Posso falar apenas como aluno, mas espero que seja relevante à discussão. Acredito que a escola deva ser um agente auxiliar à formação do indivíduo, possibilitando um desenvolvimento pleno e sadio. Desse ponto de vista, é muito bom que você queira oferecer algo além que pode complementar a bagagem de conhecimento do aluno, mas, ao mesmo tempo, não dá para querer impor a todos.
Não vejo como questão de abaixar o nível, porém adequar-se ao contexto: não são todos que verão o conteúdo como algo significativo em suas vidas. Uma boa parte só tem interesse em matemática até onde o vestibular cobra, o que é perfeitamente compreensível. Aliás, o que parece trivial pode ser um verdadeiro pesadelo aos que, por exemplo, preferem dedicar-se ao estudo de idiomas ou textos filosóficos de pensadores. Uma boa alternativa são aulas extras fora do horário normal voltadas aos alunos interessados; por exemplo, muitas escolas têm cursos preparatórios para olimpíadas. 2012/6/2 Marco Antonio Leal <[email protected]> > Sou professor de matemática em Belém do Pará e sempre tento incentivar os > alunos a estudar forte, buscar mais problemas, falo e resolvo problemas > sobre olimpíadas, mostro teoremas como menelaus, ceva e demonstro todos os > teoremas, mas, para minha surpresa, os alunos se preocupam apenas em tentar > resolver problemas triviais das universidades estadual, federal e Cesupa, > que é uma universidade particular. Estas universidades junto com o ENEM > cobram problemas triviais, sem profundidade e imediatos que, na minha > opinião, não selecionam os melhores candidatos nem fazem jus ao conteudo > ministrado. Me deixa muito triste esse fato, ja que, começo a perceber que > uma geração de alunos esta se formando, onde o contexto da questão é mais > importante do que o conteudo. Gostaria de saber dos meus colegas de > profissão se passam pela mesma angustia em suas escolas, melhor ainda, se > para ser um bom professor, é necessario baixar o nível da aula e excluir a > abordagem mais profunda do conteudo >

