Tem uma �timo artigo sobre a participac�o da fran�a na opera��o Alied
Force contra a Iugosl�via neste ano(opera��o Trident). Estou mandando um
resumo pois tem v�rios aprendizados que interessam ao Brasil e d�o uma
boa vis�o do que � uma campanha a�rea.

No dia 24 de mar�o, dia do in�cio das hostilidades, o Foch estava
presente escoltado pela Cassard(AAW), Tourvile(ASW) e HMS Somerset. Foi
a primeira vez que um navio brit�nico esteve sob comando da fran�a. A
HMS Grafon substituiu o Somerset em 24 de abril e a Jean Bart
subistituiuia a Cassard em 22 de maio. O petrolheiro Meuse e o navio
oficina Jules Verne faziam  parte do GT. Um SSN estava presente mas nao
oficialmente.
O Foch embarcava 16 Super Etandard(SEM), 4 Etandard IVP para
reconhecimento e 3 Super Frelon para CSAR. Os Crusades n�o foram
levados. A cobertura a�rea foi feita a partir de terra. Sem F-8, a
catapulta foi menos utilizada(2.200 decolagens at�  manuten�ao
importante).

Foram realizados 878 sortidas sendo 412 em um m�s(m�dia de 15 por dia).
O SEM s� voava de dia e com LGBs. N�o levava designador com capacidade
noturna(ATLIS PDL). A adapta��o de pod com capacidade noturna foi
cancelada pois custaria 48 milhoes de USD e seria usada por pouco tempo.

O Foch tinha a vantagem de estar a 15 minutos da �rea de batalha
enquanto os outros tinha que voar 45 minutos a partir da It�lia. Tamb�m
precisavam de apenas um REVO enquanto as outras aeronaves faziam 3. O
problema � que usam outro SEM para REVO o que era custoso. Por isso a
fran�a esta pensando em adquirir avioes tanques para o CdG.
A falta de outro NAe foi sentida com a partida do Foch no dia 1o de
junho. A necessidade de outro NAe ressurgiu. Se for adquirido s�
entraria em opera��o em 2013. Uma op��o seria ligar com a contru��o dos
2 NAes brit�nicos.  A falta de AEW e ca�as n�o foi sentida devido a
proximidade com bases em terra. O CdG ter� o Rafale e E-2C.

8 Pumas e 4 Gazeles da ALAT foram usados em missoes humanitarias. 2
Super Pumas com o radar Horizon foram usados para reconhecimento.

Foram usados o Mirrage 2000C como ca�a, Mirrage 2000D, Jaguar e Mirrage
F.1CT para ataque e Pumas em CSAR.
A Fran�a tinha 9% das aeronaves(1.022) estacionadas na regi�o e realizou
10,8% das miss�es(33.122  sortidas) entre 24 mar�a e 31 maio.
Foram 851(s� FAF) sortidas de ataque, 476 de defesa a�rea, 149 de
reconhecimento incluindo UAV e 320 de REVO.
Apenas 431 sortidas de ataque foram efetivas as outra foram abortadas
devido a mau tempo ou inabilidade de confirmar o alvo.

As miss�es de CAP duravam 6-7 horas com pelo menos 3 REVO nos Mirrage
2000C. Cada um voou uma m�dia de 121 horas contra 20 h em tempo de paz.
Foram necess�rio 3 tripula��es para cada aeronave para manter o n�vel de
atividade.
Uma consequencia do longo tempo de patrulha foram os danos aos misseis
AA. Foram perdidos 28 Magic 2(220 mil USD cada) e 18 Super 530D(763 mil
USD cada). Os danos foram devido ao atrito, temperatura e for�as f�sicas
e aerodin�micas, principalmente na cabe�a de busca. A fran�a ira
realizar uma extens�o de vida de 40 para 200 horas de voo nos seus
m�sseis. O MICA tem uma previs�o de vida de 200 h de voo e ser�
extendida para 500 h. N�o pode ser entregue em tempo para ser usado na
campanha.

A necessidade de evitar danos colaterais impos a necessidade de
identifica��o acurada do alvo. Por isso foram usadas PGM e m�sseis
cruise de forma intensa.
Em 1991, na guerra do golfo, os franceses s� podiam fazer ataques
diurnos sem ter a seguran�a da noite. Foi priorizado a aquisi��o de pods
com FLIR. 22 pods PDL-CT ou CTS estavam dispon�veis para ataques de
precis�o a noite. Os Mirrage F.1 CT e Jaguar faziam usao do LDP de dia
com as GBU-12.
O alcance do Atils era de 20-25 km para detec��o e 10 km para designa��o
(depende da arma). O PDL-CT tinha alcance de 20km.
Antes da querra a FAF(Arm�e de l'air) tinha poucas LGBs e a
AN(Aeronavale) tinha 200 LGBs.
Foram lan�adas 240 t de LGBs e 8 AS30L. As armas guiadas foram 70% em
peso e 95% em custo de 41 milhoes de USD.
As bombas n�o podiam ser lan�adas atrav�s das nuvens pois atrapalhavam
os designadores e eram sens�veis aos ventos. Tinham que ser lan�adas a
mais de 5.000m devido a AAA iugosl�via. 420 sortidas(em 851) da FAF e 88
(em 412 da AN) foram abortadas. Por razoes de seguran�a os SEM n�o
podiam pousar no Foch com as GBU-12 e tinha que lan�a-las no mar. 49
foram desperdi�adas(18% das 268 usadas) num valor de 2.19 milhoes de
USD. Os SEM foram autorizados a pousar com as GBU ap�s o fim da
campanha, mas devido a estress estrutural s� podem fazer 20 pousos at�
2009/10 quando ser�o retirados.

Custos unitario das armas em USD:
AS30L - 420-320 mil
LGB 900kg - 143 mil
LGB 227kg - 26 mil
Mk82 - 3.125,00
SAMPT 25 - 5.740,00

Devido ao sucesso das JDAM lan�adas pelos EUA e a vantagem de n�o
dependerem do tempo a fran�a ira adquirir 500 AASM(de 3000 pretendidas).
� um kit de GPS/INS para as bombas francesas de 227 e 900kg. O alcance �
de 15km a baixa altitude e 60 km se lan�adas a grande altitude. S�o
menos precisas que as LGBs(CEP de 15-20 metros) e dependem de dados de
intelig�ncia para saberem onde est� o alvo.

Os Mirrage 2000D conseguiam acertar alvos com acur�cia de 20-60m
lan�adas de mais de 5.000m usando seus sistemas de navega��o e ataque.

A Fran�a esta testando o uso de UAVs para designar alvos diurnos para os
SEM, Mirrage F1CT e Jaguar e permitir que as armas sejam lan�adas a
dist�ncias mais seguras.

A Fran�a mostrou ser o pa�s europeu mais avan�ado em termos de meios de
reconhecimento. Realizou 20% das missoes e 8% das sortidas ELINT.
O sat�lite Helius 1A foi usado para IMINT(reconhecimento fotogr�fico),
mas o mau tempo e espera para estar na �rbita adequada limitaram seu
uso. N�o tinha capacidade noturna. A fran�a planeja lan�ar o Helius 1B
para aumentar a capacidade IMINT e o Helius 2 em 2003 com capacidade
noturna. O Mirrage IVP era mais flexivel e obtinha fotos de alta
resolu�ao a grande altitude, mas n�o tinha data link em tempo real.
O F1CR foi usado para fotos IR e SLARcom o pod Rafael. Testou um pod
digital(10.000 pixel) que transmitia imagem em tempo quase real para
esta�oes em terra. Os F1CR tamb�m faziam ELINT com um pod ASTAC. Ele
podia detectar, localizar e identificar radares de controle de fogo de
AAA e SAM. Os dados eram usados para atualizar os sistemas de CME de
autoprote��o das aeronaves e planejamento de miss�o.
Os Etandard IVP tiravam fotos convencionais e ser� retirado ano que vem.
Os SEM receber�o pods de recon.
O C160G Transal Gabriel e o DC-8 Sarigue realizavam EINT e
SIGINT(intercepta��o de menssagens de telefone, fax e radio).
O He radar Horizon detectava alvos m�veis em terra at� a 150km de
dist�ncia.
Os UAVs foram usados para localizar refugiados e realizar BDA. A fran�a
perdeu 2 CL-289 e 3 crecerelles(13 perdidos pelos aliados).
Os meios demostraram ser eficientes mas insuficientes para uma cobertura
de 24 h como o Gabriel e Horizon.
Os 4 E-3F eram insufici�ntes e ser�o suplementados pelos E-2C.
Existe a possibilidade de converter 4 C-160 Transall Astarte(usados para
comunica��o ELF com subs) para GE ofensiva e centro de comando e
controle de campo de batalha aerotransportado(ABCCC para os EUA).

As aeronaves REVO mostraram ser insufici�ntes.

A Fran�a n�o possuia capacidade SEAD ap�s a retirada de servi�o do
Martel AS37 e n�o tinha capacidade de GE ofensiva estando dependendo dos
EUA e outros aliados.

O conflito mostrou que uma campanha a�rea depende de alian�as para ter
sucesso e a mentalidade de independ�ncia do Charles de Gaulle esta sendo
revistas. A tend�ncia � se tornar-se mais influ�nciado pelos europeus e
menos pelos EUA.

F�bio Morais Castro



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