Metareciclagem Bombando...

On 5/8/08, mbraz <[EMAIL PROTECTED]> wrote:
>
> grande Dja! So' hoje pude ler o relato completo hoje,  vendo as fotos.
> E que maravilha de relato, heim! Precisa ainda colocar este 'novo'
> metarec para escrever mais tambem: o Pedrao. ;))
>
> saudades de vcs, veio!
>
> Quanto a acao o que gostei muito e' que a questao tecnica ficou como
> pano de fundo para outros insights. daquele jeito , ne'? Hoje penso
> que se nao ligar as questoes ambientais e de consumismo aas praticas o
> tecnicismo tende a ser a regra, o que gera novas formas de
> dependencia.
>
> Quando rolar outra 'oficina' me avise, posso dar uma ajuda la' no que
> puder e precisarem, ok?
>
> absssaos,
>
> m'braz
>
>
>
> 2008/4/29 Djair Guilherme <[EMAIL PROTECTED]>:
> > Fotos da atividade:
> > http://picasaweb.google.com.br/djair.jr/ReciclaDigitalPariqueraAU
> >
> >  Neste domingo, estivemos eu, a Claudia e o Pedro em *Pariqüera-açu*,
> cidade
> > que fica no *Vale do Ribeira*, em São Paulo. A proposta era a de
> *realizar
> > uma oficina da frente de ação Recicla Digital* com jovens da cidade. Já a
> > algum tempo que nós (eu e a Clau) temos contato com pessoas da cidade,
> > porque temos uma amiga (Esther) que é moradora de lá. Nas nossas idas e
> > vindas, conhecemos o pessoal da *Associação Vidas Verdes*, que
> desenvolvem
> > diversas atividades no Vale do Ribeira.
> >
> >  Ha cerca de quatro meses (Janeiro), numa visita informal, nos
> encontramos
> > com os amigos da AVV que estavam com um computador bastante antigo e além
> de
> > tudo danificado. Enquanto eu fazia o conserto da máquina, lançamos a
> idéia
> > de *realizar uma campanha de arrecadação de computadores* junto à
> associação
> > comercial de Registro e Claudia sugeriu que fizéssemos uma campanha
> também
> > na ESPM, faculdade onde dá aulas.
> >
> >  Saímos de lá e deixamos a máquina funcionando, com o *plano de realizar
> a
> > oficina* tão logo a temporada da minha peça terminasse. Claudia *marcou
> > algumas reuniões na ESPM* e conversamos com o pessoal da ESPM Social para
> > realizar a campanha de arrecadação durante a semana da *campanha de
> > reciclagem*. Faríamos a *exibição do documentário SURPLUS* e um pequeno
> > debate. No pátio da escola, ficariam os computadores arrecadados durante
> a
> > semana e na sexta-feira, o pessoal da AVV viria com um pequeno caminhão
> para
> > levar os computadores adquiridos.
> >
> >  *Celso conversou com um contato seu* (Roberto), que é proprietário de
> > várias lojas em São Paulo e que *poderia doar computadores que estavam
> > parados em seu estoque*. Além disso, o pessoal realizou uma *campanha
> junto
> > à radio da cidade*, pedindo aos moradores doação de peças e informando a
> > data da oficina, para os interessados. Se dirigiram à Associação
> Comercial
> > de Registro, mas não tiveram resultado em conseguir doações.
> >
> >  O resultado da campanha na ESPM foi bastante inferior ao que
> esperávamos:
> > *apenas dois computadores!* Mas recebemos routeadores, impressoras,
> câmeras
> > de segurança, aparelho de DVD portátil, videocassete, monitores,
> teclados,
> > mouses, celulares, uma placa de macbook (hahahaha) e uma máquina
> fotográfica
> > digital.
> >
> >  Celso conseguiu alguns monitores, gabinetes, teclados, estabilizadores e
> > no-breaks. E eu consegui uma máquina com uma aderente (*Sra. Vandra
> > Estevan*) no dia da festa de lançamento da revista Orígenes.
> >
> >  *Joaquim e Beto pediram o apoio dos comerciantes da cidade*, na forma de
> > mantimentos que seriam usados para o almoço do pessoal que faria a
> oficina.
> >
> >  O encontro começou à *nove da manhã de domingo,* com a equipe dividida
> da
> > seguinte maneira: Joaquim Roberto, William e mais duas meninas (o nome
> delas
> > está em algum lugar que não aqui) estavam adiantando o almoço. Enquanto
> > isso, todos nós organizamos o âmbito para a realização dos trabalhos. Às
> dez
> > da manhã dividiríamos o espaço com um curso de danças circulares, de
> maneira
> > que formamos uma roda com as cadeiras num lugar mais isolado do som.
> >
> >  Na primeira parte dos trabalhos, falamos do que é central no Movimento
> > Humanista e de como conduziríamos a oficina. Falamos da necessidade de
> > protagonismo e da continuidade da ação que estávamos iniciando ali e
> depois
> > fizemos uma reflexão sobre o consumismo e sobre a degradação, dos
> > equipamentos, de si mesmo e dos demais. Claudia coordenou um trabalho com
> as
> > virtudes.
> >
> >  Antes do almoço, fizemos uma introdução à placa mãe e seus componentes.
> > Depois preparamos o espaço para o almoço conjunto.
> >
> >  Durante a refeição, intercambiamos algumas idéias com o pessoal que veio
> de
> > Cananéia (três pessoas), sobre como poderíamos coordenar essa iniciativa
> (a
> > da oficina) com as ações que já estavam em andamento (frente contra a
> > barragem de Tijuco Alto).
> >
> >  Retomamos a atividade, realizando uma dinâmica corporal para evitar que
> o
> > bode do almoço possuísse o estado atencional de todos (hahaha). Fizemos
> um
> > exercício corporal simples, que explica a diferença entre TENSÃO,
> CORRENTE e
> > RESISTÊNCIA. Depois voltamos aos conceitos das máquinas e aquilo tudo,
> que
> > não vou escrever aqui porque é muito técnico (e eu também não me lembro
> > muito bem - hahaha). Falamos de memórias, de alguns defeitos, do processo
> de
> > triagem das máquinas, fizemos alguns testes e conseguimos deixar
> funcionando
> > uma máquina das que foram doadas, além de alguns monitores.
> >
> >  *Claudia teve uma conversa bastante interessante com Kleber e o pessoal
> de
> > Cananéia, que acho bacana se ela puder comentar depois.*
> >
> >  Ao final, fizemos uma roda onde as pessoas iam falando dos conceitos de
> que
> > lembravam, para que todos fossem complementando. Isso serviu para retomar
> > alguns dos muitos conceitos que aparecem na oficina. Interessante foi
> ouvir
> > das pessoas não apenas os termos técnicos usados, e sim a questão do
> > humanismo e o protagonismo, bem como observações sobre as dinâmicas e
> > trabalhos pessoais realizados. Combinamos que o processo de triagem
> deveria
> > continuar com o grupo se reunindo semanalmente e ficamos de acertar uma
> > próxima oficina, que acontecerá para resolver os problemas que forem
> > detectados no processo de triagem.
> >
> >  Depois da oficina, na casa dos pais do Celso e do Beto, conversamos
> sobre a
> > necessidade de se delegar a outros. Uma questão que apontamos é que seria
> > interessante se Joaquim, Celso, Beto e Vinaldo se ocupassem de deixar que
> > outros fizessem algumas coisas, para que estes aprendam a protagonizar
> > verdadeiramente. Isso no tocante a tudo, comida, apoiadores, estruturação
> do
> > encontro, divulgação. Lançamos a imagem de que organizassem a triagem a
> > partir da sua reunião semanal (todas as quintas) para que já pudéssemos
> > mapear os problemas que temos para pensar uma próxima oficina para
> resolver
> > estas questões.
> >
> >  Interessante foi ouvir do cunhado do Celso e Beto que ele pensava que a
> > oficina seria uma coisa (mais técnica) e acabou sendo outra muito mais
> > interessante. Ele está bastante interessado em seguir apoiando a ação.
> > Segundo Celso e Beto, seu cunhado se envolve pouco nestas questões e esse
> > ponto de vista é bastante interessante, vindo dele.
> >
> >  *Celso está vindo semanalmente à São Paulo e deve começar a participar
> da
> > reunião semanal às quartas-feiras*. Com isso devemos ter um *maior
> > acompanhamento das ações desenvolvidas em Pariqüera-açu e região*. Kléber
> > também tem aparecido em São Paulo com certa periodicidade e devemos
> marcar
> > alguns cafés para ver como segue a coisa. A idéia é a de integrar este
> > trabalho com o que vem sendo tocado desde a frente de ação contra a
> > barragem, com a criação de um espaço de informática onde se possa
> produzir
> > materiais de divulgação da frente de ação.
> >
> >  *Pedro* se viu bastante envolvido com alguns teclados velhos e com a
> busca
> > incessante pelos cachorros que habitavam a casa de Celso e Beto. Também
> fez
> > algumas amizades e comeu tudo o que pôde. Conheceu um cházinho bom para a
> > gripe e ficou viciado em mel.
> >
> >  Forte abraço
> >
> >  Dja
> >
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