Fotos da atividade:
http://picasaweb.google.com.br/djair.jr/ReciclaDigitalPariqueraAU
Neste domingo, estivemos eu, a Claudia e o Pedro em *Pariqüera-açu*,
cidade que fica no *Vale do Ribeira*, em São Paulo. A proposta era a de
*realizar uma oficina da frente de ação Recicla Digital* com jovens da
cidade. Já a algum tempo que nós (eu e a Clau) temos contato com pessoas
da cidade, porque temos uma amiga (Esther) que é moradora de lá. Nas
nossas idas e vindas, conhecemos o pessoal da *Associação Vidas Verdes*,
que desenvolvem diversas atividades no Vale do Ribeira.
Ha cerca de quatro meses (Janeiro), numa visita informal, nos
encontramos com os amigos da AVV que estavam com um computador bastante
antigo e além de tudo danificado. Enquanto eu fazia o conserto da
máquina, lançamos a idéia de *realizar uma campanha de arrecadação de
computadores* junto à associação comercial de Registro e Claudia sugeriu
que fizéssemos uma campanha também na ESPM, faculdade onde dá aulas.
Saímos de lá e deixamos a máquina funcionando, com o *plano de realizar
a oficina* tão logo a temporada da minha peça terminasse. Claudia
*marcou algumas reuniões na ESPM* e conversamos com o pessoal da ESPM
Social para realizar a campanha de arrecadação durante a semana da
*campanha de reciclagem*. Faríamos a *exibição do documentário SURPLUS*
e um pequeno debate. No pátio da escola, ficariam os computadores
arrecadados durante a semana e na sexta-feira, o pessoal da AVV viria
com um pequeno caminhão para levar os computadores adquiridos.
*Celso conversou com um contato seu* (Roberto), que é proprietário de
várias lojas em São Paulo e que *poderia doar computadores que estavam
parados em seu estoque*. Além disso, o pessoal realizou uma *campanha
junto à radio da cidade*, pedindo aos moradores doação de peças e
informando a data da oficina, para os interessados. Se dirigiram à
Associação Comercial de Registro, mas não tiveram resultado em conseguir
doações.
O resultado da campanha na ESPM foi bastante inferior ao que
esperávamos: *apenas dois computadores!* Mas recebemos routeadores,
impressoras, câmeras de segurança, aparelho de DVD portátil,
videocassete, monitores, teclados, mouses, celulares, uma placa de
macbook (hahahaha) e uma máquina fotográfica digital.
Celso conseguiu alguns monitores, gabinetes, teclados, estabilizadores e
no-breaks. E eu consegui uma máquina com uma aderente (*Sra. Vandra
Estevan*) no dia da festa de lançamento da revista Orígenes.
*Joaquim e Beto pediram o apoio dos comerciantes da cidade*, na forma de
mantimentos que seriam usados para o almoço do pessoal que faria a oficina.
O encontro começou à *nove da manhã de domingo,* com a equipe dividida
da seguinte maneira: Joaquim Roberto, William e mais duas meninas (o
nome delas está em algum lugar que não aqui) estavam adiantando o
almoço. Enquanto isso, todos nós organizamos o âmbito para a realização
dos trabalhos. Às dez da manhã dividiríamos o espaço com um curso de
danças circulares, de maneira que formamos uma roda com as cadeiras num
lugar mais isolado do som.
Na primeira parte dos trabalhos, falamos do que é central no Movimento
Humanista e de como conduziríamos a oficina. Falamos da necessidade de
protagonismo e da continuidade da ação que estávamos iniciando ali e
depois fizemos uma reflexão sobre o consumismo e sobre a degradação, dos
equipamentos, de si mesmo e dos demais. Claudia coordenou um trabalho
com as virtudes.
Antes do almoço, fizemos uma introdução à placa mãe e seus componentes.
Depois preparamos o espaço para o almoço conjunto.
Durante a refeição, intercambiamos algumas idéias com o pessoal que veio
de Cananéia (três pessoas), sobre como poderíamos coordenar essa
iniciativa (a da oficina) com as ações que já estavam em andamento
(frente contra a barragem de Tijuco Alto).
Retomamos a atividade, realizando uma dinâmica corporal para evitar que
o bode do almoço possuísse o estado atencional de todos (hahaha).
Fizemos um exercício corporal simples, que explica a diferença entre
TENSÃO, CORRENTE e RESISTÊNCIA. Depois voltamos aos conceitos das
máquinas e aquilo tudo, que não vou escrever aqui porque é muito técnico
(e eu também não me lembro muito bem - hahaha). Falamos de memórias, de
alguns defeitos, do processo de triagem das máquinas, fizemos alguns
testes e conseguimos deixar funcionando uma máquina das que foram
doadas, além de alguns monitores.
*Claudia teve uma conversa bastante interessante com Kleber e o pessoal
de Cananéia, que acho bacana se ela puder comentar depois.*
Ao final, fizemos uma roda onde as pessoas iam falando dos conceitos de
que lembravam, para que todos fossem complementando. Isso serviu para
retomar alguns dos muitos conceitos que aparecem na oficina.
Interessante foi ouvir das pessoas não apenas os termos técnicos usados,
e sim a questão do humanismo e o protagonismo, bem como observações
sobre as dinâmicas e trabalhos pessoais realizados. Combinamos que o
processo de triagem deveria continuar com o grupo se reunindo
semanalmente e ficamos de acertar uma próxima oficina, que acontecerá
para resolver os problemas que forem detectados no processo de triagem.
Depois da oficina, na casa dos pais do Celso e do Beto, conversamos
sobre a necessidade de se delegar a outros. Uma questão que apontamos é
que seria interessante se Joaquim, Celso, Beto e Vinaldo se ocupassem de
deixar que outros fizessem algumas coisas, para que estes aprendam a
protagonizar verdadeiramente. Isso no tocante a tudo, comida,
apoiadores, estruturação do encontro, divulgação. Lançamos a imagem de
que organizassem a triagem a partir da sua reunião semanal (todas as
quintas) para que já pudéssemos mapear os problemas que temos para
pensar uma próxima oficina para resolver estas questões.
Interessante foi ouvir do cunhado do Celso e Beto que ele pensava que a
oficina seria uma coisa (mais técnica) e acabou sendo outra muito mais
interessante. Ele está bastante interessado em seguir apoiando a ação.
Segundo Celso e Beto, seu cunhado se envolve pouco nestas questões e
esse ponto de vista é bastante interessante, vindo dele.
*Celso está vindo semanalmente à São Paulo e deve começar a participar
da reunião semanal às quartas-feiras*. Com isso devemos ter um *maior
acompanhamento das ações desenvolvidas em Pariqüera-açu e região*.
Kléber também tem aparecido em São Paulo com certa periodicidade e
devemos marcar alguns cafés para ver como segue a coisa. A idéia é a de
integrar este trabalho com o que vem sendo tocado desde a frente de ação
contra a barragem, com a criação de um espaço de informática onde se
possa produzir materiais de divulgação da frente de ação.
*Pedro* se viu bastante envolvido com alguns teclados velhos e com a
busca incessante pelos cachorros que habitavam a casa de Celso e Beto.
Também fez algumas amizades e comeu tudo o que pôde. Conheceu um
cházinho bom para a gripe e ficou viciado em mel.
Forte abraço
Dja
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