é importante lembrar que os arrozeiros aqui no sul desviam água da lagoa para irrigação da lavoura... maior pau com ibama por conta de multas aplicadas, processo penal, sem esquecer que em raposa do sol os índios e caboclos estã sendo expulsos, ou dizimados à pedido dos arrozeiros...arroz, prato típico de japonês... tradiconal combinação brasileira com feijão... símbolo de fartura do ritual chinês em casamentos também ocidentais... e a gente tratando da tecnologia sob ótica de equipos, softwares, mídias livres... comunicação livre? informação livre? conhecimento livre? apropriação de conhecimentos??? desplastificar o planeta... arroz sintético... soja plástica... tudo visualmente encantador... para tornar mais interessante a conversa... metareciclando o papo... vamos por metáforas... porque acho que tem chegado a hora dessa gente bronzeada mostrar seu valor... GRANDE SERTÃO: VEREDAS - GUIMARÃES ROSA
"Tivesse medo? O medo da confusão das coisas, no mover desses futuros, que tudo é desordem. E, enquanto houver no mundo um vivente medroso, um menino tremor, todos perigam - o contagioso. Mas ninguém tem a licença de fazer medo nos outros, ninguém tenha. O maior direito que é meu - o que quero e sobrequero -: é que ninguém tem o direito de fazer medo em mim." Grande Sertão: veredas Guimarães Rosa Riobaldo, protagonista do romance Grande Sertão: Veredas, percebe que o medo é contagioso e reconhece o seu direito de não lhe fazerem medo. Munido de tal certeza, embrenha-se por entre as veredas mortas em busca de um pacto com o diabo. Procura uma encruzilhada sombria e permanece a espera do tinhoso. "O que tinha por mim - só a invenção da coragem." A noite passa dentro do personagem. Os espectros das veredas sombreiam seu corpo e incorporam as expectativas e visagens do jagunço. Os primeiros raios do amanhecer iluminam a obscuridade de Riobaldo. O pacto com o diabo é um pacto com ele próprio. O personagem é fortalecido com a apropriação do medo. O agente do perigo é ele e não a projeção no mundo do "coisa ruim" que aprendeu desde criança a temer e respeitar. "Posso me esconder de mim?" O questionamento abre a chaga do verdadeiro mistério. Riobaldo deixa-se abater pela febre na claridade. "Viver é muito perigoso", "viver é um descuido prosseguido", mas o jagunço, com tiro certeiro, afirma que "viver é etcétera". A infinidade de veredas que podemos perfilar na oração de nossas ações. As possibilidades podem estar sob as sombras dos nossos receios. O homem e suas projeções, ações e omissões num mundo indiferente. Os conflitos humanos construindo e destruindo as teias de vivências. É necessário viver o paradoxo. Ser heroicamente autor de nossas covardias... Será? E a coragem de criar, de retalhar o medo na intimidade e desafiar o mundo como Riobaldo desafia ao lançar-se num pacto com o representante do Mal? A coragem de construir alicerces para nossa incompletude. Assumir o risco pelo dano que podemos nos causar... "Viver é etcétera..." Riobaldo reacendeu a coragem na conquista de um novo espaço no mundo. O mundo é indiferente, o mal é apenas uma projeção... O ser é o cerne de seu temor, o vir a ser e o não ser... os grandes interditos... O direito está em ser o único perigo real. "Medo agarra a gente é pelo enraizado." Estar preso às raízes pode impossibilitar um olhar mais amplo para as conquistas dos novos horizontes. Presos às limitações dos sentidos, resta-nos permanecer na situação, culpando o medo e o remorso por nossa inação. Na vida devemos valorizar nossas origens nas raízes que nos prendem aos solos, mas devemos construir nossas antenas para poder compartilhar as inovações do mundo e enfrentá-las com segurança. "Só temos que temer o próprio medo." Edgar Morin, com outras palavras, afirma o direito declarado por Riobaldo e elabora o mistério "Todo mistério do mundo está no nosso espírito. Todas as estruturas do nosso espírito são projetadas ao exterior, sobre o mundo." A realidade se perde, pois só pode ser concebida se o sentimento for iniciado no homem e nele terminar com a atitude de um pacto em que o medo passa a compor para um objetivo... Contudo, quando o homem perde a noção da extensão de si e dos seus atos, os sentimentos são projetados para o outro, o medo surge como a impotência de ser para si, como a negação de ser para o outro. Guimarães Rosa desvenda os sertões, abre veredas de lucidez e sensibilidade por intermédio do jagunço Teobaldo. Quantas são as passagens que poderiam ser objetos de ensaios! Quantas exclamações salientam a pluralidade do homem! Quantos sertões existem a serem desbravados! O final do romance umedece todas as sensações. A morte de Diadorim, o menino da travessia do São Francisco que cresceu, cruzou os sertões em vida de vingança e morreu em combate num corpo feminino, é toda a poesia. Neste momento a prosa de Guimarães Rosa é imagem, som e pensamento - as veredas, os versos a construir o poema-sertão. O leitor, seduzido, vivencia a emoção sem poder decifrar a simbologia de tantas metáforas, envolve-se de forma plena sem ter a real percepção de suas emoções. O encontro de Teobaldo e Diadorim se dá na impossibilidade. O mistério se apaga nos finos lábios que, calados, se tornam sertão. O ser humano na travessia, muitas vezes teme ousar por novas veredas, amedronta-se diante de novas abordagens - a incapacidade aniquila o paradoxo e estagna o homem na limitação do perigo aparente. Guimarães Rosa ousou. Criou uma nova linguagem e inovou no desenvolvimento do enredo, retratando áridas vidas que compõem os sertões do mundo, sem temer a crítica. O grande desafio estava em transformar em literatura a sua percepção do mundo e dos semelhantes. Ninguém teve o direito de lhe fazer sentir medo. Nós, leitores, admiramos sua coragem criativa e sua grande obra e devemos nos preencher das metáforas do caminho para assumir o pacto com nossa ambigüidade. Conscientes de que o medo se instaura na ausência da força de uma realização. Concretizemos nossos ideais para estabilizarmo-nos diante da confusão das coisas num futuro incerto dentro da perspectivas dos caminhos que se descobrem nos primeiros passos. Helena Sut http://www.helenasut.net/index.php 2008/8/13 Mateus Daitx <[EMAIL PROTECTED]> > Pois é, de novo os interesses comerciais atropelam os da nação. E seguindo > na linha da Soja Transgênia, deve ter produtividade menor (menos toneladas > por hectare de terra cultivada), só ajudando latifundiário preguiçoso a > despejar mais herbicida na planta sem matar ela (e matando tudo em volta), e > ficar coçando o saco por mais tempo. Lembrando que na Soja as variedades não > transgênicas produzem de 10-20% mais por hectare, mas que necessitam de mais > cuidado (ou seja, dão mais trabalho = mais empregos) do que as modificadas > por empresas. pra quem quiser fugir do Arroz transgênico, fica aqui a > sugestão: > http://www.volkmann.com.br/ > E nas bancas da reforma agrária espalhadas pelo país os produtos costumam > ser livres de transgênicos e pesticidas também. > Sds, > Mateus (sim, tô vivo...) > > > 2008/8/11 eiabel lelex <[EMAIL PROTECTED]> > >> matéria do jornal correio do povo de hoje, 11/08, informa sobre a >> apreensão de arroz pirata no RS... do mesmo modo que a soja trangenica >> entrou no BNrasil e que o governo legalizou o crime de contrabando... mesmo >> povo que diz que sem terra é rato... quer dizer, latifundário de são >> gabriel, por exemplo... bem, segue nota abaixo >> >> abraços entristecidos >> >> lele >> >> >> Governo apreende arroz 'pirata' no RS >> O Ministério da Agricultura (Mapa) deflagrou ação contra a pirataria de >> sementes no Rio Grande do Sul. A apreensão de 180 mil quilos de sementes de >> arroz da variedade Puitá no varejo de São Gabriel e Uruguaiana reforçou >> suspeitas de que a cultivar esteja sendo contrabandeada da Argentina. >> Segundo o superintendente do Mapa/RS, Francisco Signor, a variedade não >> tinha autorização para uso no Brasil e o caso foi repassado à Polícia >> Federal. O episódio lembra a chegada da soja transgênica ao Estado, quando o >> contrabando disseminou a variedade nos campos. Apesar de ter sido liberadada >> para uso recentemente pelo Mapa, a Basf - que detém os direitos de >> utilização - ainda não disponibilizou o grão legal ao produtor. >> >> "A Puitá já foi experimentada na safra passada", informou o presidente da >> Associação dos Produtores e Comerciantes de Sementes e Mudas do RS >> (Apassul), Narciso Barinson Neto. A confirmação do Mapa deve gerar nova >> polêmica sobre a cobrança de royalties. A variedade de arroz mutagênico (que >> sofre variações com base em cruzamentos ou processos químicos) se destaca >> pela resistência ao herbicida que combate o arroz vermelho, uma das >> principais invasoras da lavoura orizícola. >> >> >> -- >> "Se você não concordar, não posso me desculpar..." >> >> pela sinistra "laotra", sempre! >> >> _______________________________________________ >> Lista de discussão da MetaReciclagem >> Envie mensagens para [email protected] >> http://lista.metareciclagem.org >> > > -- "Se você não concordar, não posso me desculpar..." pela sinistra "laotra", sempre!
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