Ola' Bouskela,
em relacao aos supostos "gatinhos" da minha solucao, tenho a dizer que
nao vejo nenhum.
Vejamos o "primeiro" deles: se o ponto C "acontece" depois de "A",
entao  C=y+dy . Note que dy é negativo.

O "segundo" foi de fato um erro de digitacao, que obviamente
desapareceu nas equacoes seguintes, conforme voce mesmo reparou.

O "terceiro" , que voce apontou como sendo um erro, foi o seguinte:
h/PD = (y - dy)/1
Mas quanto voce acha que vale h/PD ?
A resposta e'  justamente "y" , que foi o que escrevi. (pense sobre o
porque disso estar correto).


Ja' em relacao a sua solucao, embatuquei logo no inicio: de onde voce
tirou que a intersecao daquela perpendicular com a porta ( o ponto "P"
) pertenceria 'a envoltoria?

Isso de fato acontece em tres pontos particulares (no inicio, no meio,
e no final da curva) mas nao vejo nenhuma razao que apoie a "extensao"
dessa caracteristica para os outros pontos da curva.
Gostaria que voce explicasse essa passagem.

Grande abraco,
Rogerio Ponce.




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Em 19/09/08, Bouskela<[EMAIL PROTECTED]> escreveu:
> Rogerio:
>
>
>
> Encontrei o gato atrás da sua solução relativa ao problema da área varrida
> pela porta. Na verdade, tinha que ser um "gatinho" para justificar um erro
> de apenas 4% - veja abaixo:
>
>
>
> Faltou "escalar" de volta o comprimento da porta...
>
> Como na verdade a porta tem comprimento "L", a solucao real vale
>
> AREA VARRIDA = 3*Pi/32 * L**2
>
> []'s
>
> Rogerio Ponce
>
>
>
> 2008/9/18 Rogerio Ponce <[EMAIL PROTECTED]>:
>
>
>
>> Olá Bouskela e colegas da lista,
>
>
>
>> eu esperava uma solucao um pouco mais "geometrica" que "analitica",
>
>> mas como ninguem se manifestou, vamos la'...
>
>>
>
>> Vamos imaginar que a porta, com comprimento 1, "deslize" sobre os
>
>> eixos X e Y, de modo que ela comeca na posicao vertical (alinhada com
>
>> Y), ate' atingir a posicao horizontal, alinhada com o eixo X. Assim,
>
>> uma das suas extremidades "PY", apoiada em Y, comeca em y=1 e desliza
>
>> ate' y=0, enquanto a outra extremidade "PX", apoiada em X, comeca em
>
>> x=0 e desliza ate' x=1.
>
>>
>
>> Suponhamos entao que, num determinado momento, PY esteja no ponto
>
>> A=(0,y), e que PX esteja no ponto B=(x,0).
>
>> Um instante depois, ela estara' com PY no ponto C=(0,y+dy) enquanto PX
>
>
>
> Achei um primeiro gatinho:  C=(0, y-dy) , mas é só um fantasma de um
> gatinho... O erro não se propagou...
>
>
>
>> estara' em D=(x+dx,0) Chamemos de P a intersecao entre os dois
>
>> segmentos, e seja "h" a sua coordenada em Y (altura do triangulo PBD).
>
>>
>
>> Assim, a area total sera' o somatorio das areas formadas pelos
>
>> sucessivos triangulos PBD, 'a medida em que x varia de 0 ate' 1.
>
>>
>
>> Este me parece justamente o ponto interessante dessa abordagem, pois
>
>> se afasta da associacao quase automatica que fazemos entre "area
>
>> total" e "fatias verticais" sob uma curva. Aqui neste caso, as nossas
>
>> "fatias" sao triangulos, com base "dx" e altura "h".
>
>>
>
>> Partindo para as contas...
>
>>
>
>> A qualquer instante, as coordenadas variaveis de P_X e P_Y obedecem a
>
>> x**2 + y**2 = 1
>
>> Diferenciando-se, obtemos
>
>> -dy / dx = x / y
>
>>
>
>> Aplicando lei dos senos aos triangulos APC e PBD, obtemos:
>
>> CP / sinA = -dy / sinP
>
>> PD / sinB = dx / sinP
>
>>
>
>> Dividindo-se uma equacao pela outra, e observando que sinB/sinC = y/x,
> vem:
>
>
>
> Achei um segundo gatinho:  sinB/sinA = y/x  , mas, novamente, é só um
> fantasma de um gatinho... Apenas um erro de digitação! As equações seguintes
> estão corretas!
>
>
>
>> CP/PD * y/x = -dy/dx = x/y
>
>> ou seja,
>
>> CP/PD = x**2 / y**2
>
>> Assim,
>
>> (CP + PD) / PD = (x**2 + y**2) / y**2
>
>> ou
>
>> PD = y**2
>
>>
>
>> Mas , por semelhanca de triangulos, h/PD = y/1 Assim, h = y**3 =
>
>> (1-x**2) ** (3/2)
>
>
>
> Finalmente, aqui está o bichano:  h/PD = (y - dy)/1 . Repare que os
> triângulos semelhantes são (P Px D) e (C O D), sendo Px a projeção de P no
> eixo  X  e  AC = dy  . Os triângulos (P Px D) e (A O B) NÃO são semelhantes!
> Bem, isto acarreta uma não-linearidade na sua solução, bem chata de ser
> resolvida!
>
>
>
>>
>
>> Dessa forma, a area total equivale 'a integral de (h*dx/2) em x=[0,1],
>
>> ou seja, integral de [ 1/2 * (1-x**2) ** (3/2) ] * dx , em x=[0,1].
>
>>
>
>> Resolvendo-se a integral, obtemos
>
>> AREA VARRIDA = 3*Pi / 32 = 0.294524
>
>>
>
>> []'s
>
>> Rogerio Ponce
>
>

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Instruções para entrar na lista, sair da lista e usar a lista em
http://www.mat.puc-rio.br/~obmlistas/obm-l.html
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