tati,

posso ver algumas possibilidades por aqui, mas estou querendo saber se, caso
seja aprovado, eu poderia contar contigo algumas vezes aqui em poa no
Instituto Ronaldinho, tenho reunião na segunda à tarde com Assi e Valdir
para tratarmos disso...

o IR conta com 60 pessoas - jovens e crianças em situação de risco - uma
estrutura dez... já teve uma pré-liminar com Assis, que é o irmão e
empres[ário do Ronaldinho,
nesse pré-papo, o cara já "acenou" com a possiblidade de não ficar retrito à
restinga, mas tbém correr o mundo...

ãnh, pensando mais longe, ou melhor juntando com tua proposta: posso
imprimir e apresentar junto com o projeto de inclusão digital metareciclagem
que vou entregar na segunda?

porque ele agrega ao que já conversamos sobre porque trabalhar com
tecnologia no Instituto Ronaldinho. E mais, rtem espanholas na idéia... é
que Assis deu uma brecha de que sendo mesmo um projeto(o que estou
construindo com ele) inusitado e transformador, a gente estenderia para
barcelona, onde o ronaldinho mora e joga.

besos



2008/6/27 Tati Wells <[EMAIL PROTECTED]>:

> olá lista metarec!
>
> tenho acompanhado a lista silenciosamente já que não tenho tido muito
> acesso direto nem a net nem maquinário, vivendo a vida tech-precária..
> hehe.. mas gostaria de compartilhar com vcs um projeto que estou escrevendo
> junto com o coletivo espanhol Bricolaje Sexual. é basicamente uma oficina de
> metarec com brinquedos sexuais unindo sexualidade e tecnologia (abaixo).
>
> gostaria de saber se alguém saberia de algum apoiador para essa linda e
> gostosa diversão entre meninas. o projeto ainda não está finalizado mas as
> idéias estão aí e as meninas loucas prá vir. se alguém quiser ajudar
> oferecendo espaço tb vale! e ajuda no espanhol tb é mais que bem-vinda!
>
> por favor me contatem em pvt ou pela lista mesmo tá?
>
> há-braços!
>
> xt
>
>
>
>
>
>
> Proposta de oficina das meninas do sitio Bricolage Sexual no Brasil
> http://www.bricolajesexual.net/
>
> 1. contexto bricolage - de onde vem, o que fazem , porque
>
> A partir de agora, mudou meu olhar, nos disse uma das participantes, o
> mundo me parece cheio de brinquedos em potencial! Este é o efeito Bricolaje,
> um olhar que contempla um mundo aberto, cheio de potencial (placentero?), de
> materiais para jogar, hackear e mudar de lugar, para desfrutar e aprender.
>
> Bricolaje Sexual é um projeto de autoconstrução de brinquedos sexuais,
> aonde se encontram novos (fazeres manuais/ manualidades?), o hackear as
> tecnolgias domésticas e a sexualidade. Estes três campos, que têm em comum
> sua natureza manual, inventiva, livre e imaginativa, têm sido vítimas do
> capitalismo e das forças agressivas do mercado.
>
> As manualidades, um saber tradicionalmente feminino, de código aberto, sem
> direitos de autora, têm sofrido múltiplos ataques do capitalismo, mas também
> dos movimentos feministas que o consideraram símbolo da mulher
> não-emancipada, de nossas avós, que trabalham sem reconhecimento e tomadas
> por (supuesto?). Da parte do mercado, a produção massiva e a exploração da
> mão-de-obra e de recursos naturais do planeta tem baixado o preço do produto
> final de uma maneira que converte o produto feito a mão em muito mais caro
> do que o mais-produzido. A publicidade agressiva a a cultura das marcas
> conduz as pessoas a preferir uma roupa de marca prestigiosa, com imagem
> elaborada para construir a sua identidade.
>
> A tecnologia doméstica se (aleja?) cada vez mais de suas usuárias. Não
> somente pelos grandes avanços tecnológicos, mas também, por um vontade
> explícita de fabricar objetos de usar e tirar, para seguir alimentando a
> máquina de sobre-produção (aqui também, explorando o planeta e pessoas). Se
> no passado fabricava-se objetos com garantia por todo a vida, agora se
> fabrica, expressamente, objetos que durem o tempo mínimo que satisfaça a
> consumidora. As usuárias, e sobretudo as mulheres, padecemos de tecnofobia,
> um medo de nossos aparatos, um temor de não fazê-lo bem e de quebrá-lo,
> (aunque este ya roto?). Neste sentido, a arte de reparar um eletrodoméstico
> está tão perdida quanto a arte de remendar um (calcetín?).
>
> O terceiro eixo (eje?) do projeto, é a sexualidade. Aqui também nos
> sentimos restringidas, preprogramadas, consumindo uam sexualidade padrão que
> vem definida pela s indśutrias da imagem, do pornô, da religião. O uso de
> objetos de prazer, antigo como o mesmo ( coño?) da mãe, tem sido ao largo da
> história reprimido por um machismo covarde, temeroso por seu lugar; tem sido
> medicalizado para curar padecimentos femininos como a histeria (transtorno
> do hístero, o útero) ou a ninfomania (furor uterino), tem sido
> ridicularizado como consolo de solteironas, tem sido escondido atrás da
> cortina da sexshop, vigiado por um (dependiente baboso?) em um ambiente
> sórdido. Com o avanço imparável do capitalismo, o mercado de brinquedos foi
> descoberto como um mercado ainda não saturadp, e em seus últimos anos tem
> crescido a variedade e se tem ampliado a imagem desses produtos para chegar
> a um público mais convencional. Com esse (filo?) duplo de legimitar e
> extender um pouco seu uso, os brinquedos também estão nas mãos das grandes
> multinacionais, e o que ganhamos em legitimidade, perdemos em consumismo.
>
> Como projeto, não advogamos nenhum tipo específico de sexualidade, não
> decidimos que se (folla?) melhor com os nossos brinquedos, não recomendamos
> (reemplazar?) suas amantes por pilhas recarregáveis, ou seus brinquedos
> favoritos por (verduras?). A única coisa que queremos é jogar, provar,
> inventar nossos pŕoprio prazer, entender um pouco melhor a tecnologia que
> nos rodeia e penetra, fazer uso de nossa imaginação e criatividade.
> Oferecemos oficinas de uma variedade de brinquedos: dildos, vibradores,
> bolas chinesas, mini vibradores, brinquedos anais, todos feitos de uma
> combinação de materiais reciclados, e materiais seguros e higiêncicos. As
> oficinas são divertidas e fáceis. Segundo o brinquedo e o tempo que se
> queira dedicar, pode-se fazer coisas mais ou menos elaboradas.
>
> 2. intercambio com o brasil - como sugiu o convite, o panorama brasileiro,
> realidades locais, a itinerancia
> latex, a "árvore que chora"
>
> O convite surgiu através do contato entre dois coletivos de mulheres
> brasileiras e espanholas que trabalham a apropriação tecnológica feminina
> através de temas como a sexualidade, a reciclagem e o hackerismo de nossa
> sociedade tecno-autoritária. Bricolage e g2g organizaram e participaram
> localmente dos dois Carnavais Eclético Tech - oficinas tech, culinárias,
> imersões, que aconteceram no ano de 2007 respectivamente em Linz, Áustria e
> Salvador, Brasil.
>
> Assim como na Espanha, o Brasil também questiona o status quo, é campeão na
> coleta e reciclagem de alumínio, 80% de sua produção. 150 mil pessoas vivem
> exclusivamente da coleta de latinhas de refrigerante e cerveja no país. Tem
> também um movimento entitulado metareciclagem que trata entre outras
> questões sobre práticas tecnológicas periféricas, que se reutilizam do
> material eletro-eletrônico que a sociedade generaliza como descartável -
> lixo - para criar conscientização social e arte. Sendo o país do latex,
> fruto das seringueiras (Hevea brasiliensis), compulsoriamente catapultados à
> engrenagem do capitalismo internacional, no começo o principal fornecedor de
> uma matéria-prima indispensável na produção de milhares de produtos como
> calçados, tecidos emborrachados, apagadores de lápis, pneus, luvas etc,
> ajudando entre outras coisas a desenvolver a gigante indústria
> automobilística, quando então veio a biopirataria de Kew Gardens, Inglattera
> em 1876 com o roubo de 70 mil sementes de seringueira, originando a
> fabricação comercial do latéx sintético e migração corporativa do plantio
> comercial para a Ásia. Hoje, segundo a revista veja, estima-se aqui 45
> milhões de pneus abandonados no meio ambiente. Reapropriarmo-nos de nossas
> matérias-primas naturais, criando novos usos para nossos brinquedos, nosso
> lixo, questionarmos a sociedade do roubo e do supérfluo. Mulheres da Via
> Campesina protestam contra a biopirataria, enquanto a pornografia livre é um
> tema que vem sendo muito discutido nas redes feministas e ativistas
> brasileiras, uma pornografia feita por mulheres, transgêneros, com uma
> sensibilidade múltipla e divertida, resgatando seus corpos e prazeres. A
> possibilidade de unir o tema sexualidade e reciclagem despertou no grupo
> brasileiro o desejo de conhecer mais a fundo o trabalho realizado na europa.
>
>
> 3. cronograma - datas, numero de pessoas, necessidades para as oficinas
>
> 17 de agosto
>
> chile - carla
>
> 24 de agosto - 14 de sept
>
> campinas - lere, dolores
> salvador - tininha, tati, goa, tai
>
> necesidades:
>
> passagem e diárias para 2 mulheres Barcelona- Brasil
>
> barcelona - chile
> chile - brasil
> são paulo - campinas
> campinas - salvador
> salvador - barcelona
>
> materiais não recicláveis para as oficians: latex natural (LME) e motores
> velhos
> preformas?
>
> 4. possiveis apoiadores
>
> consulado da espanha
> ministério da cultura
> itaú cultural / oi futuro
> empresa de latéx
> metareciclagem
> g2g
> coletivos feministas
>
> espanhol
>
> 1. contexto bricolage - de onde vem, o que fazem , porque
>
> 1. A partir de ahora, se me ha cambiado la mirada, nos dijo una
> participante, el mundo me parece lleno de juguetes potenciales! Este es el
> efecto bricolaje, una mirada que contempla un mundo abierto, lleno de
> potencial placentero, de materiales para jugar, hackear, cambiar del sitio
> para disfrutar y aprender.
>
> Bricolaje sexual es un proyecto de autoconstrucción de juguetes sexuales,
> donde se encuentran las manualidades, el hackeo de tecnología doméstica y
> la sexualidad. Estos tres campos, que tienen en común su naturaleza
> manual, inventiva, libre e imaginativa, han sido victimas del capitalismo
> y de las fuerzas agresivas de su mercado.
>
> Las manualidades, un saber tradicionalmente femenino, de código abierto,
> sin derechos de autora, ha sufrido múltiples ataques del capitalismo, pero
> también desde movimientos feministas que lo consideraron un símbolo de la
> mujer no emancipada, de nuestras abuelas, trabajando sin reconocimiento y
> tomadas por supuesto. Por parte del mercado, la producción masiva y
> explotación de mano de obra y de recursos naturales del planeta ha bajado
> el precio del producto final de una manera que convierte el producto hecho
> a mano en mucho más caro que el mas-producido. La publicidad agresiva y la
> cultura de marcas conduce a la gente a preferir ropa de una marca
> prestigiosa, con imagen elaborada para construir su identidad.
>
> La tecnología doméstica se aleja cada vez más de sus usuarias. No solo por
> los grandes avances tecnológicos, sino, también, por una voluntad
> explicita de fabricar objetos de usar y tirar, para seguir alimentando la
> maquina de sobre-producción (aquí también, explotando planeta y personas).
> Si en el pasado se fabricaba objetos con garantía de por vida, ahora se
> fabrica, expresamente, objetos que duren el tiempo mínimo que satisfaga la
> consumidora. Las usuarias, y sobre todo las mujeres, padecemos de
> tecnofóbia, un miedo a nuestros aparatos, un temor de no hacerlo bien y de
> romperlo, aunque este ya roto. en este sentido, el arte de reparar un
> electrodoméstico esta tan perdido como el de remendar un calcetín.
>
> El tercer eje del proyecto, es la sexualidad. Aquí también nos sentimos
> restringidas, preprogramadas, consumiendo una sexualidad estándar que
> viene definida por las industrias de la imagen, del porno, de la religión.
> El uso de objetos de placer, antiguo como el mismo coño de la madre, ha
> sido a lo largo de la historia reprimido por un machismo cobarde, temeroso
> por su lugar; ha sido medicalizado para curar padecimientos femeninos como
> la histeria (trastorno del histerus, el útero) o la nimfomanía, (furor
> úterino), ha sido ridiculizado como consuelo de solteronas, ha sido
> escondido detrás de la cortina del sexshop, vigilado por un dependiente
> baboso en un ambiente sórdido. Con el avance imparable del capitalismo, el
> mercado de los juguetes fue descubierto como un mercado aun no saturado, y
> en los últimos años ha crecido la variedad y se ha ampliado la imagen de
> estos productos para llegar a un público más convencional. Con el doble
> filo de legitimar y extender un poco su uso, los juguetes también están en
> mano de las grandes multinacionales, y lo que ganamos en legitimidad,
> perdimos en consumismo.
>
> Como proyecto, no abogamos ningún tipo especifico de sexualidad, no
> decimos que se folla mejor con nuestros juguetes, no recomendamos
> reemplazar tus amantes por pilas recargables, o tus juguetes favoritos por
> verduras. Lo único que queremos es jugar, probar, inventar nuestro propio
> placer, entender un poco mejor la tecnología que nos rodea y penetra,
> hacer uso de nuestra imaginación y creatividad.
>
> Ofrecemos talleres de una variedad de juguetes: dildos, vibradores, bolas
> chinas, mini vibradores, juguetes anales, todos hechos de una combinación
> de materiales reciclados, y materiales seguros e higiénicos. Los talleres
> son divertidos y fáciles. Según el juguete y el tiempo que se le quiera
> dedicar, se puede hacer cosas más o menos elaboradas.
>
> 2. intercambio com o brasil - como sugiu o convite, o panorama brasileiro,
> realidades locais, a itinerancia
>
> 2. en contexto brazil, sería interesante mencionar que el latex se produce
> en brazil...? nueva fabrica de preservativos del govierno brazilero?
>
> O contexto brasileiro que frutiuficou a ideia de metareciclagem como
> simbolica do processo de apropriacao tecnologica presente em muitos projetos
> e oficinas que fazemos ao redor do brasil, alem do movimento de *pornografia
> livre* que busca o lugar de protagonista da mulher em relaçao ao prazer e ao
> seu proprio corpo.
>
> 3. cronograma - datas, numero de pessoas, necessidades para as oficinas
>
> 3. tiempo: llegar 24 de agosto
> volver - 14 de sept.
> a donde iríamos y que talleres hariamos???
> Creemos que eso es mejor que lo sujieran uds. nosotras no conocemos el
> contexto. Queremos ir donde les parezca interesante.
>
> Lugares sugeridos:
>
> Campinas
> Salvador? algum lugar do nordeste.. inferlizmente nao estrei em pipa nesta
> data :(
>
> Datas:
> Outubro de 2008
>
> incluimos chile en la propuesta??
>
> Una de nosotras (Yo,Carla) es chilena, nos gustaría aprovechar la
> oportunidad para pasar por Chile y hacer un taller. Hemos pensado que lo
> mejor sería ir una semana antes.
> Hacer escala en la ciudad que lleguemos, una semana en Chile para llegar
> el domingo 24 a Brazil.
>
> Les parece bien que lo incluyamos en el proyecto?
>
> necesidades:
> Viajes y dietas para 2 mujeres de Barcelona a Brazil y dentro de brazil.
> ...Materiales no reciclables para los talleres: latex natural
> [a ver si se puede conseguir directamente del productor, ya que el latex
> se produce en brazil - sabemos que se puede encontrar, el nombre técnico
> de este tipo de latex es LME], motores viejos. [a ver si se puede
> conseguir preformas ahí]
>
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> Envie mensagens para [email protected]
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"Se você não concordar, não posso me desculpar..."

pela sinistra "laotra", sempre!
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