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Prezados Ricardo Bento e demais colegas:
Agrade�o a refer�ncia � import�ncia e �s naturais dificuldades da Defesa
Profissional, que esperamos todos seja cada vez estimulada, em todos os
sentidos, na SBORL, nas Regionais e, em especial � claro, pelos pr�prios
otorrinolaringologistas. H� muito o que corrigir e construir, e contamos
com todos os interessados para decidirmos juntos o que fazer, l� no F�rum de
Natal - dia 16 de outubro.
Para esclarecer os colegas sobre as inten��es e a��es
da Def Prof, desejo me concentar em alguns coment�rios:
1. Atuar em busca da Liberdade de Escolha, Credenciamento Universal,
Autonomia e Dignidade em trabalho e honor�rios, al�m de ser vital ao exerc�cio
�tico da Medicina, tem uma direta rela��o com a quest�o das
fronteiras com outras especialidades e profiss�es, pois se for mantida a
for�a de credenciamento dos planos de sa�de, eles v�o credenciar (o que j�
fazem) somente os que aceitarem honor�rios mais baixos, que n�s sabemos
serem as firmas de Audiologia de n�o-m�dicos. Estas sim est�o de fato amea�ando
o mercado do ORL bem formado, pois � dif�cil competir com os valores t�o
baixos que tais grupos aceitam. Ou seja, embora n�o pare�a, a causa da febre
do paciente n�o � a fono, mas o conv�nio por tr�s da remunera��o de 90% da
assist�ncia m�dica privada em nosso Pa�s.
2. N�o existe proposta de mudan�a estatut�ria que pretenda incluir
fonoaudi�logos como s�cios da SBORL, e, pelo contr�rio, todos devem ler a carta
do presidente da SBLV no �ltimo "Vox Brasilis", distribu�do a todos os s�cios
m�dicos (os mesmos 2.500 s�cios da SBORL), que esclarece perfeitamente
esta quest�o.
3. O trabalho multidisciplinar est� mais que consagrado em "audi��o, voz,
fala e linguagem". Todos n�s m�dicos otorrinolaringologistas trabalhamos as
altera��es e enfermidades da �rea ORL, contando em muitas situa��es com os
conhecimentos e interven��es de outros profissionais, sejam m�dicos (neuro,
psiq, endocino, por ex.), ou n�o (fonoaudiol�gos, psic�logos e odont�logos, por
ex.).
4. Em prol do melhor atendimento ao paciente, devemos construir um bom
relacionamento com todas as profiss�es da �rea de sa�de, o que nos obriga a
respeit�-los, prestigi�-los e critic�-los, tamb�m. Esta constru��o �
dif�cil, e muitos conflitos, excessos e absurdos surgem, e podem e devem ser
enfrentados e superados - � esse o nosso trabalho. E mais, a quest�o das
fronteiras jamais foi esquecida, basta lerem o relat�rio da mesa do F�rum
de Porto Alegre, dedicada a este tema, que vem sendo seguido nestes
anos, em v�rias a��es.
5. A quest�o do cartaz no �nibus nunca chegou ao Depto. de Def Prof da
SBORL. Apesar de sua repercuss�o restrita, concordo que deva haver um protesto
da SBORL, e o conceito de qualquer mensagem � popula��o deve sempre
incluir algo como "Procure seu m�dico, etc...", como fizeram v�rias
campanhas - ele deve ser o ponto de partida de qualquer avalia��o.
6. Atuar na popula��o para fixar o m�dico como refer�ncia inicial
funciona mil vezes mais e repercute fortemente, pensando no sentido
positivo. Assim foi a Campanha Nacional da Voz 1999, que relembro a
todos, alcan�ou dezenas de milh�es de brasileiros, em
hor�rio nobre, durante 1 semana, na VOZ de Xuxa, Patricia Pillar, Toni Garrido,
Fernanda Abreu, Gabriel Pensador e Silvia Massari, e que n�o conseguiu obter o
apoio de algumas universidades e do nosso minist�rio da sa�de,
assolado por um economista:
Informes:
a. Cada letra dos textos da Semana da Voz teve a
participa��o do Dr. N�dio Steffen, coordenador nacional da Campanha,
do presidente da SBORL e de seu diretor de Def Prof.
b. N�o seria aceito pela emissora uma cita��o do tipo
"procure seu otorrinolaringologista", que gostar�amos de ter feito.
c. O valor das inser��es em m�dia desta Campanha se mede
em milh�es de reais.
d. A repercuss�o em termos de retorno para profissionais e
servi�os de todos os envolvidos poderia ser medido tamb�m em milh�es de
reais - "pacientes alertados = consult�rios cheios".
d. A Campanha da Voz deve seu sucesso � enorme
participa��o conjunta de m�dicos, fonoaudi�logos e (menor) de prof de
canto de todo o pa�s.
Dizia a mensagem geral, com Xuxa e Patricia
Pillar:
Tem coisas que s� a sua Voz pode
transmitir
Cuide bem dela
Qualquer altera��o, procure
logo seu m�dico
Semana Nacional da Voz - Logotipo: Promo��o Soc Brasileiras de Otorrinolaringologia
e Laringologia e Voz
De 12 a 16 de
abril
Afine a sua
sa�de
Cuide da sua Voz
E mais duas outras op��es de propaganda, determinando uma
hierarquia de procura do paciente - tecnicamente mais que
justificada:
Esta para pais e crian�as, com Silvia Massari e a sua boneca
"Dona Santa":
...� para voc�
cuidar da voz do seu filho
A rouquid�o infantil n�o �
normal
Leve seu filho
ao m�dico
Ele tamb�m
poder� precisar de um fonoaudi�logo
Se voc� n�o
cuidar, ele poder� ficar assim...
Semana Nacional da Voz - Logotipo: Promo��o Soc Brasileiras de Otorrinolaringologia e
Laringologia e Voz
De 12 a 16 de abril
Afine a sua
sa�de
Cuide da sua Voz
Ou ainda esta para cantores, com
Toni Garrido, Fernanda Abreu e Gabriel Pensador:
Qualquer altera��o, procure logo seu m�dico
Voc� poder� ser tratado
por ele, por um fonoaudi�logo ou por um professor de
canto
Semana Nacional da Voz - Logotipo: Promo��o Soc Brasileiras de
Otorrinolaringologia e Laringologia e Voz
De 12 a 16 de abril
Afine a sua
sa�de
Cuide da sua Voz
Como m�dicos,
talvez controlemos os meios, quase nunca os
resultados.
E na Defesa Profissional, temos apenas o
compromisso de tentar salvar o paciente, mesmo que ele n�o se queixe
oficialmente (por medo e vergonha?), e nem pare�a �s vezes querer ser salvo...
Abra�os a todos
E feliz Sete de Setembro!
Marcos Sarvat [EMAIL PROTECTED]
Diretor de Defesa Profissional da SBORL
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