General prometeu retirar os explosivos

O Exército chileno precisará trabalhar 11 anos e gastar 300 milhões de dólares para desativar e remover 250 mil minas enterradas nas suas fronteiras com a Argentina, Peru e Bolívia, informou nesta sexta-feira o chefe do Comando Maior de Engenheiros, o coronel Bernardo Castro.

Castro disse que os explosivos serão substituídos por modernos sistemas de vigilância com raio laser ou por minas inteligentes.

O Exército tinha se pronunciado pela primeira vez nesta quinta-feira sobre os 293 campos minados que mantém nas fronteiras do país, com o general Ricardo Izurieta prometendo remover os explosivos o mais rápido possível.

Izurieta formulou o anúncio no dia 18 de novembro, durante uma reunião de comandantes-chefes do Exército de toda a América em La Paz, na Bolívia.

Castro ressaltou que o plano institucional de desarme das minas começará quando o convênio de Ottawa entrar em vigor. A tratado foi subscrito em 1997 e ratificado no ano passado pela Câmara de Deputados do país.

O senador Mariano Ruiz-Esquide afirmou que Governo pediu ao Senado para tratar o assunto com urgência. As autoridades bolivianas asseguram que as minas do Chile chegam a meio milhão.

Castro informou que ao contrário de outros países, as minas chilenas estão em "campos registrados", em um total de 293.

Entretanto, o coronel reconheceu que em algumas áreas o Exército perdeu a localização dos explosivos por causa de fortes chuvas. O militar acrescentou ainda que especialistas já se preparam para a perigosa missão de achar e destruir as minas.

Castro revelou que 12 pessoas morreram e outras 76 ficaram feridas com a explosão destes aparatos militares entre 1976 e 1999.

O Exército do país enterrou as minas nos anos 70 por causa das tensas relações entre o Governo de Augusto Pinochet com as nações vizinhas.

 

Fonte: Associated Press

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