Cara, especificamente sobre o Stoa, eu acho muito massa estarem usando o Noosfero e o Moodle, mas "torna-las prioritárias" eu tenho minhas ressalvas.
Ambas iniciativas foram ações praticamente individuais (ou de grupos muito pequenos) que aproveitaram brechas na ignorância e no descaso da burocracia atual. E, por mais que sejam as "ferramentas oficiais", isso não significa que suas culturas tenham vindo junto. Todas as disciplinas que cursei que utilizam o Moodle (seja do Stoa, sejam outros que existem dentro da USP) o utilizam como uma plataforma *fechada* de auxílio ao ensino, fundamentalmente para divulgar alguns materiais (apostilas, listas de exercícios, etc). Ela sequer é utilizada para publicação de notas na maior parte dos casos. Já o Noosfero, eu não tive qualquer interação com ele em alguma disciplina durante minha graduação, e a maioria dos alunos e professores sequer o conhecem. Então, chamar de *"prioritário"* eu acho não seria o melhor termo. (As próprias disciplinas do curso de Eng. de Computação não utilizam o Stoa, nem moodle nem noosfero). Mas reforço a questão da cultura, a grande maioria do conteúdo é publicada de forma proprietária e fechada apenas aos alunos matriculados naquele semestre. Para estes professores, tanto fazer ser o Moodle ou qualquer outra plataforma proprietária. E, exceto para o Prof. Ewout e o pessoal do CCSL, a maioria parece não se importar muito com qual a plataforma utilizada. -------------------------------- Diego Rabatone Oliveira diraol(arroba)diraol(ponto)eng(ponto)br Identica: (@diraol) http://identi.ca/diraol Twitter: @diraol Em 26 de setembro de 2014 16:31, Thiago Zoroastro < [email protected]> escreveu: > Eu não tenho problema nenhum em provarem que estou errado. Na verdade, > estou apenas indagando, senão não haveria uma real cogitação dos fatos no > que concerne a "obter receitas", que é o "tirar um dinheiro". Se você não > obtém receitas, como quer fazer uma boa administração? > > É preciso, também, ter coragem para inovar e horizontalizar o quanto for > possível a instituição ao lançar plataformas próprias de comunicação, > promovê-las e torná-las *prioritárias*: > http://social.stoa.usp.br/ > > Isto levaria a uma boa administração. Eu não penso em manter a > verticalização ou o "distanciamento de pessoas da instituição", é preciso > saber o que fazer para obter receitas e inovar em formas de horizontalidade. > > Att. > > Thiago Zoroastro > http://blogoosfero.cc/profile/thiagozoroastro > > > ------------------------------ > > *De:* [email protected] > *Enviada:* Sexta-feira, 26 de Setembro de 2014 11:51 > *Para:* [email protected] > *Assunto:* [okfn-br] A caixa d’água como mini-usina hidrelétrica > > Raniere, estou super de acordo com o seu email, e acrescento ainda: > > Quando a universidade passa a se preocupar com o resultado financeiro de > sua pesquisa ela passa a deixar de lado pesquisas que não geram o tal > retorno financeiro no curto prazo. Digo isso não como especulação, mas > baseado no que ouço a anos na própria USP. Conheço diversos casos de > projetos que a resposta da universidade em apoiá-los foi: "Se não é para > gerar patente e dar retorno não temos interesse". > Um caso emblemático foi um projeto que era de pensas de latinhas de metal, > no qual a ideia era que cooperativas de metalúrgicos produzissem as prensas > para cooperativas de catadores, gerando ai um ciclo bacana entre > cooperativas. A USP disse não ao projeto.... > > > > -------------------------------- > Diego Rabatone Oliveira > diraol(arroba)diraol(ponto)eng(ponto)br > Identica: (@diraol) http://identi.ca/diraol > Twitter: @diraol > > Em 26 de setembro de 2014 07:39, Raniere Silva <[email protected] > <http://../../../undefined/[email protected]>> escreveu: > >> > > "A USP é uma instituição pública. Ela não deveria preocupar-se em >> gerar >> > > renda. Se todo o conhecimento produzido pela USP fosse liberado em sob >> > > licenças abertas ela teria aumentado sua receita (que é baseada no >> ICMS) >> > > mais do que conseguiria através dos monopólios comerciais sobre >> propriedade >> > > intelectual." >> > >> > >> http://educacao.uol.com.br/noticias/agencia-estado/2014/09/25/usp-vai-vender-imoveis-para-arrecadar-r-50-mi.htm >> > >> > Meu caro, permita-me cutucar este raciocínio. >> > >> > A USP e qualquer outra Universidade qualquer que seja é o meio pelo qual >> > inovações e criações tecnológicas podem sair. >> >> Concordo. >> >> > Tirar um dinheiro com isso? O necessário para sobreviver. Mais que >> isso? Sim, >> > para investir com mais autonomia e expandir, crescer. Algum problema de >> > "tirar um dinheiro"? Nenhum. >> >> Aqui eu já discordo de você. Qual é a missão da USP e demais universidades >> estaduais e federais? Ensino? Pesquisa? Extensão? Ou produzir rios de >> dinheiro? >> >> Eu sei que você não consegue ensinar, pesquisar ou realizar projetos de >> extensão >> sem dinheiro mas isso não é um problema (ou não deveria ser) para as >> universidades estaduais e federais pois elas são mantidas com recursos da >> população arrecadados via impostos. Sempre estará faltando dinheiro para >> o que >> desejamos fazer, esse não é o problema. Se está faltando dinheiro para >> pagar as >> contas é culpa da má gestão das universidades. >> >> > Como "tirar o dinheiro" (o lucro)? Isto que faz toda a diferença. >> >> Quando você começa a pensar que precisa "tirar o dinheiro" você criou um >> pequeno >> diabinho dentro da sua instituição porque manter a coerência em relação à >> ética >> que a instituição deveria ter passa a ser uma tarefa cada vez mais >> difícil. >> >> Suponha que a USP ou alguma outra universidade estadual ou pública tenha >> encontrado hoje a cura para TODOS os tipos cancer mas essa informação >> ainda não >> foi divulgada (pois os pesquisadores não utilizam cadernos de anotações >> científicas abertos e ainda não tiveram tempo de escrever o artigo). A >> alta >> cúpula da universidade é a primeira a tomar conhecimento da descoberta e >> resolve >> vender a descoberta "no mercado negro" para alguma indústria farmacêutica >> para >> "tirar o dinheiro" que irá bancar outras pesquisas. >> >> Quando você coloca essa ideia de "tirar o dinheiro", as chances são bem >> mais >> altas da alta cúpula universitária tomar a decisão anterior. >> >> Att, >> Raniere >> >> P.S.: O último livro que eu li foi Influx [1] que embora seja ficção >> trata desse >> tema. >> >> [1] http://www.goodreads.com/book/show/18114057-influx (esse livro não >> tinha o >> verbete na Wikipédia) >> >> _______________________________________________ >> okfn-br mailing list >> [email protected] >> <http://../../../undefined/[email protected]> >> https://lists.okfn.org/mailman/listinfo/okfn-br >> Unsubscribe: https://lists.okfn.org/mailman/options/okfn-br >> > _______________________________________________ > okfn-br mailing list > [email protected] > https://lists.okfn.org/mailman/listinfo/okfn-br > Unsubscribe: https://lists.okfn.org/mailman/options/okfn-br > > > _______________________________________________ > okfn-br mailing list > [email protected] > https://lists.okfn.org/mailman/listinfo/okfn-br > Unsubscribe: https://lists.okfn.org/mailman/options/okfn-br > >
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