-----Mensagem original-----
De:
MFS <[EMAIL PROTECTED]>
Para:
Grupo de discussão <[EMAIL PROTECTED]>
Data:
Terça-feira, 29 de Agosto de 2000 14:35
Assunto:
[otorri.] En: Resp def profissional
Desculpem a demora na resposta,
mas enviei esta mensagem 3 vezes anteriormente e ela não
chegou
Espero que seja em tempo
-----Mensagem original-----
De:
MFS <[EMAIL PROTECTED]>
Para:
Grupo de discussão <[EMAIL PROTECTED]>
Data:
Terça-feira, 1 de Agosto de 2000 10:16
Assunto: En:
[otorri.] Resposta do Prof Ricardo Bento para Dr. Marcos
Sarvat
Já que o objetivo é
comentar e até criticar, gostaria de expressar minha opinião
(particular, eu confesso) quanto à abertura de mais vagas para
residência médica, como colocou o prof Ricardo no
Programa de trabalho e propostas : "Implementar programas para
aumentar a oportunidade de residência médica e treinamento. A
ORL é a especialidade com MENOS vagas de residência no
país, relativamente à procura, esta "reserva de
mercado" acabará se virando contra nós
mesmos."
É de conhecimento de todos nós a
mercantilização do ensino médico no Brasil. Dezenas de
faculdades abertas na ultima década despejam milhares de colegas, na
maioria das vezes mal preparados, neste mercado que, a cada dia,
torna-se mais e mais prostituído. A maioria deste pessoal não
consegue residência e fica vulnerável à
sub-remuneração, piorando ainda mais o quadro. Em
decorrência disso, proliferam as "residências de fundo de
quintal" onde alguns colegas bem sucedidos financeiramente exploram
esta demanda de mão de obra barata (às vezes gratuita) com
propósito vil de lucro às custas do trabalho alheio. Exemplos
disso não faltam
Precisamos saber se realmente as vagas de
residência em ORL são poucas ou se os ORL do país
estão mal distribuídos. Dizer que é a especialidade que
tem menos vagas não significa que elas sejam insuficientes.
Além disso, acredito que se fosse o caso de aumentar o número
de vagas, fazê-lo apenas em centros onde há efetivamente um
programa de ENSINO E PESQUISA, e não nos serviços desses
oportunistas de plantão.
Acredito também que a prova para
obtenção de título de especialista deveria ser mais
abrangente e mais rigorosa. Longe de mim querer criticar o nível da
prova, mas o alto índice de aprovação que nela se
verifica deixa uma dúvida; será que os candidatos estão
tão bem preparados ou será que a prova é muito
fácil? Outras especialidades como a dermatologia, ortopedia,
proctologia para citar apenas algumas têm critérios de
seleção mais rigorosos e o índice de
reprovação é bem maior que o nosso.
Não quero de maneira alguma criar
polêmica, é só para refletir um pouco
UM abraço a todos
Marcelo Serra