repassando aqui... alguém tem como dar
uma força pro Reginaldo?

abs

efe

---------- Forwarded message ----------
From: Reginaldo Soares Xavier <[EMAIL PROTECTED]>
Date: Aug 11, 2007 6:30 AM
Subject: "Casa Desplugada".

Casa desplugada
 20 de julho de 2007

Há iniciativas isoladas para promover o contato de adolescentes da Fundação
Casa com a tecnologia. Mas falta metodologia.
Leandro Quintanilha

[image: Foto: Leandro Quintanilha]
Adilson salva páginas da
web para consulta offline O educador Reginaldo Soares Xavier tem procurado,
de forma independente, parceiros para a implantação de uma oficina de
inclusão digital e cidadania numa unidade da antiga Febem, no bairro
paulistano do Brás. Nada foi oficializado ainda, mas o empenho do educador
chama a atenção para as deficiências de equipamentos e diretrizes
pedagógicas para o aprendizado da informática e dos conceitos de cidadania
relacionados à tecnologia nas unidades da Fundação Casa (Centro de
Atendimento Sócio-Educativo ao Adolescente). Em Sorocaba (SP), outra unidade
da Fundação já oferece conexão monitorada à internet, num experimento em
parceria com uma universidade local.

Reginaldo, que trabalha na Unidade 34 no complexo do Brás, já estabeleceu
contato com o Laboratório de Inclusão Digital e Educação Comunitária da
Universidade de São Paulo (Lidec-USP) e com o MetaReciclagem, movimento que
forma redes e realiza oficinas sobre reaproveitamento cidadão do descarte
tecnológico, para a fabricação dos chamados 'metaprodutos'. Na Fundação
Casa, o maior obstáculo, afirma o educador, é a impossibilidade inicial de
se oferecer aos adolescentes acesso à internet. É que, em tese, os internos
não poderiam estabelecer livre contato com o 'mundo exterior'. "Uma
possibilidade é oferecer a conectividade aos jovens que estão em regime de
semiliberdade (só dormem na fundação) ou liberdade assistida (vivem fora e
se apresentam às autoridades regularmente)."

A professora Judith Zuquim, do Lidec, argumenta que o acesso à tecnologia e
à internet representa uma importante ponte para a reinserção social dos
adolescentes. Mas ela frisa que é preciso construir uma metodologia. "Em que
bases isso seria realizado? Protagonismo juvenil? Diminuição da desigualdade
social?" Para a professora, a inclusão digital requer um planejamento
psicopedagógico específico, desvinculado da escolarização tradicional.
"Hoje, a cultura jovem é a cultura digital. Os jovens não gostam da escola,
mas adoram a tecnologia." A experiência do Lidec, afirma, revela que o
principal interesse dos jovens frente à internet é seu potencial de
comunicação. A educação é uma necessidade paralela, acrescenta, mas
desgastada pelo estigma de que "escola é chata".

[image: Foto: Leandro Quintanilha]
Artesanato produzido pelos jovens Dalton Martins, do MetaReciclagem, também
destaca a necessidade de um modelo para a inclusão digital nas unidades da
Fundação Casa. "Em si, a inclusão digital ainda não é um conteúdo
bem-resolvido", diz. "Com a restrição da conectividade, a questão fica ainda
mais complexa." O MetaReciclagem mantém um laboratório numa antiga unidade
da Febem na capital paulista, transformada no Parque Estadual Fontes do
Ipiranga (Pefi). Mas o espaço não tem mais nenhuma relação com a atual
Fundação Casa. Funciona com um *pool* de ONGs, e atende cerca de 50 pessoas
por mês em oficinas de metaprodutos.

A Unidade 34 do complexo do Brás da Fundação Casa mantém, hoje, cerca de 140
adolescentes em "medida sócio-educativa de internação". Além da escola (para
ensino fundamental e médio), há atividades artísticas, esportivas e
profissionalizantes do café-da-manhã ao jantar: violino, artes plásticas,
panificação, futebol, vôlei, entre outras. Todas opcionais, só a escola é
obrigatória.

Oferecido há três anos, o curso de Informática e Cidadania é realizado em
três turnos, para turmas de 15 alunos. Dez computadores antigos rodam
Windows 98; outros cinco, mais novos, Linux. Não há funcionário contratado
para dar assistência técnica, como informa a diretora interina Maria
Aparecida de Abreu Silva. Por sorte, um agente de apoio técnico entende do
assunto e faz os consertos necessários. Como voluntário, ele também dá
oficinas para os internos sobre manutenção de computadores.

O educador Adilson Alves dos Santos, do turno vespertino, explica que o
curso dura três meses, com 45 horas de aula. Os adolescentes trabalham os
aplicativos básicos, além de uma introdução à internet (mas sem conexão).
Adilson salva páginas de jornais, revistas, buscadores, *e-mails* e até do
Orkut para apresentar aos alunos. "É uma forma de matar um pouco da
curiosidade deles." Os certificados de conclusão são emitidos com a
assinatura do professor, sem referência à Fundação Casa, para que possam ser
apresentados no mercado de trabalho sem o estigma da internação.

[image: Foto: Leandro Quintanilha]
Artes plásticas estão entre as
atividades opcionais oferecidas
na Fundação Rafael (nome fictício), de 17 anos, já concluiu o curso básico e
hoje usa um computador com Linux. "Eu me identifiquei muito com a
informática", diz. "Quero fazer um curso técnico e trabalhar com isso quando
sair daqui." O colega Paulo (nome também fictício), de 18, sente falta da
internet, que costumava acessar na oficina do pai, mas gosta do curso. "O
que aprendo aqui vai ser útil em qualquer profissão." Sempre que concluem
uma tarefa, os adolescentes são liberados para jogar no computador.

Em parceria com a Universidade de Sorocaba (Uniso), a Unidade Dom Luciano
Mendes de Almeida, da Fundação Casa, acaba de formar os 12 alunos da
terceira turma de seu curso de informática. Inaugurada em novembro, a
unidade é administrada em gestão compartilhada pela Fundação Casa e a
Pastoral do Menor de Sorocaba e mantém 56 internos. Nesse caso, as aulas de
informática são ministradas nos laboratórios da Uniso, por um professor da
universidade. Os jovens têm acesso à internet monitorado pelo professor e
por um agente educacional da unidade. Cada adolescente abre sua conta de *
e-mail*, mas eles só podem se comunicar durante as aulas e entre si.


*Objetivo é ressocializar*

[image: Foto: Leandro Quintanilha] Em 1979, a Fundação Estadual do Bem-Estar
do Menor (Febem) foi criada como autarquia do governo do estado de São Paulo
com o objetivo de ressocializar crianças e adolescentes em conflito com a
lei (de 12 a 18 anos) por meio de programas educativos, profissionalizantes
e de assistência à família, além de tratamento médico para casos de
dependência química e transtornos psíquicos. Depois de um longo histórico de
fugas, rebeliões e denúncias de maus-tratos, a instituição foi reformulada e
rebatizada de Centro de Atendimento Sócio-Educativo a Adolescentes, Fundação
Casa. Hoje, está vinculada à Secretaria Estadual de Justiça e Cidadania. Há
95 unidades da fundação no estado de São Paulo, com cerca de 5,4 mil jovens
internados, com idade média de 16,7 anos. O governo estadual aplica R$ 2.318,30
por mês, por cada interno.


www.febem.sp.gov.br – Fundação Casa
www.lidec.usp.br – Laboratório de Inclusão Digital e Educação Comunitária da
USP
www.metareciclagem.org – Metareciclagem

fonte:
http://www.arede.inf.br/index.php?option=com_content&task=view&id=1063&Itemid=82

Flickr agora em português. Você clica, todo mundo vê. Saiba
mais<http://br.rd.yahoo.com/taglines/flickr/*http://www.flickr.com.br/>.



-- 
FelipeFonseca

http://efeefe.no-ip.org ++ blogue novo
http://pub.descentro.org )( DesCentro
http://culturadigital.org.br >> Cultura Digital
http://bricolabs.net - BricoLabs, né?
http://pub.metareciclagem.org - proBlogger
_______________________________________________
Lista de discussão da MetaReciclagem
Envie mensagens para [email protected]
http://lista.metareciclagem.org

Responder a