A informa��o sobre a capacidade do grupo propulsor do Minas �, no m�nimo,
duvidosa pois at� aqui, nunca houveram problemas graves com ele. Ao
contr�rio do seu irm�o, o  25 de Mayo. � preciso checar melhor essa
informa��o.

Mas antes de qualquer coisa, a mat�ria j� demonstrou um certo
desconhecimento do assunto por parte do seu autor uma vez que a velocidade
da plataforma � apenas uma componente para se obter o "vento relativo"
necess�rio para lan�ar a aeronave. Por outro lado, se o navio estiver a 23
n�s e n�o houver vento ningu�m decola do mesmo jeito.

-----Mensagem original-----
De: Alex Bengtsson <[EMAIL PROTECTED]>
Para: [EMAIL PROTECTED] <[EMAIL PROTECTED]>
Data: Segunda-feira, 22 de Novembro de 1999 13:31
Assunto: Re: [naval] LEIAM


>
>Que mico !  Quer dizer que os A4 nunca v�o operar no Minas? Fala s�rio...
>
>Construir um Nae seria bem interessante, n�o?
>
>
>----- Original Message -----
>From: Pedro M. Calmon <[EMAIL PROTECTED]>
>To: <[EMAIL PROTECTED]>
>Sent: Sunday, November 21, 1999 6:26 AM
>Subject: [naval] LEIAM
>
>
>> Materia publicada no Correio Braziliense desse
>> domingo.
>>
>>
>> Fran�a usa empresas brasileiras para entrar no mercado
>> latino-americano de armas
>>
>>
>> Pedro Paulo Rezende
>> Da equipe do Correio
>>
>>
>> A Fran�a quer usar o Brasil como ponte para conquistar
>> o mercado de armas latino-americano. Al�m de uma
>> controvertida associa��o da Marcel Dassault com a
>> Embraer, brasileiros e franceses est�o trabalhando no
>> projeto de um barco invis�vel.Para tratar desses
>> assuntos, uma comitiva da Direction General de
>> l'Armements (DGA), holding que coordena as ind�strias
>> militares da Fran�a, iniciou na sexta-feira uma visita
>> de quatro dias ao Brasil.
>>
>>   O grupo, chefiado pelo ex-embaixador da Fran�a no
>> Brasil, Jean-Bernard Ouvrier, visitou o ministro da
>> Defesa do Brasil, �lcio �lvares. No encontro, tentou
>> empurrar um velho navio constru�do em 1960, o
>> porta-avi�es Foch, pela bagatela de US$ 50 milh�es -
>> uma proposta feita pela primeira vez ao ex-ministro
>> Mauro Rodrigues em 1995.
>>
>>   Recebeu alguns sinais positivos, mas ouviu das
>> autoridades navais navais brasileiras que a prioridade
>> � obter tecnologia para construir reatores compactos
>> para submarinos, campo em que a Direction des
>> Constructions Navales (DCN), empresa ligada � DGA, j�
>> mostrou excel�ncia.
>>
>>   A DCN � uma holding que concentra os estaleiros
>> militares franceses. Ela est� colaborando com a
>> Empresa de Engenharia e Projetos Navais (Engepron) -
>> ligada ao Minist�rio da Defesa brasileiro - no projeto
>> de uma revolucion�ria fragata antia�rea de
>> caracter�sticas furtivas, desenvolvida a partir da
>> Classe La Fayette.
>>
>>
>>
>> SOFISTICA��O
>>
>>   Os detalhes do projeto, voltado para o mercado
>> latino-americano, ainda n�o est�o prontos, mas o barco
>> ( que se for completado ser� a maior embarca��o de
>> combate constru�da no pa�s) ter� cerca de 150 metros
>> de comprimento e deslocar� perto de 5 mil toneladas.
>>
>>   Seus sistemas de armas incluir�o m�sseis antia�reos
>> de defesa de �rea, capazes de atingir avi�es e m�sseis
>> de cruzeiro a 50 quil�metros de dist�ncia, m�sseis
>> mar-mar de nova gera��o, desenvolvidos a partir do
>> Exocet franc�s, helic�pteros e m�sseis anti-submarinos
>> e canh�es de 40mm e 115mm.
>>
>>   A classe La Fayette � um dos maiores sucessos
>> comerciais da ind�stria naval francesa, que
>> recentemente vendeu seis desses barcos para Taiwan e
>> quatro para a Ar�bia Saudita. A Marinha Nacional da
>> Fran�a recebeu este ano a sexta e �ltima unidade do
>> grupo.
>>
>>   S�o navios com 115 metros de comprimento e
>> deslocamento de 4 mil toneladas. As linhas do projeto
>> procuram evitar as chamadas armadilhas para radar,
>> sali�ncias e reentr�ncias que emitem ecos eletr�nicos.
>> Os barcos salva vidas, por exemplo, est�o abrigados
>> por tr�s de cortinas pl�sticas especiais, que absorvem
>> impulsos el�tricos.
>>
>>   Os motores diesel, colocados sobre suspens�es
>> especiais antivibra��o, funcionam como geradores para
>> o sistema principal de propuls�o, formado por motores
>> el�tricos. Com isso, as La Fayette conseguem operar em
>> completo sil�ncio, uma caracter�stica extremamente
>> bem-vinda em situa��o de combate em �guas infestadas
>> de submarinos.
>>
>>
>>
>> SUBMARINO
>>
>>   Outra �rea de associa��o visaria a constru��o do
>> submarino nuclear brasileiro um projeto iniciado em
>> 1982, no governo do general Jo�o Figueiredo. O
>> prot�tipo de um reator de 12 megawatts j� est� em
>> funcionamento, no campus do Instituto de Pesquisas
>> Nucleares da Universidade de S�o Paulo, em S�o Paulo,
>> mas fracassaram todos os esfor�os para torn�-lo mais
>> compacto. Com isso, surgiu um impasse: ele � mais
>> largo que o casco do submarino projetado, com
>> tecnologia alem�, para abrig�-lo.
>>
>>   Para solucionar esse problema, o extinto Minist�rio
>> da Marinha come�ou v�rias gest�es junto a fabricantes
>> internacionais durante a gest�o do ministro Mauro
>> C�sar Rodrigues, em 1995. Foram feitos contatos com
>> empresas brit�nicas, francesas, ucranianas e russas,
>> mas a associa��o com a DCN parece que deu um ponto
>> final � busca de um s�cio.
>>
>>   Gra�as a um desenho revolucion�rio do sistema de
>> propuls�o, os franceses conseguiram construir os
>> menores submarinos nucleares em opera��o - os das
>> classes Rubis e Amethyste - que deslocam apenas 2.400
>> toneladas (um submarino nuclear de ataque americano
>> tem tr�s vezes esse tamanho).
>>
>>   O projeto do submarino nuclear brasileiro, gra�as ao
>> tamanho do reator, j� estava com 4 mil toneladas
>> previstas quando foi desacelerado por quest�es
>> or�ament�rias em 1995. Com um sistema de propuls�o
>> menor, esse peso seria reduzido para cerca de 3 mil
>> toneladas.
>>
>>   O Minist�rio da Marinha j� aplicou US$ 700 milh�es
>> no projeto do barco e do reator e US$ 600 milh�es para
>> o dom�nio do ciclo do combust�vel. A esse valor, devem
>> ser somados US$ 1 bilh�o, para completar o barco
>> propriamente dito e construir sua base de apoio.
>>
>>   � bom lembrar que a propuls�o nuclear n�o � um fim
>> por si pr�pria e um submarino � um sistema de armas
>> complexo, que n�o poderia existir sem toda uma gama de
>> equipamentos modernos.
>>
>>   Fran�a, Su�cia, It�lia, Alemanha e Gr� Bretanha
>> ofereceram sociedade ao Brasil para desenvolver e
>> fabricar sistemas modernos de armas submarinas,
>> inclusive torpedos guiados e m�sseis antinavio, mas a
>> conversa esbarrou na cr�nica falta de verbas para as
>> for�as militares brasileiras.
>>
>>
>>
>>
>> -------------------------------------------------------------------------
-
>------
>>
>>
>> Minas, um barco duro de matar
>>
>>
>>
>>   O Minas Gerais poderia ser comparado ao ator Bruce
>> Willis na s�rie Duro de Matar. Quando seu fim parece
>> pr�ximo, algu�m d� um jeito de ressuscit�-lo para mais
>> uns anos de opera��o. Nau-capit�nea da Armada, o
>> navio, constru�do pela Gr�-Bretanha em 1944, j� passou
>> por seis reformas completas. Na �ltima, recebeu
>> catapultas retiradas do seu irm�o g�meo 25 de Mayo,
>> que serviu na Marinha Argentina por mais de duas
>> d�cadas at� ser aposentado durante o governo Menem.
>>
>>   O problema est� em que n�o � mais poss�vel
>> remend�-lo. Suas m�quinas n�o conseguem lev�-lo a mais
>> de 18 n�s, cerca de 34 quil�metros por hora, o que �
>> insuficiente para lan�ar os avi�es A-4K Skyhawks que o
>> Brasil comprou recentemente do Kuweit. Isso causa um
>> grande embara�o para as autoridades navais que
>> lutaram, durante mais de 30 anos, para reativar sua
>> for�a de avi�es, numa disputa cont�nua com a
>> Aeron�utica. Os pilotos navais treinados para pousar e
>> decolar os Skyhawks em porta-avi�es est�o perdendo
>> suas habilita��es rec�m adq�iridas, ao custo de US$
>> 100 mil cada.
>>
>>   A maioria dos almirantes acredita que a melhor op��o
>> para a Avia��o Naval � a constru��o de um novo navio.
>> A DCN j� apresentou para o Minist�rio da Marinha,
>> durante a gest�o do ministro Mauro Rodrigues, duas
>> propostas, usando as instala��es do falecido Estaleiro
>> Verolme, de Angra dos Reis. A primeira seria uma
>> vers�o do Charles de Gaulle movida por turbinas a g�s
>> e motores diesel-el�tricos, deslocando 38 mil
>> toneladas, capaz de levar at� 40 avi�es e
>> helic�pteros. Custaria a bagatela de US$ 800 milh�es.
>>
>>   A segunda, mais palat�vel, poderia ser constru�da ao
>> m�dico pre�o de US$ 450 milh�es, deslocaria 25 mil
>> toneladas e levaria entre 20 e 30 aeronaves. Mas h�
>> alternativas mais baratas da Espanha, It�lia,
>> Gr�-Bretanha, R�ssia e Ucr�nia.
>>
>>   O Foch, tecnicamente, ainda � uma boa op��o. Foi
>> vistoriado h� tr�s anos e est� bem conservado e com
>> manuten��o superior. Desloca 32 mil toneladas e leva
>> 40 avi�es e helic�pteros de combate. Sua baixa na
>> Marinha Nacional da Fran�a coincidir� com o fim
>> previsto do Minas.
>>
>>   Pela proposta da DGA, o Foch seria entregue daqui a
>> cinco anos, prazo que as autoridades francesas
>> acreditam necess�rio para colocar em funcionamento
>> todos os sistemas do Charles de Gaulle, um
>> porta-avi�es nuclear que levou mais de dez anos para
>> ser completado e vem apresentando sucessivos problemas
>> operacionais.
>>
>>   O navio precisaria passar por uma ampla reforma
>> antes de atender as necessidades brasileiras. Suas
>> catapultas a vapor n�o s�o adequadas ao lan�amento de
>> avi�es de fabrica��o estadunidense, como os A-4. Al�m
>> disso, o barco seria entregue sem os sistemas de
>> armas. As solu��es para esses problemas seriam
>> relativamente simples: transferir as catapultas e os
>> sistemas do Minas Gerais a um pre�o estimado entre US$
>> 12 milh�es e US$ 20 milh�es.
>>
>>   Mas h� outras dificuldades. A Marinha brasileira n�o
>> tem nenhuma instala��o capaz de repar�-lo. O dique
>> seco Rio de Janeiro, o maior dispon�vel, precisaria
>> ser aumentado em vinte metros, uma obra cara, que
>> envolveria toda a infra-estrura do Arsenal de Marinha.
>> Seriam mais US$ 10 milh�es. A grande quest�o � se
>> valeria a pena investir esse dinheiro num barco com
>> mais de 40 anos de vida.
>>
>>   Segundo fontes do mercado de armas, o comandante da
>> Marinha, almirante Carlos Chagastelles, teria uma
>> forte raz�o para fechar o neg�cio: a DGA estaria
>> insistindo na compra do Foch para liberar um
>> financiamento de US$ 520 milh�es do banco franc�s
>> Paribas. A proposta est� sob exame da Comiss�o de
>> Rela��es Exteriores e Defesa Nacional do Senado e
>> serviria para o reequipamento do Corpo de Fuzileiros
>> Navais e a repotencializa��o dos helic�pteros Super
>> Puma. (PPR)
>>
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