Oi Henrique e obm-l,

2009/7/2 Henrique Rennó <[email protected]>:
> No começo do texto você cita que pelo teorema de Euclides existem infinitos
> primos, mas o teorema não é válido, pois supõe que exista um primo maior que
> todos e demonstra que existe um outro primo maior que o maior, gerando uma
> inconsistência e assim concluindo que não há um maior primo, ou seja, são
> infinitos.
Isso se chama "prova por (redução ao) absurdo", e consiste numa das
ferramentas mais uteis em matemática (pois nem todas as demonstrações
são construtivas. Ah, Euclides era (e para muitos, continua sendo) um
dos grandes fundadores da logica, portanto, se você acha que uma das
demonstrações dele está errada, pense bem forte, e verifique bem o que
você vai dizer.

> Mas quando se faz a suposição de que existe um maior primo, já é
> uma falha do teorema.
Justamente, isso se chama a "hipótese de absurdo". E é justamente por
ela ser falsa que se chega a uma contradição, e o principio do
terceiro excluído garante que na verdade ela é realmente falsa.
Existem sistemas lógicos onde proposições não são necessariamente
falsas ou verdadeiras, existindo uma "terceira possibilidade", mas
isso é bastante discutido em filosofia, não tanto assim em matemática
(mesmo que talvez devesse sê-lo !)

> Acredito que uma prova válida de que existem infinitos
> primos é através do somatório 1/2 + 1/3 + 1/5 + ... que foi demonstrado por
> Euler e converge para infinito.
Ah, se você olhar bem, esta também é uma prova por absurdo : se fossem
finitos números primos, a tal seqüência convergiria, e por um
raciocínio muito esperto, se chega à conclusão de que a série
harmônica divergiria, o que não é o caso !

Abraços lógicos,
-- 
Bernardo Freitas Paulo da Costa

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Instruções para entrar na lista, sair da lista e usar a lista em
http://www.mat.puc-rio.br/~obmlistas/obm-l.html
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