manemeno isso, Lipe, quem tá ensinando o que?
o detaule é que tem muita gente que acaba não entendendo o processo ao ponto
de trampar, por esemplo, oficna de terno e gravat, hehehe, brincadeira, mas
é real, o simbolico e o imaginario.
Muita gente cai de paraqueda dentro de uma periferia achando que está
levando prá lá a formula do sucesso... não sou eu quem digo isso, mas eu sei
que o povo da comunidade pensa isso... as pessoas que vivem em comunidades
de setores populares, como as pesqueisas e taxas gostam de tratar, sõa
pessoas muito desconfiadas ao ponto de que usam dessam desconfiança ´pra
manter alguma dependencia, fruto do paternalismo enraizado em nossa
cultura.... daí que essa desconfiança é real, por conta de tantas
expectativas frustadas... tipo aquela máxima: o que é que eu vou ganhar com
isso? ... se cair nessa jogada, fudeu, pq a ação não vai alem do que a
pessoa que "caiu de paraqueda" está se propondo a fazer, ou seja, o que foi
prá-determinado, em outras palavras: contratado. e, infelizmente isso rolou
muito nas politicas de incl~usão digital nos pcs... a oficna vira um momento
de exibição de conhecimento, por conta das pessoas acharem que ganharão
alguma coisa com isso somente apresentando... não existiu troca de
conhecimento, não se rompeu com o paternalismo, não se incentivou a pessoa a
entender que só ela pode saber o que ele poderá ganhar com isso, já que o
conhecimento, a apropriação do conhecimento não lhe foi dado nenhum valor...
acho que deve estar uma bagunça tbém, tomei quase meia garraf de arak,
hehehe, prá enfrentar a feira com chuva.

beso

lele
pela sinistra, sempre!


Em 27/10/07, Felipe Fonseca <[EMAIL PROTECTED]> escreveu:
>
> Oi, Karina
>
> Pensei nisso bastante nos últimos tempos... como o contato
> com toda essa movimentação social, em sentido amplo, teve
> como maior resultado uma movimentação sutil e bastante
> implícita, nos dois lados. Digo, apesar da limitação das
> intenções, as coisas acabam dando certo. Ou ainda, digo,
> tudo que a gente acha que é o objetivo e resultado do rolo
> todo (que eu também tenho dificuldade em explicar) acaba
> se tornando outra coisa. Ou o objetivo planejado é um, e
> o resultado é totalmente outro, felizmente. Que a gente tá
> aí pra experimentar e errar, então é uma boa que as coisas
> acabem virando outras. E aí acaba virando que o oficineiro
> que achou que ia lá pra ensinar quebra as pernas e aprende
> muito mais, de um jeito implícito, tácito, essas coisas, do
> que ensina. E o outro vira irmão, e eu sou o outro, e o outro
> não existe. Quem é que tá ensinando o quê?
>
> Mas hoje é sábado e eu já bebi um pouco.
>
> efe
>
> On 10/27/07, eiabel lelex <[EMAIL PROTECTED]> wrote:
> > podicrê, Karina, fica parecendo via de mão unica... talvez pela maldita
> > formação que se tem de que quem ensina não precisa aprender...
> >
> > beso
> > lele
> > pela sinistra, sempre!
> >
> >
> >
> > Em 26/10/07, Karina Sena Gomes <[EMAIL PROTECTED]> escreveu:
> > > oi,
> > > eu to aqui tentando terminar um projetinho sobre a cultura digital e
> > > os pontos.... lendo os relatos e assistindo os vídeos do pessoal indo
> > > pras comunidades "desconectadas" e tal.... e tava aqui pensando se
> > > essa oportunidade de poder entrar em contato com eles no final das
> > > contas não acaba contribuindo pra incluir vcs também numa comunidade
> > > bem maior que a da cultura digital.(pensando q algumas das pessoas q
> > > participam desta lista trabalham ou colaboram pra dar suporte pra
> > > essas ações dentro ou fora desse projeto específico) uma boa parte dos
> > > textos q eu tenho lido abordam como essas ferramentas podem ser usadas
> > > pra fortalecer essas comunidades, mas poucas falam como essas
> > > comunidades fortalecem tambem esse "movimento" (sei lá q nome dar pra
> > > esse processo) se for por esse lado o termo inclusão digital (no
> > > sentido de incluir essa área específica e técnica) até q estaria
> > > correto, se agente só inverter a lógica e pensar q quem precisa ser
> > > incluído na cultura cotidiana(fazer, pensar, produzir) é o digital
> > > mesmo... não?
> > > _______________________________________________
> > > Lista de discussão da MetaReciclagem
> > > Envie mensagens para [email protected]
> > > http://lista.metareciclagem.org
> > >
> >
> >
> >
> > --
> > Nossa demagogia da igualdade social é uma forma de mascarar
> desigualdades na
> > aplicação das leis, ou simplesmente privilégios. Entre o que pode e o
> que
> > não pode, nos esmeramos em encontrar um jeito... de burlar as leis. –
> > Roberto DaMatta
> >
> > "Se você não concordar, não posso me desculpar..."
> > _______________________________________________
> > Lista de discussão da MetaReciclagem
> > Envie mensagens para [email protected]
> > http://lista.metareciclagem.org
> >
>
>
> --
> FelipeFonseca
>
> http://efeefe.no-ip.org - Blogue
> http://bricolabs.net - BricoLabs, né?
> http://metareciclagem.org - Nova versao!
> http://pub.descentro.org - Virou...
>



-- 
Nossa demagogia da igualdade social é uma forma de mascarar desigualdades na
aplicação das leis, ou simplesmente privilégios. Entre o que pode e o que
não pode, nos esmeramos em encontrar um jeito... de burlar as leis. –
Roberto DaMatta

"Se você não concordar, não posso me desculpar..."
_______________________________________________
Lista de discussão da MetaReciclagem
Envie mensagens para [email protected]
http://lista.metareciclagem.org

Responder a