>    Caro colega Marcio.Nao tenho resposta imediata para esse seu achado mas
>gostaria de te colocar algumas questoes que me vieram assim que li sua
>historia.Voc� sabe se durante o periodo pos parto esta crian�a ficou
>entubada e por quanto tempo?Voc� ja pensou se este endurecimento da
traqueia
>nao � devido � uma fibrose apos um periodo inflamatorio?Se a TC nao mostrou
>calcifica�ao,nem estreitamento traqueal, voc� esta supondo que o estridor �
>devido somente a regiao supra glotica?Voc� concorda com o diagnostico de
>Laringomalacia neste caso?Se o problema � somente no 2� anel porque nao foi
>feita a traqueotomia logo abaixo dele?O que esta esperando encontrar na
>broncoscopia?Quanto tempo pretende manter esta crian�a entubada e o que
>pensa em fazer se seu quadro se agravar apos a extuba�ao?Achei o caso
>interessante e gostaria de saber o seu desfecho.Um abra�o.Paulo R.
>Figueiredo.


Caro Paulo,
Desculpe n�o ter sido claro em rela��o a estas quest�es, mas foi para n�o
deixar o e-mail cansativo.
O RN apresentou: Apgar 1=2 e Apgar 5=5. Cursou com asfixia e convuls�o, usou
CPAP por 24h e Oxi-Hood por 48h, e anticonvulsivantes. N�o foi entubado.
Seguiu com acompanhamento de neuropediatra e fisioterapeuta. O problema n�o
� somente no segundo anel, mas em toda a traqu�ia, at� onde se consegue
palpar (endurecida mesmo, de consist�ncia p�trea). A TC foi realizada com a
crian�a entubada, o que prejudica o exame. J� foi tentada a extuba��o com
sucesso, por�m o quadro de estridor permaneceu e houve necessidade de
reintuba��o. Pesquisei na literatura com a radiologista e encontrei duas
patologias: traqu�ia em bainha de sabre e n�dulos traqueobr�nquicos p�treos
(traqueobroncopatia condrosteopl�stica), mas ambos em pacientes acima de 40
anos. Como a TC nada demonstrou, solicitei a broncoscopia para avaliar algum
estreitamento ou mal-forma��o a n�vel de l�men. Seria interessante uma RNM?
Eu acho que o estridor n�o � oriundo somente da regi�o supra-gl�tica. Que
outros exames poderiam ser �teis na investiga��o diagn�stica?
Novamente, desde j� grato

M�rcio Sampaio
Residente do Hospital das Cl�nicas da UFBA


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