Em Seg, 2007-10-01 às 15:15 -0300, Cabral escreveu:
> Oi pessoal blz ? Eu li pelo site do liquuid sobre o haiku, resolvi
> pegar o bonde andando. 
> 
> Queria corrigir uma coisa, o haiku não vai precisar nem usar o xorg
> ainda bem. Ele têm um server proprio. O beos na epoca do lançamento do
> 6 ia ter uma tecnologia similar ao quartz mais pegando bem mais fundo,
> chamada picassogl. Eu li na lista que comentaram sobre emular pelo
> vmware existe um build para qemu tambem. 
> 

Esse servidor gráfico aceita aplicações linkadas com o xlib ? Posso
migrar minhas aplicações X11 para o Beos sem mudar o código ? A grande
vantagem do X11 é essa, portabilidade sem fronteiras, e é isso que fez o
mac interessante pra muita gente, compatibilidade com o X.


> r22396_raw.tar.bz2
> 01-Oct-2007 16:22:29
> 26.7 MB
> 
> http://haikuhost.com/housestrain/
> 
> <quote> 
> 
> 
> Inclusive tinha 3 brasileiros (chegou a 90 após uma matéria na revista
> do linux) no time que estava programando o file-system.
> 
> </quote>
> 
> De onde vc tirou esse numero de 90 brasileiros ? 


A muito tempo bati um papo por ICQ com um dos desenvolvedores , ele
falou que depois de um artigo na revista do linux choveu gente na
lista/fórum/seilá, fogo de palha.


> 
> <quote>
> 
> Bom, para cada uma das minhas críticas existem patchs ou soluções + ou
> - viáveis, mas elas normalmente não trabalham juntas e são remendos
> não uma solução. 
> 
> 
> </quote>
> 
> Quais patchs vc se refere ? O rt do Ingo ? + adaptive
> +ondemand-readahead ? + rcu ? + compressed caching ?

Todos que não estão na árvore principal, kernel vanilla. São patchs
não ? 
Todos que exigem patchs ou gambiarra nos makefiles pra fugir da árvore
do FHS (coisa do linuxstep, e do gobo )... são "gambiarras" , se os
programas fossem pensados de outra forma, nem que fosse como a galera do
GNUstep pensou... /usr, /dev, /etc, /srv legal pra servidores, mas num
desktop ?

Não sei se ficou claro o que eu falei, o que eu quero dizer é que se
desenvolve pro ambiente enterprise e depois se remenda pra atender o
desktop. Quase todos os programas do linux são desenvolvidos com essa
ótica, assim como o próprio kernel, os filesystems, o Xorg, o KDE, o
GNOME... 

A milianos o povo do GNUStep mostrou uma nova forma de se desenvolver
aplicativos totalmente integrados entre si, que dispensam gerenciadores
de pacotes, daemons pra monitorar fontes, daemons pra controlar isso e
aquilo, muito antes das convenções da freedesktop... Pacotes RPM e deb
existem justamente devido a complexidade da árvore, a GNUStep propõe
aplicativos com suas dependências secundárias, recursos, dados e
configurações embaixo do diretório Nome.app, sendo suficiente copiar o
diretório para ter o programa para outro sistema diferente (até mesmo
distribuições diferentes ou versões diferentes da mesma). Isso já tá
pronto, mas só a mesma dúzia de estudandes usa pros seus trabalhos de
TCC.

> 
> <quote>
> 
> linux levar pau do haiku/mac/windows no quesito multimídia em tempo
> real.
> 
> </quote>
> 
> O que seria multimídia em tempo real ?
> Em benchmark o linux bate tanto mac quanto windows. 
> Mais se for ripar um dvd ou jogar o senario muda de figura a favor do
> windows. 


Faz assim, pega sua distribuição favorita, compila um kernel vanilla do
kernel.org, otimizado até o talo pra tirar a ultima gota de
processamento possível, instale :

jackd
ardour
hydrogen
zynaddsubfx
sooperlooper

Abra todos, e grave suas saidas usando o ardour, se o som não pular
baixa latência, se ele pular alta-latência. Claro que se sua placa de
som for uma M-Audio da vida não faz muita diferença se o kernel tem
baixa ou alta-latência, ele mastiga tudo.
O Con Kolivas trampou pra melhorar isso, propondo um novo algoritmo pra
gerenciar memória e recursos, melhorou muito, mas a resistência é tão
grande dentro do proprio grupo que ele mesmo pulou fora.

Sobre o linux bater o mac em processamento multimídia (vários canais de
audio e vídeo entrando sendo processados e saindo ao mesmo tempo),
adoraria ver isso, principalmente com o kernel da árvore principal.

Enquanto em games 3d o linux mata o windows (fps) a pau (com placas
nvidia), quando a tela enche de polígonos a latência da as caras, o
tempo de resposta do mouse e teclado é prejudicado (doom3, quake4),
testado na mesma máquina (tanto num amd64 quanto num Athlon XP, com
placas Nvidia e dualboot). 
Por pior que o windows seja projetado, o processo burocrático entre o
movimento do mouse e o DirectX é menor, o que me garante uma resposta no
menor tempo possível, mesmo se a tela estiver cheia de poligonos e
tocando 32 canais de áudio ao mesmo tempo.

Adoro games, e os melhores eu compro original, dentre eles tenho doom3 e
quake4 e para minha surpresa, aparentemente a galera do kernel mudou a
API dos drivers de som e agora não tenho som em nenhum desses games com
a nova versão do kernel 2.6.22.x ... E no meu lendário powerbook, agora
é mudo... A solução é usar o kernel 2.6.18.x ... custa manter essas
coisas simplesmente funcionando ? Pq diabos não se decide por um
padrão ? 
Dizem que o windows é ruim por causa da retro-compatibilidade, mas o mac
é bom e mantem a retrocompatibilidade com seus programas há pelo menos 6
anos.

Num mundo onde tudo é software livre e todas as especificações são
abertas eu não teria esses problemas, basta recompilar... Mas até esse
mundo existir terei que usar outros sistemas operacionais ?

Aguardo anciosamente pelo dia em que a IDsoft abrirá o código da engine
doom3 assim terei som novamente nos meus dois games favoritos no linux
com som, até lá, vou jogando no mac.
-- 
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