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Prezada Cecília, Estou enviando um resumo sobre anosmia pós-gripal. Espero que lhe seja útil. " As células sensoriais olfativas estão diretamente em contato com o meio externo, de onde são separadas por uma camada fina de muco. Concebe-se pois, facilmente; que as células olfativas estão permanente expostas às agressões do meio externo e que a mucosa olfativa suporta no seu total todas as infecções bacterianas ou virais que afetam a mucosa nasal. Em tais condições, as células olfativas só se mantêm porque são submetidas a uma permanente substituição. Esta renovação efetua-se a partir das células basais do epitélio olfativo, as quais podem se diferenciar em células olfativas, mesmo na idade adulta. Esta neurogênese permanente facilita as possibilidades de recuperação do olfato após uma infecção viral. A gripe é a principal causa de perda do olfato, pois somente ela representa cerca de 30% das causas das anosmias. Durante a fase aguda da gripe, a perda do olfato pode ser explicada por dois mecanismos: 1) primeiro, existe uma obstrução nasal devido ao edema da mucosa e à hipersecreção, obstrução que atrapalha a transferência das moléculas odoríferas em direção ao neuroepitélio olfativo (hiposmia de transmissão); 2) a seguir, a inflamação da mucosa nasal estende-se à mucosa olfativa e altera seu funcionamento (hiposmia de percepção). Trata-se pois de uma hiposmia mista. Por outro lado, o vírus da gripe pode facilmente atravessar o neuroepitélio olfativo e colonizar as diferentes células que o compõem. Produz-se então no mínimo, uma destruição dos cílios das células sensoriais (as quais desempenham um papel maior nos nos fenômenos de transdução ) e, no máximo, uma necrose das células do epitélio. A destruição das células sensoriais, tal como pôde ser observada nos estudos com microscópio eletrônico, explica as anosmias prolongadas devido à gripe. É lógico pensar que as possibilidades de recuperação dependem da integridade das células basais: se estas estão intactas, a recuperação é possível; se estão lesadas, é impossível. As parosmias observadas no decurso da recuperação das anosmias, eventualmente podem explicar-se por uma não maturação das células sensoriais neoformadas, imaturidade que pode repercutir sobre o funcionamento e sobre as conexões sinápticas no seio do bulbo olfativo e igualmente pela perda de um grande número de células sensoriais, perda esta que modifica o "modelo" da mensagem transmitida aos centros olfativos. A maioria dos autores preconiza o tratamento com corticóides em altas doses (tratamento contínuo, progressivamente decrescente, durante 1 mês) em associação com as vitaminas do complexo B e vitamina A. O tratamento deve ser iniciado o mais breve possível." Uziel A- Anosmia à partir de um exemplo: a gripe. In Como reconhecer, entender e tratar os estados patológicos freqüentes em otorrinolaringologia. Ed. Andrei, São Paulo, 1986.
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