Rogerio:

 

Encontrei o gato atrás da sua solução relativa ao problema da área varrida
pela porta. Na verdade, tinha que ser um “gatinho” para justificar um erro
de apenas 4% - veja abaixo: 

 

Faltou "escalar" de volta o comprimento da porta...

Como na verdade a porta tem comprimento "L", a solucao real vale

AREA VARRIDA = 3*Pi/32 * L**2

[]'s

Rogerio Ponce

 

2008/9/18 Rogerio Ponce <[EMAIL PROTECTED]>:

 

> Olá Bouskela e colegas da lista,

 

> eu esperava uma solucao um pouco mais "geometrica" que "analitica", 

> mas como ninguem se manifestou, vamos la'...

> 

> Vamos imaginar que a porta, com comprimento 1, "deslize" sobre os 

> eixos X e Y, de modo que ela comeca na posicao vertical (alinhada com 

> Y), ate' atingir a posicao horizontal, alinhada com o eixo X. Assim, 

> uma das suas extremidades "PY", apoiada em Y, comeca em y=1 e desliza 

> ate' y=0, enquanto a outra extremidade "PX", apoiada em X, comeca em 

> x=0 e desliza ate' x=1.

> 

> Suponhamos entao que, num determinado momento, PY esteja no ponto 

> A=(0,y), e que PX esteja no ponto B=(x,0).

> Um instante depois, ela estara' com PY no ponto C=(0,y+dy) enquanto PX 

 

Achei um primeiro gatinho:  C=(0, y-dy) , mas é só um fantasma de um
gatinho... O erro não se propagou...

 

> estara' em D=(x+dx,0) Chamemos de P a intersecao entre os dois 

> segmentos, e seja "h" a sua coordenada em Y (altura do triangulo PBD).

> 

> Assim, a area total sera' o somatorio das areas formadas pelos 

> sucessivos triangulos PBD, 'a medida em que x varia de 0 ate' 1.

> 

> Este me parece justamente o ponto interessante dessa abordagem, pois 

> se afasta da associacao quase automatica que fazemos entre "area 

> total" e "fatias verticais" sob uma curva. Aqui neste caso, as nossas 

> "fatias" sao triangulos, com base "dx" e altura "h".

> 

> Partindo para as contas...

> 

> A qualquer instante, as coordenadas variaveis de P_X e P_Y obedecem a

> x**2 + y**2 = 1

> Diferenciando-se, obtemos

> -dy / dx = x / y

> 

> Aplicando lei dos senos aos triangulos APC e PBD, obtemos:

> CP / sinA = -dy / sinP

> PD / sinB = dx / sinP

> 

> Dividindo-se uma equacao pela outra, e observando que sinB/sinC = y/x,
vem:

 

Achei um segundo gatinho:  sinB/sinA = y/x  , mas, novamente, é só um
fantasma de um gatinho... Apenas um erro de digitação! As equações seguintes
estão corretas!

 

> CP/PD * y/x = -dy/dx = x/y

> ou seja,

> CP/PD = x**2 / y**2

> Assim,

> (CP + PD) / PD = (x**2 + y**2) / y**2

> ou

> PD = y**2

> 

> Mas , por semelhanca de triangulos, h/PD = y/1 Assim, h = y**3 = 

> (1-x**2) ** (3/2)

 

Finalmente, aqui está o bichano:  h/PD = (y - dy)/1 . Repare que os
triângulos semelhantes são (P Px D) e (C O D), sendo Px a projeção de P no
eixo  X  e  AC = dy  . Os triângulos (P Px D) e (A O B) NÃO são semelhantes!
Bem, isto acarreta uma não-linearidade na sua solução, bem chata de ser
resolvida!

 

> 

> Dessa forma, a area total equivale 'a integral de (h*dx/2) em x=[0,1], 

> ou seja, integral de [ 1/2 * (1-x**2) ** (3/2) ] * dx , em x=[0,1].

> 

> Resolvendo-se a integral, obtemos

> AREA VARRIDA = 3*Pi / 32 = 0.294524

> 

> []'s

> Rogerio Ponce

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