carinha, prá mim todos aqui sã crias do construtivismo, piaget e paulo
freire,
ou tem alguem do tempo da admissão, do colegial... pelo que sei
depois de mim todo mundo passou pelos blocos lógicos.

esse indiano não entendeu, e acho que muitos aqui tbém não
que metareciclagem é superação do paulo freire, o que não quer
dizer negação... como desconstrução não significa destruição.

porque se se apega no paulo freire, apensa, teríamos que fazer
somente alfaBITtzação... como fizemos no final da ditadura alfabetizando
pessoas pelo metodo paulo freire para saberem votar...

superação, ir além do que está dito, dado.

o problema do bom velhinho, são os herdeiros, que acbam fazendo
qualquer coisa em nome do pai.

beso

lele

2008/9/12 Felipe Fonseca <[EMAIL PROTECTED]>

> e já que mencionaram o Paulo Freire, um causo...
>
> ano passado eu fui em um evento chamado "pedagogical faultlines".
> falei de metareciclagem e paulo freire, e de um monte de paralelos
> possíveis entre este e aquela. no fim da minha fala, um indiano
> cabeçudo me fez uma daquelas perguntas de indianos cabeçudos.
> não entendi o sotaque e pedi pra ele repetir. quando repetiu, fiquei
> pensando "olha que feladapu...". no bom sentido, claro. gosto muito
> desses indianos. ele era o mesmo que tinha me feito umas perguntas
> difícieis em outras vezes, e por causa delas eu aprendi um monte de
> coisas. aí depois continuei a conversa com ele por email. ele me
> mandou uma mensagem bem interessante. vou traduzir no improviso:
>
> "Having heard you speak a few times and following your work over
> sometime, my feeling is that it is way more conceptually complex than
> what is articulated. Paulo Freire work and thought was a remarkable
> intervention in it's own time but is also marked by all the limitation
> of it's time. It has a simplistic understanding of oppression and
> knowledge. It polarises society to sharply into identifiable camps of
> oppressor/ oppressed and also the knowledge into
> subjugation/liberation. The deeper schism is between ignorance and
> knowledge. The 'educator' bridges these divides and raises
> consciousness."
>
> "depois de ouvir você falar algumas vezes e seguindo teu trabalho por
> algum tempo, eu sinto que ele é muito mais complexo conceitualmente
> do que aquilo que é articulado. O trabalho e o pensamento do Paulo Freire
> foram uma intervenção notável em seu tempo, mas também é marcado
> por toda a limitação de seu tempo. Ele tem um compreensão simplista
> de opressão e conhecimento. Ele polariza a sociedade de maneira
> acentuada em campos identificáveis de opressor/oprimido e também
> o conhecimento em submissão/libertação. A divisão mais profunda é
> entre ignorância e conhecimento. O 'educador' atravessa [ou termo
> melhor] essas separações e faz crescer a conscientização".
>
> "But, you all work with a different condition of knowledge. For you
> knowledge is a set of practices that is activated through various
> modes of doing and acting. It is unbounded and can draw from all
> sources. It has a very diffused purpose and with more entry points
> will change the forms of engagement. Also, i am always intrigued by
> the carnivalesque nature of the work and it's presentation. This
> relation of non-functional playful and yet generative relationship to
> technology and the question of knowledge around it needs a serious
> consideration. My fear is that otherwise it will get drowned as
> another "mass literacy" kind of euphoria and then exhaustion and
> takeover by commerce"
>
> Mas, vocês todos trabalham com uma condição diferente de conhecimento.
> Para vocês o conhecimento é um conjunto de práticas que é ativado através
> de vários modos de fazer e agir. Ele é libertado e pode vir de diversas
> fontes.
> Ele tem um propósito muito difuso e com muito mais pontos de entrada
> vai mudar as formas de engajamento. Eu também estou sempre intrigado
> pela natureza carnavalesca do trabalho e sua apresentação. Essa relação
> de relação com a tecnologia e o conhecimento ao redor dela que é  não
> funcional, brincante [obrigado nóbrega] e ainda assim generativa precisa
> de consideração séria. Meu medo e'que de outra forma ela se afogue
> como mais tipo de euforia de 'alfabetização em massa' e daí à exaustão
> e tomada pelo comércio".
>
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