.
> > >
> > > SÓCIO-INTERACIONISMO – VYGOTSKY
> > >
> > >
> > >
> > > Os estudos de Vygotsky (1896-1934), postulam uma dialética das
> > > interações com o outro e com o meio, como desencadeador do 
> > > desenvolvimento.
> > > Para Vygotsky o desenvolvimento cognitivo é produzido pelo processo de
> > > interiorização da interação social com materiais fornecidos pela cultura. 
> > > As
> > > potencialidades do indivíduo devem ser levadas em conta durante o processo
> > > de ensino-aprendizagem. O sujeito é não apenas ativo, mas interativo, pois
> > > forma conhecimentos e constitui-se a partir de relações intra e
> > > interpessoais. Para Vygotsky e seus colaboradores, o desenvolvimento é
> > > impulsionado pela linguagem. Eles acreditam que a estrutura dos estádios
> > > descrita por Piaget seja correta, porém diferem na concepção de sua 
> > > dinâmica
> > > evolutiva. Enquanto Piaget defende que a estruturação do organismo 
> > > precede o
> > > desenvolvimento, para Vygotsky é o próprio processo de aprender que gera e
> > > promove o desenvolvimento das estruturas mentais superiores.
> > >
> > >
> > >
> > > Zona de Desenvolvimento Proximal
> > >
> > >
> > >
> > > Um ponto central da teoria vygotskyana é o conceito de Zona de
> > > Desenvolvimento Proximal (ZDP), que afirma que a aprendizagem acontece no
> > > intervalo entre o conhecimento real e o conhecimento potencial. Em outras
> > > palavras, a ZDP é a distância existente entre o que o sujeito já sabe e
> > > aquilo que ele tem potencialidade de aprender. Seria neste campo que a
> > > educação atuaria, estimulando a aquisição do potencial, partindo do
> > > conhecimento da ZDP do aprendiz, para assim intervir. O conhecimento
> > > potencial, ao ser alcançado, passa a ser o conhecimento real e a ZDP
> > > redefinida a partir do que seria o novo potencial.
> > >
> > >
> > >
> > > Interacionismo e desenvolvimento
> > >
> > >
> > >
> > > Nessa concepção, as interações têm um papel crucial e determinante. Para
> > > definir o conhecimento real, Vygotsky sugere que se avalie o que o 
> > > sujeito é
> > > capaz de fazer sozinho, e o potencial aquilo que ele consegue fazer com
> > > ajuda de outro sujeito. Assim, determina-se a ZDP e o nível de riqueza e
> > > diversidade das interações determinará o potencial atingido. Quanto mais
> > > ricas as interações, maior e mais sofisticado será o desenvolvimento.
> > >
> > >
> > >
> > > ENFOQUE HUMANISTA - ROGERS
> > >
> > > A idéia que norteia esta teoria está baseada no princípio do ensino
> > > centrado no aluno. Este possui liberdade para aprender, e o crescimento
> > > pessoal é valorizado. O pensamento, sentimentos e ações estão integrados. 
> > > O
> > > autor humanista mais conhecido é Rogers (1902 –1987). O enfoque humanista 
> > > vê
> > > o aprendiz em sua totalidade. Nesta abordagem, o importante é a
> > > auto-realização, o crescimento pessoal. A auto-realização segundo Rogers 
> > > é o
> > > nível mais alto da saúde psicológica, denominada funcionamento pleno.
> > >
> > > A aprendizagem significativa é auto-centrada e estimulada pelo
> > > relacionamento entre aluno e o facilitador da aprendizagem. Rogers acha 
> > > que
> > > todos os seres humanos têm uma propensão natural para aprender. O papel do
> > > professor é facilitar tal aprendizado. A teoria humanista:
> > >
> > > - Vê o ser que aprende primordialmente como pessoa;
> > >
> > > - Valoriza a auto-realização e o crescimento pessoal;
> > >
> > > - Vê o indivíduo como fonte de seus atos e livre para fazer escolhas;
> > >
> > > - A aprendizagem não se limita a um aumento de conhecimentos, ela influi
> > > nas
> > >
> > > escolhas e atitudes do aprendiz;
> > >
> > > - O aprendiz é visto como sujeito, e a auto-realização é enfatizada.
> > >
> > >
> > >
> > >
> > >      Pesquisa em Educação: concepções, memórias e observações
> > >
> > > Wanderlei Margotti Karam
> > >
> > >
> > >
> > > *Não há ensino sem pesquisa e pesquisa sem ensino.*
> > >
> > > *Paulo Freire).*
> > >
> > > O significado da palavra pesquisa, originário do latim perquiro, sugere
> > > uma busca feita com cuidado e profundidade e não apenas um levantamento
> > > aleatório e superficial (BAGNO, 1999, p. 17). Para Hoffmann (2001, p. 20)
> > > pesquisa é: coleta de informações, análise e compreensão dos dados 
> > > obtidos.
> > > Segundo o dicionário Aurélio, ela é definida como "[...] investigação e
> > > estudo, minuciosos e sistemáticos, com o fim de descobrir fatos relativos 
> > > a
> > > um campo do conhecimento" (FERREIRA, 2004, p. 627). Portanto, a pesquisa 
> > > não
> > > se resume somente na obtenção de dados. Pesquisar é também saber trabalhar
> > > com estes. As habilidades de analisar, avaliar, compreender e 
> > > sistematizar,
> > > também, fazem parte do seu significado.
> > >
> > > A pesquisa sempre vem associada a dois fatores: observação e indagação.
> > > Quer seja na busca de explicações para os fenômenos naturais, na tentativa
> > > de descoberta do mecanismo de diversas tecnologias ou até mesmo na 
> > > percepção
> > > funcional do corpo humano; são estes alguns dos fatores que servem de
> > > alicerce e de ponto de partida para qualquer tipo e nível de pesquisa.
> > >
> > > É preciso salientar que, na pesquisa, o mais importante é o processo
> > > como um todo e não somente o resultado alcançado. Quantas informações,
> > > conhecimentos e conceitos foram necessários para se chegar ao resultado
> > > final? Isto com certeza não pode ser ignorado.
> > >
> > > Muitos professores acreditam que lecionar é dar respostas prontas a
> > > todos os questionamentos dos educandos. Com isso, o docente –
> > > conscientemente ou não – acaba inibindo o estímulo do aluno pela 
> > > pesquisa. O
> > > discente se torna apenas um receptor de informações e não um cidadão 
> > > crítico
> > > e capaz de transformar o conhecimento apreendido em situações práticas do
> > > seu dia-a-dia. A função do professor "não é de apenas transmitir 
> > > conteúdos,
> > > e sim ensinar a aprender" (BAGNO, 1999, p. 14). A pesquisa pode ser uma
> > > excelente ferramenta para tornar o processo de ensino e de aprendizagem 
> > > mais
> > > prazeroso e mais próximo da realidad e do educando.
> > >
> > > Como bem diz Hintz (2004, p. 11), "pesquisar significa não satisfazer-se
> > > com que se apresenta na superfície, [...] significa embrear-se no objeto 
> > > em
> > > estudo [...] é sentir-se afetado pela curiosidade e o desejo de busca e
> > > superação [...]"
> > >
> > > No meu tempo de escola, principalmente de quinta à oitava série e no
> > > ensino médio, raramente os professores instigavam a nossa curiosidade. As
> > > aulas eram agradáveis, na forma expositiva dialógica, porém, deixavam 
> > > muito
> > > a desejar quanto ao incentivo à pesquisa. Algumas aulas práticas eram
> > > realizadas em laboratório, mas não tinham uma relação direta com o que se
> > > via nas aulas teóricas (pelo menos eu não conseguia fazer esta relação). É
> > > exatamente o oposto do que ocorreu e ocorre na educação infantil e nas
> > > séries iniciais do ensino fundamental, onde as professoras estimulam
> > > bastante a curiosidade das crianças e estas aprendem e apreendem 
> > > brincando.
> > > Este momento é abruptamente rompido e muito sentido pelos alunos ao 
> > > chegaram
> > > na quinta série. Um exemplo desta ruptura é quando um aluno indaga sobre 
> > > um
> > > determinado assunto e obtém como resposta que este vai ser estudado em 
> > > outro
> > > bimestre ou em outra série. Infelizmente, a maioria dos professores do
> > > ensino fundamental não está preparada para exercer a função de orientado r
> > > (BAGNO, 1999, p. 15).
> > >
> > >
> > >
> > >  Wanderlei Margotti Karam é mestre em Ciências Veterinárias, Licenciado
> > > em Biologia e Ciências.
> > >
> > > Contatos pelo [EMAIL PROTECTED]
> > >
> > > http://www.nota10.com.br/index.php
> > >
> > >
> > >
> > >
> > >
> > >
> > >
> > > -----Mensagem original-----
> > > *De:* [EMAIL PROTECTED] [mailto:[EMAIL PROTECTED]
> > > nome de *Hudson
> > > *Enviada em:* sexta-feira, 3 de agosto de 2007 10:51
> > > *Para:* Lista do projeto MetaReciclagem
> > > *Assunto:* [MetaReciclagem] Novas Tecnologias na Educação
> > >
> > > em http://www.cinted.ufrgs.br/ciclo9/artigos/IXCicloPrograma.html,
> > > começei a ler hoje, vamos ver o que rola metareciclagem + educação e 
> > > depois
> > > eu relato aqui na lista. Começamos a sentar, pensar e agir em estruturar 
> > > os
> > > projetos em Sorocaba, na qual eu e o avena estamos envolvidos, em deixar 
> > > de
> > > ser "projetos - feudos" para ser um único projeto com vários esporos na
> > > região.
> > >
> > >
> > > --
> > > Hudson
> > >
> > > skype: hudson_nave
> > > http://picasaweb.google.com.br/hudsonaugusto
> > > http://hudsonaugusto.wordpress.com
> > > http://www.nave.org.br
> > > http://metareciclagem.org/
> > >
> > >
> > >
> > >
> > > Lembre-se: "Ninguém educa ninguém, ninguém educa a si mesmo, os homens
> > > se educam entre si, mediatizados pelo mundo."
> > >
> > >
> > > _______________________________________________
> > > Lista de discussão da MetaReciclagem
> > > Envie mensagens para [email protected]
> > > http://lista.metareciclagem.org
> > >
> >
> >
> >
> > --
> > Hudson
> >
> > skype: hudson_nave
> > http://picasaweb.google.com.br/hudsonaugusto
> > http://hudsonaugusto.wordpress.com
> > http://www.nave.org.br
> > http://metareciclagem.org/
> >
> >
> >
> >
> > Lembre-se: "Ninguém educa ninguém, ninguém educa a si mesmo, os homens se
> > educam entre si, mediatizados pelo mundo."
> >
>
>
>
> --
> Hudson
>
> skype: hudson_nave
> http://picasaweb.google.com.br/hudsonaugusto
> http://hudsonaugusto.wordpress.com
> http://www.nave.org.br
> http://metareciclagem.org/
>
>
>
>
> Lembre-se: "Ninguém educa ninguém, ninguém educa a si mesmo, os homens se
> educam entre si, mediatizados pelo mundo."
> -------------- next part --------------
> An HTML attachment was scrubbed...
> URL: 
> http://mail.dischosting.nl/pipermail/metarec/attachments/20070803/1d3b1a3e/attachment.html
>
> ------------------------------
>
> _______________________________________________
> Metarec mailing list
> [email protected]
> http://www.colab.info/cgi-bin/mailman/listinfo/metarec
>
> End of Metarec Digest, Vol 28, Issue 19
> ***************************************
>
_______________________________________________
Lista de discussão da MetaReciclagem
Envie mensagens para [email protected]
http://lista.metareciclagem.org

Responder a