Olá Marcos! Em 24 de julho de 2015 12:35, MarcosCarvalho <[email protected] > escreveu:
Compareci ao evento realizado ontem: "Democracia e Internet". Há anos eu > estou procurando um espaço para atuar mais significativamente nas > necessidades da nossa sociedade. Não conhecia o Open Knowledge Brasil. > Gostaria de obter mais informações sobre o grupo. Ao navegar pelo fórum > percebi que posso dar alguma contribuição. > Que bom seu interesse em colaborar com a organização! Como você disse que está mais interessado na ideia da biblioteca da Open Knowledge Brasil, vou responder mais sobre esse projeto. > > Como poderia me auxiliar? Quem devo contatar? > Em relação ao projeto da bilbioteca, eu posso auxiliar. Como falei no início, só vou tocar o projeto com financiamento se alguém me auxiliar na coordenação. No momento ele está sendo tocado de forma voluntária por mim, mas a idea é expandir o projeto. Atualmente temos 2 livros, o sobre orçamento e cidadania, do Odilon Guedes, e recebemos na última sexta-feiro, do Santiago Siri, o livro 'Hacktivismo, la red y su alcance para revolucionar el poder'. Eu gostaria de usar o sistema de subsídios da Wikimedia Foundation < https://meta.wikimedia.org/wiki/Grants:Start> para pedirmos verba para a compra de mais livros e outros gastos que teríamos com esse projeto. Se alguém quiser ficar responsável pelo projeto (coordená-lo), tanto melhor! Posso ajudar a escrever o pedido de recursos mais para a segunda metade de agosto. A Neide já mostrou disponibilidade para contribuir <http://open-knowledge-foundation-brasil-rede-pelo-conhecimento-livre.50579.x6.nabble.com/okfn-br-Bibliotecas-OKFN-td4942.html> com sua experiência como bibliotecária, o que seria fundamental para a catologação dos nossos livros e visão sistêmica do projeto. Você quer ajudar a escrever o projeto para captarmos recursos? A OKBR é muito nova, não temos nem dois anos. Até o momento quem captou a maior parte dos recursos fui eu (o que faz todo sentido, tenho mais tempo e é meu papel), muitas vezes em colaboração com outras pessoas interessadas em executar projetos através da nossa organização. Outras pessoas também contribuiram com a captação de recursos, a Gisele Craveiro < [email protected]>, o Marco Túlio <[email protected]>, o Tel Amiel < [email protected]>, a Heloisa Pait <[email protected]>, a Daniela Mattern e, mais recentemente, o Alexandre Abdo <[email protected]>. Então fica minha sugestão para uma primeira contribuição. Você também pode falar com os coordenadores dos projetos da OKBR e ver se pode contribuir de alguma forma. A melhor forma é acompanhar o projeto por um tempo, se for do seu interesse, entender sua dinâmica e entrar em contato direto com seu coordenador, pois ele ou ela será a pessoa que melhor conseguirá explicar como você pode envolver-se diante de suas expectativas. Em tempo, li esses dias uma matéria sobre por que o brasileiro lê tão pouco <http://zh.clicrbs.com.br/rs/entretenimento/noticia/2015/04/por-que-os-brasileiros-leem-tao-pouco-4735112.html>. As estatísticas, apesar de péssimas, não espantam. Mas acho interessante o que dizem sobre nossa cultura oral para a transmissão de informação e o fato de começarmos a alfabetizar nosso povo muito tarde, na décade de 60, quando o audiovisual começou a ser mais disseminado no país, ou seja, passamos de um país analfabeto para um país vendo TV. E se formos pensar no contexto histórico, foi justamente na década em que uma ditadura militar se instaurou no país, que usava muito a TV para amansar sua população (vide o papel da rede Globo de televisão). Não só isso, me parece que além de começarmos a alfabetizar muito tarde, os livros começaram a circular no país também muito tarde, pois antes eram proibidos pelo império português. Se não me engano, não faz nem 2 séculos que livros começaram a circular por aqui, enquanto em outros locais já tínhamos o movimento iluminista entre a elite intelectual europeia fazia muito tempo. Pensando agora no nosso trabalho de abrir o conhecimento trancado para ampliar o seu acesso, acho que a ideia da biblioteca pode ir além de uma mera coleção de livros (eletrônicos ou impressos). Pode ser um símbolo para o que queremos fazer sabendo da importância do acesso ao conhecimento. E temos que ir além, promovendo debates e grupos de estudos além dos muros das escolas. Abraços, Tom
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