[image: [guinaldo_nicolaevsky.jpg]] Uma certa menina recusou-se a cumprimentar o general Figueiredo, que lhe estendia a mão de forma imperativa. O gesto forte de esconder as mãozinhas sob os braços infantis pode estar simbolizando, por um lado, o cansaço dos brasileiros para com os anos que golpearam um governo republicano e democrático em 1964; por outro, os princípios da não submissão e da qualidade, ínsitos, sobretudo, às mulheres, aos loucos e às crianças. Em homenagem ao *Dia Internacional da Mulher.*
Buenos dias, tardes e noites, chicas e chicos! As convenções têm esse caráter de nos trazer, no dia a dia, a lembrança das datas, muitas vezes como a de hoje, mero eco das enormes lutas de ontem. Trazem a nostalgia do encontro, do enfrentamento, da conquista, deste ou daquele nome que soube se impor, romper convenções, fazer história. Hoje nesta ou naquela esquina algumas de nós lembrarão aos passantes que o 8 de março, apesar de esvaziado do seu conteúdo combativo, fraterno e solidário, é o dia para pensar e sentir que a igualdade ainda está longe e que uma sociedade em que a mulher seja vista como um todo, portadora de vontades e de desejos ainda é uma utopia. Há quem queira nos fazer crer que nos tornamos frívolas, quase indiferentes. É engano: o amor continua sendo uma coisa importante, séria. Quem ama é como um equilibrista sobre uma corda: parece impossível, mas chega um dia que o equilibrio se dá. É preciso passar a vida inteira aprendendo a viver, e a morrer. Aprendamos também a amar. Libertariamente vos abraço certa de que ser mulher é ousar vencer o desconhecido e tecer novas formas de ser feliz! pela "laotra", sinistra, sempre! Lelex -- "Se você não concordar, não posso me desculpar..."
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