Eu acho que tinham 3 Aliz� a bordo do Foch tambem.


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From: F�bio Morais Castro <[EMAIL PROTECTED]>
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Sent: Sunday, November 21, 1999 6:05 PM
Subject: [naval] Opera��o Trident


> Tem uma �timo artigo sobre a participac�o da fran�a na opera��o Alied
> Force contra a Iugosl�via neste ano(opera��o Trident). Estou mandando um
> resumo pois tem v�rios aprendizados que interessam ao Brasil e d�o uma
> boa vis�o do que � uma campanha a�rea.
>
> No dia 24 de mar�o, dia do in�cio das hostilidades, o Foch estava
> presente escoltado pela Cassard(AAW), Tourvile(ASW) e HMS Somerset. Foi
> a primeira vez que um navio brit�nico esteve sob comando da fran�a. A
> HMS Grafon substituiu o Somerset em 24 de abril e a Jean Bart
> subistituiuia a Cassard em 22 de maio. O petrolheiro Meuse e o navio
> oficina Jules Verne faziam  parte do GT. Um SSN estava presente mas nao
> oficialmente.
> O Foch embarcava 16 Super Etandard(SEM), 4 Etandard IVP para
> reconhecimento e 3 Super Frelon para CSAR. Os Crusades n�o foram
> levados. A cobertura a�rea foi feita a partir de terra. Sem F-8, a
> catapulta foi menos utilizada(2.200 decolagens at�  manuten�ao
> importante).
>
> Foram realizados 878 sortidas sendo 412 em um m�s(m�dia de 15 por dia).
> O SEM s� voava de dia e com LGBs. N�o levava designador com capacidade
> noturna(ATLIS PDL). A adapta��o de pod com capacidade noturna foi
> cancelada pois custaria 48 milhoes de USD e seria usada por pouco tempo.
>
> O Foch tinha a vantagem de estar a 15 minutos da �rea de batalha
> enquanto os outros tinha que voar 45 minutos a partir da It�lia. Tamb�m
> precisavam de apenas um REVO enquanto as outras aeronaves faziam 3. O
> problema � que usam outro SEM para REVO o que era custoso. Por isso a
> fran�a esta pensando em adquirir avioes tanques para o CdG.
> A falta de outro NAe foi sentida com a partida do Foch no dia 1o de
> junho. A necessidade de outro NAe ressurgiu. Se for adquirido s�
> entraria em opera��o em 2013. Uma op��o seria ligar com a contru��o dos
> 2 NAes brit�nicos.  A falta de AEW e ca�as n�o foi sentida devido a
> proximidade com bases em terra. O CdG ter� o Rafale e E-2C.
>
> 8 Pumas e 4 Gazeles da ALAT foram usados em missoes humanitarias. 2
> Super Pumas com o radar Horizon foram usados para reconhecimento.
>
> Foram usados o Mirrage 2000C como ca�a, Mirrage 2000D, Jaguar e Mirrage
> F.1CT para ataque e Pumas em CSAR.
> A Fran�a tinha 9% das aeronaves(1.022) estacionadas na regi�o e realizou
> 10,8% das miss�es(33.122  sortidas) entre 24 mar�a e 31 maio.
> Foram 851(s� FAF) sortidas de ataque, 476 de defesa a�rea, 149 de
> reconhecimento incluindo UAV e 320 de REVO.
> Apenas 431 sortidas de ataque foram efetivas as outra foram abortadas
> devido a mau tempo ou inabilidade de confirmar o alvo.
>
> As miss�es de CAP duravam 6-7 horas com pelo menos 3 REVO nos Mirrage
> 2000C. Cada um voou uma m�dia de 121 horas contra 20 h em tempo de paz.
> Foram necess�rio 3 tripula��es para cada aeronave para manter o n�vel de
> atividade.
> Uma consequencia do longo tempo de patrulha foram os danos aos misseis
> AA. Foram perdidos 28 Magic 2(220 mil USD cada) e 18 Super 530D(763 mil
> USD cada). Os danos foram devido ao atrito, temperatura e for�as f�sicas
> e aerodin�micas, principalmente na cabe�a de busca. A fran�a ira
> realizar uma extens�o de vida de 40 para 200 horas de voo nos seus
> m�sseis. O MICA tem uma previs�o de vida de 200 h de voo e ser�
> extendida para 500 h. N�o pode ser entregue em tempo para ser usado na
> campanha.
>
> A necessidade de evitar danos colaterais impos a necessidade de
> identifica��o acurada do alvo. Por isso foram usadas PGM e m�sseis
> cruise de forma intensa.
> Em 1991, na guerra do golfo, os franceses s� podiam fazer ataques
> diurnos sem ter a seguran�a da noite. Foi priorizado a aquisi��o de pods
> com FLIR. 22 pods PDL-CT ou CTS estavam dispon�veis para ataques de
> precis�o a noite. Os Mirrage F.1 CT e Jaguar faziam usao do LDP de dia
> com as GBU-12.
> O alcance do Atils era de 20-25 km para detec��o e 10 km para designa��o
> (depende da arma). O PDL-CT tinha alcance de 20km.
> Antes da querra a FAF(Arm�e de l'air) tinha poucas LGBs e a
> AN(Aeronavale) tinha 200 LGBs.
> Foram lan�adas 240 t de LGBs e 8 AS30L. As armas guiadas foram 70% em
> peso e 95% em custo de 41 milhoes de USD.
> As bombas n�o podiam ser lan�adas atrav�s das nuvens pois atrapalhavam
> os designadores e eram sens�veis aos ventos. Tinham que ser lan�adas a
> mais de 5.000m devido a AAA iugosl�via. 420 sortidas(em 851) da FAF e 88
> (em 412 da AN) foram abortadas. Por razoes de seguran�a os SEM n�o
> podiam pousar no Foch com as GBU-12 e tinha que lan�a-las no mar. 49
> foram desperdi�adas(18% das 268 usadas) num valor de 2.19 milhoes de
> USD. Os SEM foram autorizados a pousar com as GBU ap�s o fim da
> campanha, mas devido a estress estrutural s� podem fazer 20 pousos at�
> 2009/10 quando ser�o retirados.
>
> Custos unitario das armas em USD:
> AS30L - 420-320 mil
> LGB 900kg - 143 mil
> LGB 227kg - 26 mil
> Mk82 - 3.125,00
> SAMPT 25 - 5.740,00
>
> Devido ao sucesso das JDAM lan�adas pelos EUA e a vantagem de n�o
> dependerem do tempo a fran�a ira adquirir 500 AASM(de 3000 pretendidas).
> � um kit de GPS/INS para as bombas francesas de 227 e 900kg. O alcance �
> de 15km a baixa altitude e 60 km se lan�adas a grande altitude. S�o
> menos precisas que as LGBs(CEP de 15-20 metros) e dependem de dados de
> intelig�ncia para saberem onde est� o alvo.
>
> Os Mirrage 2000D conseguiam acertar alvos com acur�cia de 20-60m
> lan�adas de mais de 5.000m usando seus sistemas de navega��o e ataque.
>
> A Fran�a esta testando o uso de UAVs para designar alvos diurnos para os
> SEM, Mirrage F1CT e Jaguar e permitir que as armas sejam lan�adas a
> dist�ncias mais seguras.
>
> A Fran�a mostrou ser o pa�s europeu mais avan�ado em termos de meios de
> reconhecimento. Realizou 20% das missoes e 8% das sortidas ELINT.
> O sat�lite Helius 1A foi usado para IMINT(reconhecimento fotogr�fico),
> mas o mau tempo e espera para estar na �rbita adequada limitaram seu
> uso. N�o tinha capacidade noturna. A fran�a planeja lan�ar o Helius 1B
> para aumentar a capacidade IMINT e o Helius 2 em 2003 com capacidade
> noturna. O Mirrage IVP era mais flexivel e obtinha fotos de alta
> resolu�ao a grande altitude, mas n�o tinha data link em tempo real.
> O F1CR foi usado para fotos IR e SLARcom o pod Rafael. Testou um pod
> digital(10.000 pixel) que transmitia imagem em tempo quase real para
> esta�oes em terra. Os F1CR tamb�m faziam ELINT com um pod ASTAC. Ele
> podia detectar, localizar e identificar radares de controle de fogo de
> AAA e SAM. Os dados eram usados para atualizar os sistemas de CME de
> autoprote��o das aeronaves e planejamento de miss�o.
> Os Etandard IVP tiravam fotos convencionais e ser� retirado ano que vem.
> Os SEM receber�o pods de recon.
> O C160G Transal Gabriel e o DC-8 Sarigue realizavam EINT e
> SIGINT(intercepta��o de menssagens de telefone, fax e radio).
> O He radar Horizon detectava alvos m�veis em terra at� a 150km de
> dist�ncia.
> Os UAVs foram usados para localizar refugiados e realizar BDA. A fran�a
> perdeu 2 CL-289 e 3 crecerelles(13 perdidos pelos aliados).
> Os meios demostraram ser eficientes mas insuficientes para uma cobertura
> de 24 h como o Gabriel e Horizon.
> Os 4 E-3F eram insufici�ntes e ser�o suplementados pelos E-2C.
> Existe a possibilidade de converter 4 C-160 Transall Astarte(usados para
> comunica��o ELF com subs) para GE ofensiva e centro de comando e
> controle de campo de batalha aerotransportado(ABCCC para os EUA).
>
> As aeronaves REVO mostraram ser insufici�ntes.
>
> A Fran�a n�o possuia capacidade SEAD ap�s a retirada de servi�o do
> Martel AS37 e n�o tinha capacidade de GE ofensiva estando dependendo dos
> EUA e outros aliados.
>
> O conflito mostrou que uma campanha a�rea depende de alian�as para ter
> sucesso e a mentalidade de independ�ncia do Charles de Gaulle esta sendo
> revistas. A tend�ncia � se tornar-se mais influ�nciado pelos europeus e
> menos pelos EUA.
>
> F�bio Morais Castro
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