2017-02-10 11:37 GMT-02:00 Rodrigo Costa <[email protected]>:
>
> Eu tenho uma sugestão... pode não ser muito elegante mas daria para usar a 
> aproximação de stirling para os termos em fatorial.

Muita gente consideraria isso "roubar".  Eu sempre acho muito
artificial um problema de fatoriais onde você não deixa usar Stirling:
a maior parte dos problemas NASCEU de alguém que usou Stirling
primeiro, e depois tentou descobrir uma demonstração (já sabendo o
resultado certo!) "elementar" (mas obscura).

> E mostrar que o limite de 2^(n!)/(2^n)! -> inf e (2^n)!/2^(n!) -> 0 para 
> n->inf com a aproximação.
>
> i.e. 2^(n!) > 2^(n)! para n>=5...

Gostei da figura, e da técnica.  Aliás, isso é bastante geral: se você
não sabe qual é o maior número, manda um log que as coisas devem ficar
claras.  Ou dois logs.  Ou mais...  Aqui, dois bastam:

log[ 2^(n!) ] = n! * log(2)
log[ (2^n)! ] ~ 2^n * log(2^n) = 2^n * n * log(2) (tem um "termo de
erro" que é - 2^n, mas isso é bem menor do que o termo anterior, e tem
outros termos de erro também.  A graça disso é fazer BEM rápido)

Aqui, já dá para ver como apareceu o "passo mágico" da resposta do
Gabriel: para comparar estes logs (aproximados), você tem que comparar
n! e 2^n * n.  Se você já souber fazer isso, ótimo.  Se não, venha o
segundo log:

log[ n! ] ~ n * log(n)
log[ 2^n * n ] = n*log(2) + log(n)

E daí está na cara que n*log(n) é muito maior do que n*log(2) (que por
sua vez é MUITO maior do que log(n)).

Abraços,
--
Bernardo Freitas Paulo da Costa

-- 
Esta mensagem foi verificada pelo sistema de antiv�rus e
 acredita-se estar livre de perigo.


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