Eu ainda não ouvi ninguém citar "Final Countdown" (Nimitz volta ao passado). Talvez porque seja ficção. Para mim, este filme foi um marco. A partir dele que me tornei mais próximo da "força aeronaval". Na época, aquele CVW com F-14, A-6, A-7, E-2, RF-8 e S-3 + SH-3 era o máximo em termos de grupamento embarcado.
 
Uma das mais belas cenas do filme é o F-14 manobrando com os Zeros. Simplesmente impossível e maravilhoso ao mesmo tempo. Tudo isso com um fundo musical espetacular. Alguém sabe onde encontrar a trilha sonora desse filme?
 
Entre outros não citados vai:
 
MacArtur
633 Esquadron
The Hunters (Raposas do Espaço)
 
 
-----Mensagem original-----
De: Leonardo H. Nishihata <[EMAIL PROTECTED]>
Para: [EMAIL PROTECTED] <[EMAIL PROTECTED]>
Data: Quarta-feira, 24 de Novembro de 1999 16:26
Assunto: [naval] Filmes...e mais filmes...(off topic)

        Já que a conversa recaiu sobre o diretor Akira Kurosawa, vale citar um dos últimos filmes dele, "Sonhos", que contou com a produção de Steven Spielberg e George Lucas num tempo em que eles ainda tinham o que mostrar.
        O filme é uma arte, nem preciso dizer mais nada. Visualmente impecável, conta ainda com uma ponta de Martin Sorcese no papel do pintor Van Gogh (vixe, não sei escrever!) . Mas o que me leva a citá-lo, enfim, é a história de um dos contos sonhados e filmados pelo diretor no filme.
        Um capitão, voltando para casa após combater, percorre um túnel longo e escuro; ao sair, ouve passos de homens marchando em sua direção, vindos do buraco negro no túnel em que acabou de passar. Os homens surgem, marchando, todos pálidos. O capitão percebe que trata-se de uma coluna de soldados, seus soldados, todos mortos em combate sob seu comando.
        Começa então um diálogo extremamente tenso e desesperado, em que o capitão trêmulo assume a culpa pela morte de todos, tenta convencê-los de que estão realmente mortos e que devem seguir para o eterno descanso. Ao final, o capitão ordena a seus homens que dêem meia-volta em direção ao túnel, ordem que eles obedecem como se fosse a última.
        Falando assim não parece grande coisa, mas quem não viu tem de ver para chegar à mesma conclusão: Kurosawa era um gênio mesmo. É incrivel sua sensibilidade para contar histórias como esta, até para sonhar o cara era único. Eu recomendo este e outros filmes dele para todos, mas se alguém aqui da lista for assistir "Sonhos" esqueça o que eu contei, senão meio que perde a magia.

        Leonardo H. N.
 

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