|
Prezada Sílvia
Vou te
relatar um caso que operei há pouco mais de um ano e meio:
Paciente sexo masc, 42 anos, otosclerose bilateral
submetido à estapedotomia OE. Evoluiu com hiperacusia e tonturas no 2 PO.
Os sintomas se manifestavam após exposição à
ruídos, mesmo os pouco intensos como barulho de descarga de banheiro ou
água de torneira. Ao final de 7 dias, como não houve
recuperação ao tratamento clínico, o mesmo foi submetido
à nova timpanotomia que evidenciou prótese muito longa, adentrando
o vestíbulo e fístula. Foi colocada outra prótese e selada
a janela com gordura de tragus. Houve boa evolução, desaparecendo
os sintomas de hiperacusia e tontura. A audiometria tardia (3 meses) evidenciou
preservação da via óssea com redução do GAP
aereo-osseo (inicialmente de 40 db na maioria das frequencias para posterior
20-15 db). O GAP residual acredito ter sido causado por aderências na
janela oval, provavelmente pela colocação de gordura.
Saudações
Marcelo Serra
|
