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Caros colegas,
gostaria da opinião
de vocês sobre este caso:
Paciente de 2 anos e 9 meses, nascido de PSNV a termo, sem
intercorrÊncias na gestação, teve anóxia peri-natal,
cursando com retardo do desenvolvimento neuropsicomotor. Desde os 6 meses de
vida, apresenta estridor inspiratório. Há 1 ano, realizou
laringoscopia direta, que demonstrou epiglote em ômega e frouxidão
das pregas ari-epiglóticas, tendo sido feita a hipótese
diagnóstica de laringomalácia. Foi sugerido
observação. Há 2 semanas, evoluiu com piora do quadro
respiratório, e foi submetido a procedimento de traqueostomia. Durante o
procedimento, ao abordar a traquéia, ao nível do segundo anel,
esta se encontrava com consistência pétrea. Foi tentado abri-la,
sem sucesso. Optou-se por manter a criança entubada e proceder a maior
avaliação. Foi solicitada TC de pescoço e tórax, que
não demonstrou calcificação da parede ou estreitamento do
lúmen. Estamos aguardando broncoscopia, devido a dificuldade em nosso
meio. Gostaria de saber se algum de vocês tem notícia de alguma
patologia que explique o endurecimento da traquéia. Duarante a cirurgia,
foi solicitada a avaliação de cirurgião torácico,
que disse nunca ter visto tal achado.
Desde já grato com a sua
colaboração
Marcio Sampaio
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